Scorpions: eles têm gás para muito mais tempo
Resenha - Scorpions (Credicard Hall, São Paulo, 18/09/2010)
Por Vinícius Castelli
Fonte: Pilha na Vitrola
Postado em 07 de outubro de 2010
O Scorpions realizou no fim de semana dos dias 18 e 19 de setembro seus dois shows de despedida na Capital paulista. A banda alemã encerra carreira com a turnê Get Your Sting and Blackout Worldtour.
No primeiro deles, no sábado, era possível ver um ‘mar de gente’ em volta do Credicard Hall. Fãs veteranos, outros mais jovens e pais com seus filhos. Todos ansiosos pelo show. Juntos para dizer adeus a um dos mais importantes grupos de rock.
Às 22h30 as luzes se apagaram. A banda entrou no palco feito um trem, junto com os primeiros acordes de Sting in the Tail, faixa homônima do novo disco. Make It Real veio na sequência e colocou o lugar abaixo.
A simpatia do Scorpions não é novidade para ninguém, e nesse dia não foi diferente. Espumando energia, os músicos sacaram do bolso uma das melhores canções para se tocar em um show: Bad Boys Running Wild.
As guitarras de Matthias Jabbs e de Rudolf Schenker foram perfeitas. Unidas formavam um paredão de som. Com sorriso estampado no rosto, Jabbs parecia mais maravilhado do que os próprios fãs.
As únicas coisas que passavam pela cabeça durante a apresentação eram: "Qual será a próxima canção? O som está demais! Tomara que demore para acabar o show."
Vieram então The Zoo, do disco Animal Magnetism, seguida pela bela instrumental Coast to Coast.
Rudolf Schenker havia dito que a banda colocaria no setlist todas as canções que o público esperava ouvir. E cumpriu a promessa. Loving You Sunday Morning foi cantada em uníssono. Na plateia, os olhares se cruzavam satisfeitos e as pessoas comentavam: "Ainda bem que eu vim".
As guitarras deram lugar aos violões em Holyday e até quem não sabia cantar, arriscava acertar no refrão.
O excelente baterista James Kottak subia na bateria ao fim das músicas, jogava baquetas e tocava como se fosse realmente a última vez, com toda energia que podia.
Um dos grandes momentos do show ficou por conta de Wind of Change. Bastou a introdução com o famoso assobio para que todos ficassem eufóricos.
Kottak, que quase sempre rouba a cena, deixou o público com a boca aberta com a bela homenagem que prestou ao grupo. Imagens interativas mostravam o músico no telão passeando pelos álbuns do Scorpions enquanto ele esmagava a bateria com belos solos.
Enquanto Blackout e Big City Nights tiravam o fôlego do público, Jabbs quase arrancou fogo da guitarra.
Todos sabiam que estava acabando, mas ainda havia espaço para ao menos mais uma canção. E vieram mais duas. Still Loving You tirou lágrima de marmanjos. Rudolf Schenker fez ali, um dos solos mais belos do Scorpions. E para fechar com chave de ouro Rock You Like a Hurricane. Valeu a pena! E sim, eles têm gás para muito mais tempo.
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