Madame Saatan: pegando leve e empolgando até com som baixo
Resenha - Madame Saatan (FNAC, Av. Paulista, São Paulo, 13/10/2011)
Por Leandro Moreira
Postado em 23 de outubro de 2011
Em formato light, banda paraense intriga e anima espectadores de todas as idades na Fnac da Av. Paulista
Contido, porém, sem perder a postura. Para uma plateia formada pelo acaso com pessoas de todas as idades, o Madame Saatan apresentou um show diferente na Fnac da Av. Paulista e provou ser capaz de empolgar vários tipos de público, mesmo com o volume dos amplificadores pela metade – em respeito às normas da casa. Como esperado, o repertório do último dia 13 de outubro foi formado em sua maioria por composições do recém-lançado CD "Peixe-Homem".
Quem já viu a banda ao vivo sabe que os paraenses gostam mesmo é de quebrar tudo com performances que transbordam energia. Mas, pés no freio à parte, foi válido poder prestar atenção em detalhes que normalmente são abafados pela histeria que toma os espectadores dos shows normais. Nem mesmo a plateia composta por mais de duas gerações acabou sendo incapaz de ficar sem acompanhar (pelo menos com os pés) as músicas do grupo, que já possui oito anos de estrada – três deles morando em São Paulo.
A vocalista Sammliz não apenas mostrou que está cantando cada vez melhor, mas também se revelou uma frontwoman muito bem-humorada. Com o público na palma da mão, ela cativa ao mesmo tempo tanto os "selvagens" headbangers quanto os que apreciam sentar tranquilamente para assistir a um bom show.
Ícaro Suzuki (baixo), Ed Guerreiro (guitarra) e Ivan Vanzar (bateria) transpareceram a habitual mistura entre entrosamento, palhetadas carregadas e fortes impactos percussivos. Mesmo com a peculiar postura calma que os músicos tentaram manter do início ao fim, foi interessante perceber o público se animando logo no começo com a quebradiça "Moira", que, assim como "Fúria", mostra que bons ventos têm guiado o Madame Saatan na busca por originalidade.
A intensidade da apresentação aumentava a cada música, conforme a plateia se juntava em frente ao palco, com vários estereótipos reconhecíveis parando para conferir o que se passava. Mesmo em sua versão light, a banda empolgou com faixas novas como "A Foice", "Até o Fim", "Invisíveis" e "Sete Dias" - que carrega o DNA da banda em sua composição. Outras não tão recentes, como "Devorados" e "Molotov", também apareceram para lembrar que ainda têm força quando executadas ao vivo.
Também houve espaço para uma das únicas execuções ao vivo da balada do primeiro CD "Ele Queima, Ela Sorri", que contém trechos recheados por contratempos de fácil digestão. A forte "Respira", primeira música de trabalho de Peixe-Homem e que teve o videoclipe assinado por P.R. Brown (Slipknot, Smashing Pumpkins, Audioslave e outros), encerrou o espetáculo fazendo quem queria comprar apenas livros pensar em, antes de ir embora, conferir uma novidade específica na seção de CDs.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Não chego aos pés dele"; o guitarrista contemporâneo admirado por Jimmy Page
O melhor baterista de todos os tempos, segundo Lito Sousa, do Aviões e Músicas
Elton John mantém tradição de tocar hit que "só é conhecido no Brasil" com show no Rock In Rio
A melhor "música pop adolescente" de todos os tempos, segundo Brian May
Os clássicos da literatura que Nando Reis não suporta: "Esse cara é antipático"
Slipknot lança "Arsenal", música que marca a estreia do baterista brasileiro Eloy Casagrande
A música que marcou o fim do auge do Oasis, segundo o Noel Gallagher
Aos 83 anos de idade, Mick Jagger detalha rotina de exercícios
Revista Veja Rio diz que bandas de rock não conseguem lotar o Rock in Rio: "Flopou"
A canção onde os Beatles "inventaram" Jimi Hendrix, de acordo com George Harrison
O álbum que Rob Halford considera o "Sgt. Pepper's" do Judas Priest
O Gamma Ray ainda existe? Kai Hansen responde
Se o Shaman voltar, a vaga mais difícil de preencher não é a do microfone
O clássico do thrash metal que deve ser ouvido do início ao fim, segundo Scott Ian
A reação de Cazuza após Elza Soares chamar na chincha: "Essa música não era para mim?"
Irmã de John Lennon gostaria que ele nunca tivesse sido um Beatle
A música que surgiu como anotação em caderno e virou um dos maiores hits dos anos 80

Lacrimosa em seu primeiro show com Orquestra
Masters of Voices (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 13/07/2026)
Com toda sua experiência e talento do seu novo vocalista, Nazareth conquista o público mineiro
Covil Brutal recebe Sentence, Pathologic Noise e Critical Fear em Belo Horizonte
Prime Rock Brasil 2026 reúne gerações do rock nacional em noite histórica no Mineirão
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



