Evergrey: Um show literalmente ensurdecedor em São Paulo

Resenha - Evergrey (Carioca Club, São Paulo, 29/07/2011)

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Por Ana Clara Salles Xavier
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

6ª Feira, um calorzinho fora do normal pro inverno paulistano. Algumas pessoas preferem sair do trabalho e ir direto para casa descansar. Outros fazem um happy hour no bar logo ali na esquina. E tem aqueles que preferem ver o show do EVERGREY.

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Quem escolheu a última opção para começar o fim-de-semana, não deve ter se arrependido. Porque mesmo com o Carioca Club meio vazio, a banda fez uma apresentação digna, para dizer o mínimo.

Marcado para começar as 20:00, a introdução do show começou a sair das caixas de som por volta das 20:20. Um som bem alto, diga-se de passagem. As cortinas do palco se abriram e HANNES VAN DAHL é o primeiro integrante a surgir no palco. Pouco a pouco, os outros integrantes também vão entrando e aí já dá pra sacar que a quantidade do público vai ser irrelevante pro show. Porque mesmo só aquelas 400, 500 pessoas fizeram barulho o suficiente pra deixar os integrantes do EVERGREY com um sorriso estampado no rosto.

A primeira música executada foi "Leave It Behind Us", o que fez de imediato a alegria dos fãs. Eles cantavam, acompanhavam a banda e faziam chifrinhos com as mãos.

O som do Carioca estava alto, MUITO alto. Vi várias pessoas precisando tampar os ouvidos um pouco para aguentar o tranco. Tudo bem, é um show de heavy metal/rock/etc, mas o pessoal da mesa de som podia ter pegado um pouco mais leve.

Sem respirar, o EVERGREY emendou "Handbag" e "As I lie here bleading". Todos os integrantes tem uma presença de palco absurda. O (ótimo) guitarrista e vocalista TOM S. ENGLUND ia o tempo todo para bem perto daqueles que estavam no gargalo do palco, dando a mão para os fãs mais fervorosos, apontando para o pessoal que estava nos camarotes.

Falando em gargalo, o EVERGREY também demonstrou ser mandar bem nos, hãm, aditivos alcoólicos. Virando goles de uma garrafa de Jack Daniels e bebericando sem parar latas de cerveja, os caras estavam bebendo como se não houvesse o amanhã.

Em determinado momento, ENGLUND começou a conversar com o público dizendo que gostava muito do nosso país, que depois do show iriam para o Blackmore Rock Bar (outra casa de shows daqui de São Paulo) e citou o samba. O tecladista RIKARD ZANDER arriscou a tocar uma pseudo bossa-nova no seu instrumento e foi prontamente vaiado. Em seguida, TOM pede desculpas e diz: "fuck this samba, vamos para o Blackmore". Um raro momento de lucidez dos gringos. Afinal, quem disse que só porque somos brasileiros que gostamos de... samba?

"Wrong" foi um dos momentos comoventes do show, assim como "I'm sorry". O público não parava de agitar, cantar e banguear. Os fãs da banda provaram por A+B que para um show ser um sucesso, ele não necessariamente precisa estar absurdamente lotado.

Os integrantes da banda estavam muito bem entrosados e isso com certeza deve ter sido um alívio para os fãs que estavam lá, se considerarmos o fato que ano passado o EVERGREY quase acabou! O guitarrista MARCUS JIDELL e o baixista JOHAN NIEMMAN agitavam sem parar. Além disso, os caras faziam poses para os fotógrafos (com máquinas profissionais ou não) o tempo todo. Foi um show não só de música, mas de simpatia!

O bis contou com nada mais nada menos que 4 músicas. Um verdadeiro presente para quem estava lá. ENGLUND mais uma vez reforçou o convite para a balada no Blackmore e encerrou o show com "A touch of blessing".

Depois desse show, o EVERGREY mostrou que ainda tem muita lenha para queimar, muitos CDs para lançar, muitos shows para fazer.

O pessoal que estava no show com certeza saiu do Carioca bastante feliz. Talvez até um pouco surdos, mas beeem felizes!

SET LIST:
Leave it Behind Us
Monday Morning Apocalypse
As I Lie Here Bleeding
The Masterplan
Rulers of The Mind
Mark of the Triangle
Wrong
Blinded
Solitude Within
Nosferatu
I'm Sorry
Frozen

BIS:

When The Walls Go Down
Recreation Day
Broken Wings
A Touch Of Blessing




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Sobre Ana Clara Salles Xavier

Ana Clara Salles, 24 anos, paulistana. Fã do Guns n' Roses, Black Label Society, Judas Priest, Led Zeppelin e Beatles, no seu acervo musical tem espaço também para bandas dos anos 80 como Sisters of Mercy e Depeche Mode. Afinal, como já disse uma vez Friedrich Nietzsche: "sem música, a vida seria um erro".

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