Resenha - Machine Head (Via Funchal, São Paulo, 14/10/2011)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Renan Corradini Colber, Tradução
Enviar correções  |  Ver Acessos

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Quando se pensa em Thrash Metal, as bandas que formam o Big 4 são refêrencia. No entanto, se abrirmos um pouquinho mais o leque, com certeza Exodus e Machine Head tenham praticamente o mesmo peso de Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax no cenário.

Em 02/09/1993: Sepultura lançava o clássico "Chaos A.D."Bon Jovi: o mistério de Tommy e Gina em "Livin' On A Prayer"

Eis que depois de longos 20 anos de espera, o Machine Head vem para o Brasil para uma seqüência de aguardadas apresentações que começaram por São Paulo na última sexta-feira, no Via Funchal.

Falando em Via Funchal, a casa mostra um total despreparo e descaso ao lidar com seus clientes, mas isso fica para uma outra hora.

Confesso que não entrei a tempo de ver as duas bandas de abertura (uma delas o Threat) e quando me vi nas dependências do Via Funchal o Sepultura iniciava sua apresentação. Depois de muitos shows do Sepultura presenciados, uma coisa é fato; os caras nunca decepcionam. No entanto, mesmo partindo desta premissa, este foi o mais fraco que vi. Abrindo maravilhosamente com "Arise" e seguindo com "Refuse Resist", o som da casa se mostrava bom e a banda enérgica. No entanto, depois de destilar algumas músicas do novo álbum (o bom Kairos), a qualidade do som caiu vertiginosamente e o show acompanhou tal queda. Começar "Altered State" e parar para uma do novo álbum não dá! O som foi piorando minuto a minuto até o fim com "Roots Bloody Roots" que, como sempre, levantou o público. No geral, mais uma vez, sem decepções e com um set que agradou.

Minha expectativa era de que a casa fosse encher até o início do show do Machine Head. Bem, isso não aconteceu. Com diversos espaços, inclusive muito próximos ao palco, era extremamente tranqüilo transitar pela casa. Arrisco dizer que a banda poderia ter sido alocada numa casa de shows menor.
Rapidamente, estava tudo pronto para a entrada do Machine Head no palco. Luzes apagadas e eles entram com a clássica "Imperium", levando os fãs ao êxtase. Seguida da maravilhosa "Beautiful Morning", uma coisa já era clara; o som estava horrível e talvez até pior que o Sepultura. O pior; o mesmo não melhorou durante toda a apresentação. Completamente embolado, não era possível entender cem por cento das palavras dirigidas pelo frontman Robb Flynn ao público. A caixa da bateria também se mostrava inaudível. Tentei caminhar pelo Via Funchal para ver se o problema era a localização, mas isso não se confirmou. Mesmo estando quase a frente do palco, o som ainda estava sofrível.

Depois de algumas faixas do novo álbum, "Locust", a banda apresenta a clássica "Old" do esplêndido "Burn My Eyes", um marco do gênero. A excelente "Aesthetics of Hate", do também esplêndido "The Blackening" continua o show. Uma pena que o som estragasse a tal ponto uma apresentação coesa dos norte-americanos. Depois da porrada "Ten Ton Hammer", a banda sai do palco por aproximadamente 10 minutos. A meu ver, isso mostrava uma tentativa de melhorar o som.

Porém, o inesperado ocorreu. A banda volta ao palco com a linda "Halo" e na seqüência emenda seu maior clássico "Davidian". Arrisco dizer que o som estava ainda pior! No entanto, pior mesmo foi uma pergunta que me fiz: "Davidian agora? Eles fecham os shows com Davidian!". Depois de uma hora e vinte minutos de apresentação (considerando os 10 minutos de intervalo), e sem uma despedida coerente, o Machine Head deixa o palco e em poucos segundos a luzes estavam acesas e o roadies estavam desmontando todo o equipamento.

Depois de vinte anos de espera, o Machine Head vem ao Brasil. Com um som pífio e um show burocrático, a banda se despede do palco não fazendo jus ao nome que tem e, principalmente, os fãs que lá estavam. A expectativa que fica, é para que nos próximos shows da turnê brasileira Robb Flynn caia na real e faça um show que possa ao menos comprovar que eles são uma boa banda de Thrash Metal.

Set list Sepultura:

1. Intro
2. Arise
3. Refuse/Resist
4. Kairos
5. Just one Fix (Ministry Cover)
6. Dead Embyonic Cells
7. Convicted in Life
8. Attiude
9. Choke
10. What I Do!
11. Relentless
12. Firestarter (Prodigy Cover)
13. Troops of Doom
14. Septic Schizo / Escape to the Void
15. Meaningless Movements
16. Seethe
17. Polícia (Titãs Cover)
18. Teritorry
19. Inerself

Encore:
20. Roots Bloody Roots

Set list Machine Head:

1. Imperium
2. Beautiful Morning
3. Locust
4. The Blood, The Sweat, The Tears
5. I am Hell (Sonata in #C) (primeira vez tocada ao vivo)
6. Bulldozer
7. Old
8. Aesthetics of Hate
9. Darkness Within (primeira vez tocada ao vivo)
10. Ten Ton Hammer
11. Halo
12. Davidian


Outras resenhas de Machine Head (Via Funchal, São Paulo, 14/10/2011)

Machine Head: São Paulo tremeu em noite histórica




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Machine Head"Todas as matérias sobre "Sepultura"


Em 02/09/1993: Sepultura lançava o clássico "Chaos A.D."

Sepultura: novo álbum já tem nome, diz Andreas KisserSepultura
Novo álbum já tem nome, diz Andreas Kisser

Petbrick: ouça novo single de projeto experimental de Iggor Cavalera

Max Cavalera: ele não entende como o Slayer consegue pensar em se aposentarMax Cavalera
Ele não entende como o Slayer consegue pensar em se aposentar

Sepultura: veja entrevista de Andreas Kisser no programa CMCHRodz Online: Sepultura vs Max Cavalera (vídeo)

Sepultura: banda já está gravando sucessor de Machine MessiahSepultura
Banda já está gravando sucessor de "Machine Messiah"

Collectors Room: os 50 anos de Max Cavalera (vídeo)

Phil Anselmo: Max Cavalera sobe ao palco para uma canjaPhil Anselmo
Max Cavalera sobe ao palco para uma canja

Petbrick: projeto experimental de Iggor Cavalera anuncia novo álbumKisser: regravando "Mote das Amplidões" a convite de Zé Ramalho

The Grindmother: vovó de 67 anos detona em cover do SepulturaThe Grindmother
Vovó de 67 anos detona em cover do Sepultura

Max: Antes morto no palco que velho numa cadeira de rodasMax
"Antes morto no palco que velho numa cadeira de rodas"

Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1989Heavy Metal
Os dez melhores álbuns lançados em 1989


Bon Jovi: o mistério de Tommy e Gina em Livin' On A PrayerBon Jovi
O mistério de Tommy e Gina em "Livin' On A Prayer"

Cê tá de brincadeira, né?: quando grandes nomes vacilam"Cê tá de brincadeira, né?"
Quando grandes nomes vacilam

Vocalistas: belíssimos timbres de alguns cantores de rockVocalistas
Belíssimos timbres de alguns cantores de rock

Danilo Gentili: O sertanejo tem mais atitude roqueira que o próprio roqueiroBlack Sabbath: About.com elege os 5 melhores álbuns da bandaGuns N' Roses: vídeo com "This I Love" ainda em 1992Pearl Jam: Jeff Ament quase optou por ser jogador de basquete

Sobre Renan Corradini Colber

Cursando Administração de Empresas na Universidade Presbiteriana Mackenzie, teve seu primeiro contato com o Metal em 1997 quando comprou o álbum Best Of The Beast, do Iron Maiden, na época com 11 anos. De lá para cá escuta de tudo um pouco, mas a raiz se mantém metaleira. De Iron Maiden a Meshuggah passando por Diana Krall, Ray Charles, Hoodoo Gurus, Elvis, Johnny Cash e Bob Dylan.

Mais matérias de Renan Corradini Colber no Whiplash.Net.

adGoo336|adClio336