Scorpions: em Brasília, entre baladas e ferroadas

Resenha - Scorpions (Ginásio Nilson Nelson, Brasília, 22/09/2010)

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Por Marcos Pinheiro
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Ótimo! Diria até surpreendente para mim que não sou propriamente um fã da banda – confesso inclusive que tinha certo preconceito contra os caras. Sei lá porquê, talvez pelo excesso de baladas de sucesso. Pois a 1h40 de show do Scorpions, que teve início às 22h38 de ontem (22/9), num lotado Ginásio Nilson Nelson (10, 12 mil pessoas?), foi uma experiência mais que agradável. Os “velhinhos” estão em plena forma, muito melhores que outros rockstars mais novos que passaram pelo mesmo espaço nos últimos meses.

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Foto: Alexandre Trovão

Enviado por Lelo Nirvana

Klaus Meine continua com voz poderosa, além de esbanjar carisma e simpatia. E os fiéis companheiros Rudolph Schencker e Matthias Jabs ainda esmerilham as guitarras como garotos. Quem dera todos pudessem chegar aos 60 anos (ou quase) com aquela energia! Isso sem contar com o malucaço baterista James Kottak, bêbado, hilário… e exagerado! Tudo em nome da diversão!

O cara, por sinal, teve a manha de protagonizar um dos momentos mais bacanas do show com seu solo Kottak Attack. Enquanto batia nos bumbos e pedais, imagens projetadas nos (sensacionais) telões mostravam cenas dele em ambientes e situações que reproduziam capas de discos clássicos da banda, como Fly to the Rainbow, Lovedrive, Blackout, Love at First Sting, Crazy World e o mais recente, Sting in the Tail (cuja música-título abriu o show), entre outros. Mais do que isso, ele tocava ao vivo trechos de canções destes álbuns como se fossem vinhetas mixadas. Coisa de arrepiar qualquer fã! Mas Kottak exagerou na dose ao, em seguida, ficar expondo demoradamente mensagens em camisetas como “You kick ass” ou “Rock & roll forever” (aliás nas costas dele está tatuada a mesma frase). Se a intenção foi ganhar tempo para os companheiros recuperarem o fôlego no camarim, tudo bem. Mesmo assim…

Outro momento chato foi a quantidade de baladas enfileiradas no set list. Podiam ter sido melhor divididas. Primeiro foi a nova The Best is Yet to Come (muito bem recebida pelo público) seguida por mais três, Send me an angel, Holiday e a inevitável Wind of Change – reconheço a importância histórica desta música, seu conteúdo político falando das mudanças na Alemanha, a queda do Muro de Berlin, etc. Mas sempre a achei bem chatinha, que me perdoem! Porém é um épico do Scorpions que não poderia faltar, claro!

Passado este período semi acústico, em que toda a banda chegou a se juntar na frente do palco, os caras voltaram à fúria com velhos “cavalos de batalha” como Tease Me Please Me, Dynamite, Blackout (no palco, Schencker se transformou no personagem da capa deste disco) e Big City Nights. No telão, o nome de Brasília aparecia entre luzes vermelhas de neon em imagem que remetia mais a Las Vegas. Pequena pausa e a volta pro bis com mais “clássicos”: a baladaça Still Loving You (definitivamente me senti de volta ao Rock in Rio 1!) e o petardo Rock You Like a Hurricane. Catarse geral!

0h20, fim do show e a impressão de ter presenciado algo realmente histórico. Quarta-feira à noite, ginásio lotado, Brasília dando mais uma prova de que o rock não morreu por aqui, pelo contrário. Sobre os boatos do Kiss… Bem, aguardemos. Mais informações: www.cult22.com/blog/

Segue o set list, com apenas uma mudança em relação aos shows paulistas: a inclusão da balada Send me an angel.

1. Sting in the Tail
2. Make it Real
3. Bad Boys Running Wild
4. The Zoo
5. Coast to Coast
6. Loving You Sunday Morning
7. The Best is Yet to Come
8. Send me an angel
9. Holiday
10. Wind of Change
11. Tease Me Please Me
12. Dynamite
Solo de bateria de James Kottak (Kottak Attack)
13. Blackout
Solo de Matthias Jabs
14. Big City Nights

Bis
15. Still Loving You
16. Rock You Like a Hurricane

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