Mötley Crüe: show mostra grandeza da banda no Brasil

Resenha - Mötley Crüe (Credicard Hall, São Paulo, 17/05/2011)

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Por Otávio Augusto Juliano
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Confesso que custei a acreditar que dessa vez os fãs brasileiros de Hard Rock seriam enfim agraciados com um show do MÖTLEY CRÜE no país. Em 2008, a banda visitou nossos "hermanos" argentinos e acabou não vindo para o Brasil, o que fez com que alguns fãs brasileiros fossem até a Argentina para acompanhar a banda. Certamente nenhum produtor apostou no sucesso de um show do MÖTLEY CRÜE em território brasileiro.

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Mas quando a Time For Fun anunciou que o show estava realmente marcado e as vendas de ingressos começaram, o sonho de muitos (como deste redator), de ver o Vince, Nikki, Mick e Tommy ao vivo, estava próximo de se tornar realidade.

A data escolhida para esse momento tão especial para os brasileiros foi o dia 17 de maio, uma terça-feira fria em São Paulo. Apresentação única, com abertura da banda BUCKCHERRY, também de Los Angeles.

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O BUCKCHERRY surgiu na década de 90 e tenho que admitir que conhecia muito pouco o trabalho do grupo, até descobrir que os músicos dividiriam o palco com o MÖTLEY CRÜE no Brasil. Conforme anunciado, às 21:30hs em ponto, o BUCKCHERRY entrou em cena, para um Credicard Hall já bastante cheio. Logicamente a ansiedade do público era para ver a atração principal da noite, mas o BUCKCHERRY fez bonito e agitou os presentes, aproveitando para divulgar seu álbum mais recente, "All Night Long" (2010).

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Certamente as canções que mais agitaram foram "Lit Up", com o refrão que diz "eu amo cocaína", "It´s A Party" e "Crazy Bitch", que fechou o set de 1 hora de apresentação. O vocalista Josh mostrou todo seu estilo performático e interagiu bastante com o público, além dos demais músicos que estavam visivelmente felizes e trocavam constantemente olhares de aprovação.

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Terminada a abertura do BUCKCHERRY, foi preciso esperar exatos 30 minutos até às 23hs, quando as luzes se apagaram e começou a se tornar realidade aquilo que um lotado Credicard Hall esperava: MÖTLEY CRÜE no Brasil para uma única e histórica apresentação!

Com "Wild Side", a banda apareceu no palco, para empolgação e, claro, emoção de todos os presentes. Sem pausa sequer para um "alô", Vince e os demais emendaram "Saints Of Los Angeles" e "Live Wire", sucessos de épocas completamente diversas: a primeira música é do último álbum da banda, de 2008, e "Live Wire" é a faixa de abertura do disco de estreia do grupo, lançado em 1981.

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Comemorando 30 anos de uma carreira de grande sucesso, o MÖTLEY CRÜE se mostrou animado por estar no Brasil pela primeira vez, o que levou Vince Neil a se perguntar porque a banda ainda não havia passado por aqui.

Tommy Lee também se mostrou empolgado e foi em direção ao público para oferecer bebida e agradecer a presença dos fãs, assim como fez Nikki antes de anunciar "Too Young To Fall In Love", uma das gratas surpresas do set list escolhido para esta turnê sulamericana.

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Em relação ao show do Chile, realizado dias antes, apenas "Too Fast For Love" ficou de fora, música que era pedida por alguns fãs e cuja falta foi sentida. Mas o jeito foi curtir a não menos interessante "Ten Seconds To Love", outra boa surpresa.

Em "Girls, Girls, Girls", um dos maiores clássicos da banda, muitas garotas se animaram e tiraram as blusas, para curtir o som de sutiã, "quase" ao estilo do que se vê nos shows do grupo pelos EUA, quando muitas fãs tiram as blusas de verdade e mostram os seios. Aqui o público foi mais contido, mas a canção fez o Credicard Hall balançar e foi um dos pontos altos da noite.

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"Home Sweet Home" também arrancou gritos de muitos e vale registrar que logo na introdução da canção os 4 músicos juntaram as mãos, mostrando que, ao menos no palco, eles ainda continuam entrosados e unidos.

"Kickstart My Heart" foi cantada em uníssono e fechou o show. Depois foram longos 5 minutos de luzes apagadas até o retorno da banda com "Looks That Kill", dessa vez para encerrar de vez a apresentação.

Não posso deixar de destacar o guitarrista Mick Mars: com recém completados 60 anos, o músico se supera a cada show e luta contra a dor decorrente de uma doença que compromete seus movimentos e sua articulação, sendo impecável em São Paulo. Com sua cadência e levada características, ainda que tenha por algumas vezes se utilizado de parte do cenário para descansar suas costas, ficando mais ao fundo do palco, próximo à gigante bateria de Tommy Lee, quando o assunto foi executar os grandes clássicos do MÖTLEY CRÜE, Mick não decepcionou. Emocionante vê-lo ao vivo de tão perto.

Já que confessei no início que duvidava da confirmação do show por aqui, o que me fez comprar as passagens para Buenos Aires, aqui vai outra confissão. Mesmo sendo fã incondicional da banda e tendo o MÖTLEY CRÜE como grupo preferido (como disse, as malas estão prontas para ir a Buenos Aires repetir a dose), confesso também que não acreditava que o show por aqui fosse lotar, ainda mais com tantas apresentações internacionais nesse primeiro semestre. Mas para a felicidade de todos os fãs do grupo, o Credicard Hall estava lotado! Ou seja, para produtores ou aqueles que ainda tinham dúvidas acerca da grandeza da banda no Brasil, tenho a certeza de que este show em São Paulo serviu para mostrar que o grupo tem muitos fãs por aqui e pode voltar quando quiser. É garantia de casa cheia, Hard Rock de qualidade, agitação e emoção.

Agradecimentos a Time For Fun (Guilherme Oliveira) pelo credenciamento e pela atenção.

Banda:

Josh Todd - vocal
Keith Nelson - guitarra
Stevie D. - guitarra
Xavier Muriel - bateria
Jimmy Ashhurst - baixo

Set List:

- Dead
- Rescue Me
- All Night Long
- Everything
- Oh My Lord
- It's A Party
- Next 2 You
- Lit Up
- Slammin'
- Lawless & Lulu
- Sorry
- Crazy Bitch

Banda:

Vince Neil – vocal
Nikki Sixx – baixo
Mick Mars – guitarra
Tommy Lee - bateria

Set List:

- Wild Side
- Saints Of Los Angeles
- Live Wire
- Shout At The Devil
- Same O' Situation
- Primal Scream
- Home Sweet Home
- Don't Go Away Mad (Just Go Away)
- Mick Mars Solo
- Dr. Feelgood
- Too Young To Fall In Love
- Ten Seconds To Love
- Smokin' In The Boys Room
- Girls, Girls, Girls
- Kickstart My Heart

Bis
- Looks That Kill




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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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