Dream Theater: comentários sobre show na Austrália

Resenha - Dream Theater e Pain of Salvation (Perth, Australia, 12/12/2009)

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Por Rodrigo Altaf
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Vou confessar a vocês, meu fanatismo incondicional pelo Dream Theater acabou numa data específica: exatamente 07 de Novembro de 2006, dia do show do G3 no Rio de Janeiro. Pouco antes do início do show, comprei o "Score", que comemorava 20 anos da banda. Achei que a performance nesse CD não refletiu de maneira nenhuma a grandiosidade da Octavarium Tour. Os próximos CDs de estudio, "Systematic Chaos" e "Black Clouds & Silver Linings", apesar da boa performance dos músicos, não traziam tantas inovações, apostando de certa forma em "mais do mesmo".

Porém, uma performance ao vivo dos caras ainda vale muito a pena, como comprovei no sábado, 12 de Dezembro, aqui em Perth, Western Austrália. Comprei o ingresso "meet & greet" e pude conhecer os caras da banda, que foram bem receptivos. Após a breve sessão de fotos e autógrafos, consegui ficar encostado na grade, aguardando o início dos trabalhos.

A abertura do show ficou por conta do Pain Of Salvation, que embora adorados no Brasil, são ilustres desconhecidos na Austrália. A inseguranca dos músicos no palco era visível. Entre uma ou outra música, alguém na plateia gritou "You play like shit!!!", e o vocal emendou de primeira "you drink like shit!!!". A performance só engrenou mesmo com a participação de Mike Portnoy, batera do Dream Theater, em "Ashes". Uma ou outra música chegava a empolgar os presentes, como "Mrs. Modern Mother Mary".

E eis que chega a hora do Dream Theater entrar no palco. Às 8 e meia da noite, começa a música tema de Psicose, e a banda abre os trabalhos com duas músicas do disco novo: "A Nightmare to Remember" e "A Rite of Passage". É impressionante como as músicas novas funcionaram bem ao vivo, e a galera vai ao delírio com cada solo intrincado, cada virada complexa e cada agudo nos vocais. Portnoy levantou a galera com seus vocais guturais ao final de "A Nightmare...".

A seguir o show deu uma esfriada com a versão extendida da balada "Hollow Years", que agora conta com um refrão maior, e com direito a um solo gigante do Petrucci na guitarra.

Na "meiuca" do show, um solo de Jordan Rudess em que ele duela "com ele mesmo", já que uma versão "desenho animado" do tecladista aparecia no telão tocando bases pré-gravadas. A novidade empolgou a galera, e logo a seguir veio "Sacrificed Sons", que lembra as vítimas do atentado de 11 de Setembro de 2001.

Uma trinca de músicas do álbum "Scenes from a Memory" levantou mais uma vez o público: "Dance of Eternity" (com AQUELE solo macabro de baixo), "One Last Time" e "The Spirit Carries On". Fecharam o set principal "As I Am" e um medley de "Pull Me Under" com "Metropolis", em que rolaram vários duelos, do Portnoy com Jordan e deste com Petrucci.

A banda voltou ao palco com o jogo ganho, pra encerrar com "The Count of Tuscany". Essa também funcionou muito bem ao vivo, com solos precisos do Petrucci do início ao fim. No balanço final, pode-se dizer que os setlists da atual tour estão mais curtos que o usual, mas não menos impactantes.


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