Tarja Turunen em SP: lugar de mulher é mesmo no rock n'roll

Resenha - Tarja Turunen (HSBC Brasil, São Paulo, 12/03/2011)

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Por Ana Clara Salles Xavier
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O show da TARJA TURUNEN que aconteceu no último sábado, dia 12/03 mostrou que lugar de mulher é mesmo no rock n’ roll. Abaixo, 8 motivos que confirmam o que eu acabei de escrever.

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1 - Mulher preza pela qualidade. Ou seja, TARJA soube escolher muito bem os músicos que estão acompanhando-a nessa turnê. No baixo, DOUG WIMBISH da banda LIVING COLOUR, MAX LILJA do APOCALYPTICA no cello, CHRISTIAN KRESTCHMAR nos teclados, o virtuoso guitarrista JULIAN BARRET e nada mais nada menos que MIKE TERRANA na bateria. Com um time desses, não tinha como o show ser ruim.

2 - Mulher é simpática e carismática. Isso TARJA mostrou durante todo o show fazendo caras e bocas em todas as músicas, sorrindo o tempo inteiro (sem parecer falsa), agradecendo imensamente o público e falando várias frases em portunhol.

3 - Mulher sabe ser modesta, mesmo que essa modéstia possa parecer de mentira. TARJA continua com uma voz impecável, não desafinou em nenhuma música e mesmo assim depois de cantar “Stargazers” (uma música do NIGHTWISH que matou a saudade os fãs da ex-banda da vocalista) disse que precisava descansar um pouco suas cordas vocais, dando a entender que sua voz já não era mais a mesma. Até parece, porque durante todo o show não deu pra ouvir UMA falha.

4 - Mulher quando tem uma banda de rock pode ter presença de palco e atitude que muito marmanjo por aí e ainda sim continuar feminina. TARJA fez chifrinhos com as mãos durante todo o show, trocou de roupa algumas vezes, sentava no chão para cantar mais perto do público e mesmo assim continuou parecendo uma deusa nórdica.

5 - Mulher tem brilho próprio. Mesmo depois de ter sido mandada embora do NIGHTWISH e deixando muitos fãs com saudade da época em que cantava na banda, TARJA conseguiu trilhar uma carreira solo impecável. Isso foi perceptível na escolha do set list e na reação do público quando ela cantou músicas como “Dark star”, “I walk alone” e “In for a kill”.

6 - Mulher tem jogo de cintura mesmo quando alguém estraga uma ‘surpresa’ que estava reservando para o final. Como quando o público começou a pedir “Wishmaster” um pouco antes da hora, e TARJA sorriu e fez gestos com a mão do tipo: ‘é depois, é depois’.

7 - Mulher tem múltiplos talentos e com TARJA não é diferente. Além de cantar (e diga-se de passagem, cantar muito) em determinado momento do show ela se sentou ao piano e tocou “Minor heaven”. Ficou simplesmente impecável!

8 - Mulher não esquece seu passado. E isso TARJA deixou claro ao cantar, além de “Stargazers”, do NIGHTWISH, “Higher than hope” e lógico “Wishmaster”, fechando o show com chave de ouro. Isso mostra o quanto TARJA quer agradar seu público, pois tenta de alguma forma, dar atenção a todas as fases da sua carreira.

Com todos esses motivos, você ainda acha que lugar de mulher não é no rock n’ roll/heavy metal?

Foto: Thais Azevedo
Foto: Thais Azevedo

SET LIST
1- Dark Star
2- My Little Phoenix
3- I Feel Immortal
4- In For A Kill
5- Falling Awake
6- I Walk Alone
7- Solo de bateria
8- Little lies
9- Underneath
10- Stargazers
11- Higher Than Hope/We Are/Minor Heaven/Archives of Lost Dreams (acústico)
12- Ciaran’s Well
13- Crimson Deep
14- Where Were You Last Night/Heaven is a Place on Earth/Living on a Prayer
15- Die Alive
16- Until My Last Breath
17- Wishmaster

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Sobre Ana Clara Salles Xavier

Ana Clara Salles, 24 anos, paulistana. Fã do Guns n' Roses, Black Label Society, Judas Priest, Led Zeppelin e Beatles, no seu acervo musical tem espaço também para bandas dos anos 80 como Sisters of Mercy e Depeche Mode. Afinal, como já disse uma vez Friedrich Nietzsche: "sem música, a vida seria um erro".

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