Placebo: o pessoal de franjinha se debulhou em lágrimas

Resenha - Placebo (Credicard Hall, São Paulo, 17/04/2010)

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Por Roberta Forster
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Era por volta de 21h quando a banda Superdose subiu ao palco. De alguma maneira tentavam entreter o público cantando músicas que não estavam lá tão animadoras. Dedicaram até uma música para as meninas da grade que não paravam de gritar, ainda que elas estivessem gritando pelo Placebo.

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Meninos de calça apertada, plataformas nos pés e franjinha caída no olho se debulharam em lágrimas, gritos e pulos nada contidos quando o grupo tão aguardado subiu ao palco e o belga Brian Molko (vocal) entonou “For What its Worth”. Logo na sequência tocaram “Ashtray Heart”, quando Molko finaliza a canção balbuciando um sonoro “Obrigadow”.

As maquiagens dos fãs já estavam borradas e escorridas no momento em que começava a música “Battle for the Sun”, que deu nome à turnê. A sequência se deu por “Soul Mates”. Ao final da música, em um dos poucos momentos que Brian fala com o público, ele comenta sobre sua infância e as visitas à igreja com a mãe, onde as pessoas possuídas por Jesus falavam em diversas línguas estranhas, anunciando então a próxima música do espetaculo “Speak in Tongues”.

O grupo toca “Follow the Cops Back Home” e logo em seguida “Every You, Every Me”. Durante a música, Molko e Stefan Olsdal (Baixo, guitarra) se aproximam tanto do público que parecem ter subido na grade, arrancando mais gritos, provocando mais histeria e borrando mais maquiagens, já que a música pareceu causar comoção coletiva. O grupo embala o público com “Special Needs”, seguida por um empolgado “Placebo, Placebo, Placebo” vindo do público, dando sequência a “Breathe Underwater” e “Julien”.

Depois de “The Never-Ending Why”, o show prosseguiu com “Bright Lights”, mais uma música do álbum carro-chefe da turnê. Logo depois, a galera não parou de pular (e chorar) quando no palco o grupo tocou “Devil in the Details”.
A platéia era uma só voz em um grande coro cantando “Meds”, a empolgação continuou em “A Song to say Goodbye” enquanto imagens de algum parente próximo do Fudêncio rolavam no telão de fundo do palco. A euforia parece ter atingido seu ápice em "Special K". Em seguida começa "Bitter End" e ao término da música, como não podia deixar de ser, a banda faz o clássico clichê de retirada. As luzes se apagaram, e enquanto os fãs aguardavam ansiosamente, uma estranha bailarina dançava e rodopiava no telão do palco ao som de "Mendelssohn", enquanto o público aclama pelo retorno da banda.

O grupo de múltipla nacionalidade volta tocando “Trigger Happy” e faz a Credicard Hall jogar as mãos pro ar cantando o refrão “put your hands in the air and wave them like you give a fuck”. Depois do momento “jogue suas mãos para o céu”, a banda toca "Infra-Red" e para encerrar, começa “Taste in Men”, enquanto Stefan Olsdal permanece de braços cruzados até o momento de começar a tocar.

O show termina, Steve Forrest lança baquetas ao público (que se debate para agarrar alguma). Por sua inexpressividade, Fiona Brice (violino), poderia ter saído do show que não faria falta alguma aos arranjos. O grupo se reúne na frente do palco, erguem as mãos dadas, fazem uma reverência e saem de cena.

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Sobre Roberta Forster

Sou paulista, apaixonada por rock'n'roll, fotografia e literatura, nascida nos maravilhosos anos 80, funcionária pública, graduada em Artes Visuais pela Universidade Belas Artes de São Paulo. Especializei-me em fotografia pela Escola Focus em 2008 e, atualmente, estudo Letras na Universidade de São Paulo - USP e atuo como fotógrafa de Rock e Heavy Metal para o Whiplash! quando Chronos permite. Prazer!

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