Kreator e Exodus: duas lendas Thrash em São Paulo

Resenha - Kreator e Exodus (Via Funchal, São Paulo, 31/10/2009)

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Por Thiago Fuganti
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A data de 31 de outubro de 2009, noite de Halloween e de lua cheia na capital paulista, será lembrada pelos amantes do Thrash Metal oitentista como especial, pois nesta noite, duas lendas do estilo apresentaram-se juntas em São Paulo, levando os mais de 3 mil espectadores do Via Funchal ao êxtase.

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Representando a mítica Bay Area, tivemos o EXODUS, que está em grande forma, divulgando seu último CD "The Atrocity Exhibition... Exhibit A" e a regravação do seu primeiro album, "Bonded by Blood", rebatizado de "Let There Be Blood".

Os estadunidenses começaram seu show exatamente às 22h, botando toda a casa pra agitar com o clássico "Bonded By Blood", do disco homônimo de 1985. E que início de show! Uma roda de mosh se formou nesta música e foi uma constante durante toda a apresentação da banda. "Iconoclasm" e "Fabulous Disaster" foram as próximas, e parecia que banda e público estavam em um mútuo contágio agressivo, tamanha era a empolgação geral.

"A Lesson In Violence" veio a seguir, e depois "Children of a Worthless God" com seu forte e marcante refrão. O Exodus atual, que é formado por Rob Dukes no vocal, Lee Altus e Gary Holt nas guitarras, Jack Gibson no baixo e Tom Hunting na bateria não deve a nada a sua formação clássica - quando o vocalista ainda era Paul Baloff -, e é uma máquina de empolgação ao vivo!

O show seguiu com "Piranha","Deathamphetamine" e "Blacklist", esta última do disco "Tempo of the Damned", de 2004. Vendo-os no palco, a impressão era que eram os headliners da noite, e sabendo que era do KREATOR esta coroa, restava saber se os alemães fariam jus a ela.

"War Is My Shepherd", "The Toxic Waltz" foram as próximas, e a saídeira foi "Strike Of The Beast", novamente do disco "Bonded by Blood". Durante esta música, Rob Dukes comandou um Wall of Death, dividindo o público ao meio, e depois mandando-os se chocarem. Melhor final, impossível!

Luzes apagadas, intervalo, troca de palco, e pouco tempo depois, por volta das 23h30, a instituição Thrash alemã, que atende sob a alcunha de KREATOR sobe ao palco, ao som da instrumental "Choir Of The Damned", do seu disco de estréia, de 1986, que serviu como intro para a empolgante "Hordes of Chaos", do disco de mesmo nome, de 2009, que trouxe literalmente o caos ao Via Funchal. Novamente banda e público (a exemplo do Exodus) foram um só no refrão, e enquanto isso, era exibido nos telões o video clipe desta música.

A música "Phobia" deu sequência ao massacre sonoro, e no intervalo, o primeiro dos vários "discursos" proferidos por Mille Petrozza. Neste, ele disse que tocar em São Paulo era como tocar em casa, e que estava muito feliz por terminar a turnê sul americana com o Exodus em São Paulo.

"Terrible Certainty", "Betrayer" e "Voices Of The Dead" deram, continuidade ao show.

O Kreator estava desfalcado do seu baterista original, Ventor, mas teve um substituto a altura em Marco Minnemann, um alemão que vive atualmente nos EUA e já particiou de vários projetos, entre eles a banda de Death NECROPHAGIST.

Outro discurso, desta vez anti-religião, e o caminho estava pronto para "Enemy of God", música do penúltimo album de mesmo nome dos alemães, que já virou clássica ao vivo. "Destroy What Destroys You" e a anteporal "Pleasure To Kill", de 1986 continuaram a pancadaria.

Os telões do show mostravam ora o video clipe da música tocada, ora imagens aleatórias da banda, e deram um toque mais intimista à apresentação.

"The Patriarch","Violent Revolution","Extreme Aggression" e a absolutamente necessária nos shows, "Coma of Souls" encerraram a primeira parte. Hora de respirar um pouco e aguardar a parte final, que não tardou, começando com um longo (e ao meu ver desnecessário) solo de bateria.

A banda volta tocando mais uma do último álbum, chamada "Warcurse", e então o Mille empunha uma bandeira do KREATOR e faz o último dos discursos, pra encerrar em grande estilo com "Flag Of Hate", sendo emendada por "Tormentor", ambas do disco de estréia. Durante a música "Tormentor" os telões exibiram imagens de toda a carreira da banda, praticamente uma "seção nostalgia" para os bangers mais antigos.

Bandas clássicas em show perfeito, esse foi o saldo da noite de Halloween em São Paulo. Talvez o único revez tenha sido o menor tempo que o EXODUS teve, mas nada que tirasse o brilho do show como um todo.

Exodus:
Bonded By Blood (Bonded By Blood - 1985)
Iconoclasm (The Atrocity Exhibition... Exhibit A - 2007)
Fabulous Disaster (Fabulous Disaster - 1989)
A Lesson In Violence (Bonded By Blood - 1985)
Children of a Worthless God (The Atrocity Exhibition... Exhibit A - 2007)
Piranha (Bonded By Blood - 1985)
Deathamphetamine (Shovel Headed Kill Machine - 2005)
Blacklist (Tempo of the Damned - 2004)
War Is My Shepherd (Tempo of the Damned - 2004)
The Toxic Waltz (Fabulous Disaster - 1989)
Strike Of The Beast (Bonded By Blood - 1985)

Kreator:
Choir Of The Damned (Pleasure To Kill - 1986)
Hordes Of Chaos (A Necrologue For The Elite) (Hordes of Chaos - 2009)
Phobia (Outcast, 1997)
Terrible Certainty (Terrible Certainty - 1987)
Betrayer (Extreme Aggression - 1989)
Voices Of The Dead (Enemy of God - 2005)
Enemy Of God (Enemy of God - 2005)
Destroy What Destroys You (Hordes of Chaos - 2009)
Pleasure To Kill (Pleasure To Kill - 1986)
The Patriarch (Violent Revolution - 2001)
Violent Revolution (Violent Revolution - 2001)
Extreme Aggression (Extreme Aggression - 1989)
Coma Of Souls (Coma Of Souls - 1990)

Bis:
Drum Solo
Warcurse (Hordes of Chaos - 2009)
Flag Of Hate/Tormentor (Endless Pain - 1985)

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Sobre Thiago Fuganti

Catarinense, mas vive atualmente em São Paulo 'Chaos City'. Começou no metal com Iron Maiden, que até hoje acha a melhor banda do mundo, porém descobriu o lado extremo (black, death, doom) e não parou mais. Hoje em dia ouve muitos estilos, desde música clássica a death metal - passando pelas clássicas bandas de metal -, mas a ênfase mesmo fica com o Black Metal.

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