Mötley Crüe: um show sem efeitos mas impecável em SP
Resenha - Mötley Crüe (Credicard Hall, São Paulo, 17/05/2011)
Por Rodrigo The Rock
Postado em 23 de maio de 2011
Só tenho a dizer que foi uma noite histórica e felizmente eu estava lá para celebrar esse momento único! Depois de 30 anos de estrada da banda, e no meu caso, 20 anos de espera, finalmente tinha chegado a hora de ver o Mötley Crüe ao vivo. Pra uma banda que nunca fez sucesso no Brasil e que viveu seu auge em 1990, foi surpreendente ver o público formado em sua maioria por trintões e quarentões que quase lotaram o Credicard Hall, em São Paulo e certamente também esperaram duas décadas pra conferir os caras ao vivo.
Com a formação clássica, composta por Vince Neil (vocal), Nikki Sixx (baixo), Mick Mars (guitarra) e Tommy Lee (bateria), o Crüe fez a alegria dos fãs em pouco menos de uma hora e meia. Sem as famosas explosões, lasers e demais pirotécnias, a banda não inventou e fez um show sem improvisos mas impecável. Com um som de qualidade e um setlist recheado de clássicos, escolhido a dedo para agradar aos fãs que viam a banda pela primeira vez, o Crüe subiu ao palco às 23:05h, entrando de sola com Wild Side, primeira faixa do album Girls, Girls, Girls, lançado em 1987, e causando histeria nos presentes. Saints of Los Angeles, única música do album mais recente, veio na sequência, e pela ótima recepção dos fãs, mostrou que já nasceu um clássico. Em seguida, quase que emendadas, Live Wire, clássico do album de estréia, e Shout at the Devil. Ambas cantadas em uníssono pelos fãs.
"Eu quero ouvi-los!!! Nós somos o Mötley Crüe. Vocês estão prontos para esta merda, hoje?", perguntou o vocalista Vince Neil antes de atacar com Same O' Situation. A banda toda estava visivelmente empolgada. Vince Neil, apesar de não ser um dos vocalistas mais técnicos, ainda é um grande frontman, e domina toda a extensão do palco com maestria. Nikki Sixx, baixista e principal compositor do grupo, se movimenta bastante e por diversas vezes faz contato com os fãs, se agachando e estendendo o braço para apertar suas mãos. Vale destacar o pedestal personalizado do microfone de Nikki Sixx que além de um design diferente ainda tem uma espécie de mola que o faz ficar balançando constantemente.

O lendário baterista Tommy Lee (aquele mesmo do polêmico vídeo pornô caseiro com a eterna salva-vidas de SOS Malibu, Pamela Anderson) também parecia muito feliz. Depois de tocarem Primal Scream, Tommy veio sozinho à frente do palco com uma garrafa de bebida e perguntou: "Quem quer uma dose?". Ovação. Depois entregou a garrafa para um fã e completou: "Beba e passe para trás. Acho que tem o suficiente para todos aqui, afinal eu comprei a garrafa grande".
Brincadeiras a parte, Tommy não esqueceu do típico discurso rasga-seda: "Finalmente chegamos, São Paulo, 'mother fucking' Brasil. Cara, nem acredito que estamos aqui. Só um minuto para eu olhar os rostos de vocês. Isso é incrível. Não sei por que demoramos tanto para vir para cá.", Em seguida, Tommy voltou a seu posto pra tocar a introdução de Home Sweet Home, em um teclado posicionado ao lado da bateria.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Mick Mars parece ser o único que destoa dos seus companheiros, talvez por conta da escoliose que há décadas prejudica seus movimentos pela dor na coluna. Com um chapéu preto afundado na cabeça, o guitarrista se move pouco e em diversos momentos chegou a se apoiar no cenário de fundo.
Os sucessos se sucederam com Don´t Go Away Mad (Just Go Away), Dr. Feelgood, Too Young to Fall in Love, Ten Seconds For Love, substituida pela Too fast for Love que havia sido executada no show do Chile e Smokin' in the Boys Room. Depois do playback do ronco dos motores das motocicletas Harley-Davidson, a indefectível Girls, Girls, Girls, um dos pontos altos do show, seguida de Kickstart My Heart que fechou a parte principal da apresentação.

No bis, Looks that Kill, encerrando o show. Aliás, aqui cabe um momento curioso e divertido. Vince perdeu o tempo pra entrar e esperou o segundo compasso. No entanto, na sequência, foi a vez do guitarrista Mick Mars antecipar as notas do refrão, fazendo com que Vince Neil abrisse os braços e um sorriso depois de se atrapalhar na letra. Nada que o público tenha se importado. O Mötley Crüe marcou todos os pontos possíveis em sua primeira passagem pelo Brasil. Fim de festa. Fãs em êxtase.
Set-list Mötley Crüe:
Wild Side
Saints of Los Angeles
Live Wire
Shout at the Devil
Same Old Situation
Primal Scream
Home Sweet Home
Don't Go Away Mad (Just Go Away)
Guitar Solo
Dr. Feelgood
Too Young to Fall in Love
Ten Seconds For Love
Smokin' In The Boys Room
Girls, Girls, Girls
Kickstart My Heart

Encore:
Looks That Kill
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