Guns N' Roses: para os mineiros valeu a pena pagar caro
Resenha - Guns N' Roses (Mineirinho, Belo Horizonte, 10/03/2010)
Por Luiz Figueiredo
Fonte: Luiz Figueiredo
Postado em 13 de março de 2010
O publico, segundo a produção, de cerca de 15.000 pessoas que lotou o Mineirinho na noite do último dia 10 com certeza saiu satisfeito e com a sensação de que valeu a pena investir boa parte de seus salários para ver o renovado GUNS N’ ROSES.
A cidade de Belo Horizonte está inserida nas turnês de grandes bandas nos últimos dois ou três anos e, com certeza, está preparada para receber cada vez mais grupos de Rock/Metal Internacionais. Não só pelo público que compareceu, mas também pela organização, que lidou muito bem com as necessidades de um show do porte do GUNS N’ ROSES. O único problema é o local. O Mineirinho, apesar de muito bonito, está sempre largado e parado no tempo, precisando de reformas estruturais (o que vai acontecer para a Copa do Mundo de 2014) e tem falhas acústicas graves tornando o som, principalmente nas arquibancadas, bastante abafado.
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Enfim! Vamos aos shows.
A banda belo-horizontina de pop/rock UBERRO foi a surpresa - dispensável - da noite. O grupo formado por três integrantes subiu ao palco às 20h30min e fez um show de 20 minutos com quatro ou cinco músicas, incluindo um cover de O RAPPA (ô lala, ô lala). Frases clichês como: "Sonhar não custa nada" e "Acredita que você alcança", ditas na apresentação das músicas, deram uma "broxada" no público Hard Rock que aguardava SEBASTIAN BACH e GUNS.
Show encerrado era hora de entrar em ação a equipe para arrumar o palco de SEBASTIAN BACH. E, em 25 minutos, tudo estava pronto para o vocalista original do SKID ROW entrar correndo e rodando seu microfone pelo fio à frente de um Mineirinho já com cerca de 80% do público em seu interior. Carisma é o que Bach tem de sobra. O cantor e os competentes músicos que formam o restante da banda deixaram a impressão de serem os headliners, fazendo muitos esquecerem que estavam lá para ver o GUNS N’ ROSES por alguns momentos.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A grande surpresa foi a execução de... "Belo Horizonte, esta música é especial para vocês: In A Darkened Room". Assim Bach apresentou o clássico máximo do SKID ROW, após receber uma faixa das mãos de fãs que pedia a canção. Além desta, outras músicas marcantes de sua ex-banda como "18 and Life" e "I Remember You" tiraram o público do chão, como ele mesmo pediu, "Belo Horizonte, vamos pular". Sebastian Bach abusou de falar em português com os mineiros, claramente lendo em papéis no chão, ele procurou falar o máximo possível em nossa língua. Um frontman como poucos. Às 22h20m termina o ótimo show de SEBASTIAN BACH e, agora, todos voltam a se lembrar dos donos da noite.
Abaixo o set list de SEBASTIAN BACH em Belo Horizonte:
1. Slave To The Grind
2. Back In The Saddle
3. Big Guns
4. Here I Am
5. Stuck Inside
6. Piece Of Me
7. 18 And Life
8. American Metalhead
9. Stabbin' Daggers
10. In A Darkened Room
11. Monkey Business
12. You Don’t Understand
13. I Remember You
14. Youth Gone Wild
O SHOW DO GUNS
Antes disso, vale destacar D. J. Ashba subindo ao palco próximo às 20h, antes de qualquer show, para saudar quem já estava dentro do ginásio e atirar palhetas aos presentes na Pista Premium. D. J. Ashba e os outros integrantes equilibram as relações com os fãs. Enquanto esses são extremamente abertos e dispostos a brincar com o público, Axl é fechado e raramente é visto atendendo fãs e dando entrevistas.
Faltando 5 minutos para as 23 horas, a introdução de "Chinese Democracy" começa a soar nos PA’s e o palco é coberto com uma luz vermelha. Neste momento, já era possível ver os integrantes entrando no palco para a execução da faixa-título do último disco da banda. Em seguida, três clássicos para botar fogo no Mineirinho "Welcome To The Jungle", "It's So Easy" e "Mr. Brownstone". A muito boa "Better" foi retirada do set list e "Sorry" foi responsável pela parte mais parada, e até chata, do show.
O guitarrista Fortus ganha o palco para seu solo. Um solo bem animado para introduzir a maravilhosa "Live And Let Die", com certeza um dos pontos altos da apresentação. "If The World" é outra boa música do disco novo e antecedeu a clássica "Rocket Queen". Axl que mudava de figurino a todo momento apresentou Dizzy Reed e o chamou ao centro do palco para seu solo em um piano que saia de dentro da base armada abaixo da bateria. Após "Street Of Dreams", "You Could Be Mine" para êxtase geral.
Foi a vez de D. J. Ashba solar antes de "Sweet Child O’ Mine" que, além de fazer o Mineirinho cantar toda a letra em uníssono, levou várias garotas às lágrimas (pelo menos no meu raio de visão não tinha nenhum marmanjo chorando). Destaque para a participação do guitarrista Bumblefoot, nesta música. Axl Rose roubou a cena e sentou-se em seu piano, vindo do mesmo lugar de onde saiu o de Dizzy. "Another Brick In The Wall", do PINK FLOYD antecedeu seu solo que daria origem à aguardada "November Rain", música incrivelmente capaz de arrancar mais lágrimas dos olhos das garotas do que "Sweet Child O’ Mine". Quem roubou a cena na guitarra desta vez foi D. J. Ashba.
Ao fim de "November Rain", Axl se despediu e desejou boa noite, mas todos sabiam que eles voltariam para o bis. Bumblefoot carregando sua guitarra afiada executou com precisão... o tema de A Pantera Cor de Rosa. Era apenas um refresco para o que vinha pela frente. O cover de Bob Dylan "Knockin' On Heaven's Door" e "Paradise City" encerraram a apresentação inédita do GUNS N’ ROSES em Belo Horizonte com chuva de papel picado vermelho e serpentina.
Axl com seu chapéu preto e alguns quilos a mais não é mais o mesmo do fim dos anos 80 e anos 90, mas está acompanhado de uma banda que dá o suporte necessário. Não foi um show tecnicamente 100% que uma mega-banda como o GUNS N’ ROSES poderia fazer. Mas, por outro lado, as ótimas músicas clássicas e também algumas novas, as inesgotáveis explosões e o palco monstruoso que quase não cabia no ginásio fizeram a maioria avassaladora sair do Mineirinho com o sentimento de que valeu muito a pena pagar caro e dormir pouco para trabalhar no dia seguinte. A diversão é o mais importante.
Abaixo o set list do GUNS N’ ROSES em Belo Horizonte:
1. Chinese Democracy
2. Welcome To The Jungle
3. It's So Easy
4. Mr. Brownstone
5. Sorry
6. Solo Richard Fortus
7. Live And Let Die (Paul McCartney cover)
8. If the World
9. Rocket Queen
10. Solo Dizzy Reed
11. Street Of Dreams
12. You Could Be Mine
13. Solo do DJ Ashba
14. Sweet Child O' Mine
15. Jam Instrumental - Another Brick in The Wall (Pink Floyd)
16. Solo de Axl Rose
17. November Rain
18. Solo do Bumblefoot
19. Knockin' On Heaven's Door (cover de Bob Dylan)
20. Paradise City
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