Richie Kotzen: um belo show de duas horas em Porto Alegre
Resenha - Richie Kotzen (Beco, Porto Alegre, 13/03/2011)
Por Arthur Dias Eich
Postado em 21 de março de 2011
Numa noite aprazível de domingo, o guitarrista norte-americano RICHIE KOTZEN tocou em Porto Alegre pela segunda vez em sua já longa carreira (o seu primeiro álbum solo é de 1989). Dessa vez tocando no Beco, o show do guitarrista contou com público e qualidade de som maiores que na primeira passagem, ocorrida em 2010.
Fotos: Liny Oliveira (http://www.flickr.com/linyrocks)
Sem banda de abertura e exatamente no horário marcado (22h), cerca de quatrocentas pessoas viram o ex-integrante de POISON e do MR. BIG iniciar o show com "Best of Times", canção de seu último álbum. A ela se seguiram "Long Way From Home" e "Losing My Mind". A técnica exuberante do guitarrista salta aos olhos de quem o assiste. Sempre acompanhado de uma Fender Telecaster, Kotzen toca sem palheta e extrai uma infinidade de timbres diferentes, além de solar com velocidade e desenvoltura.
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Após executar "Mother's Head Family Reunion", Kotzen falou com o público pela primeira vez, um tímido 'hello', que foi seguido por "Love Divine" e "Fooled Again". Após esta, o guitarrista reclamou da qualidade do som e da completa inutilidade do soundcheck. Embora os instrumentos estivessem nítidos, a voz de Richie estava muito baixa (uma pena, a sua performance é belíssima e potente), o que fez com que ele passasse instruções pelo microfone para a mesa de som, na tentativa de melhorar o que lhe desagradava.
A balada "Faith" marcou um dos grandes momentos do show, com Kotzen solando por um bom tempo, enquanto sua banda fazia a base para Richie brilhar. Aliás, parágrafo para a banda.
No baixo, Daniel Pearson parece mais um músico de jazz e funk (o que não é de se estranhar, visto as colaborações de RICHIE KOTZEN com STANLEY CLARKE). Quieto, de cabelos curtos, bigode e cavanhaque, o baixista é calmo para os padrões do rock n' roll. Mas é um músico fabuloso, capaz de tocar no mesmo nível de Kotzen. O baterista, Mike Bennett, também de muita qualidade, tem uma postura inversa no palco. Com cabelos compridos e balançando a cabeça para todos os lados, o músico toca com vontade ímpar, chegando ao ponto de precisar trocar a caixa de sua bateria em determinado momento.
Depois de tocar "So Cold", Richie brindou o público presente com "Shine", música de sua época no MR. BIG. A ela seguiu "Stand", de sua fase no POISON. As duas músicas, como era de se esperar, tiveram ampla aceitação do público, que cantou junto os dois hits. Richie tocou mais três músicas antes de encerrar o show com "Payin' Dues", também de seu último álbum, "Peace Sign".
De volta para o bis, Kotzen estava fumando um cigarro, o que fez pessoas do público chamarem a atenção dele, em tom de brincadeira, para o fato de que é proibido fumar em locais fechados no Brasil. O guitarrista sorriu, fumou mais um pouco de seu cigarro e começou a tocar "Remember". Seguiu-se "Go Faster" e Richie se retirou do palco novamente.
Para o segundo bis, Kotzen tocou "Fooled Around and Fell in Love", música do guitarrista de blues e rock n' roll ELVIN BISHOP. Um bom final para um belo show de duas horas. Fica a torcida para que o guitarrista toque em Porto Alegre todos os anos daqui para frente.
Set-list:
01. Best of Times
02. Long Way From Home
03. Losing My Mind
04. Mother's Head Family Reunion
05. A Love Divine
06. Fooled Again
07. Faith
08. So Cold
09. Shine (Mr. Big)
10. Stand (Poison)
11. You Can’t Save Me
12. Doing What the Devil Says To Do
13. Peace Sign
14. Payin' Dues
15. Remember
16. Go Faster
17. Fooled Around and Fell in Love (Elvin Bishop)








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