Tarja Turunen: As músicas e a banda no centro das atenções

Resenha - Tarja Turunen (Tavastia Club, Helsinque, 03/06/2008)

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Por Petri da Costa
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Esse show em Helsinque concluiu a primeira parte da turnê desse ano de Tarja, que continua divulgando o seu CD solo "My Winter Storm". No mesmo dia e também em Helsinque, o Judas Priest iniciava sua turnê mundial. Mesmo com essa "concorrência" de peso, o show da Tarja teve um excelente público, que para minha surpresa era formado em grande parte por pessoas da faixa etária entre 30-40 anos.

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Fotos: Petri da Costa

Já era 23h e finalmente a banda que vem acompanhando Tarja nessa turnê entra no palco e começam a tocar "Lost Northern Star". Uma vez que Tarja entra no palco, ela é ovacionada por todos que já gritam seu nome e parecem hipnotizados pela sua presença. E sem muita pausa tocam outras como "My Little Phoenix", "Minor Heaven" e "I Walk Alone". Tarja estava completamente feliz pela recepção do público que sempre cantava junto.

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É claro o show contou com músicas da "era Nightwish" como "Passion & The Opera" e "Nemo". O comeco do show foi realmente poderoso; as músicas do "My Winter Storm" soando melhores e mais pesadas. A banda que vem acompanhando Tarja é extremanente competente e é um show a parte, especialmente o baixista Doug Wimbish e o batera Mike Terrana. Houve ainda um curto solo de batera e depois, enquanto a Tarja descansava um pouco, toda banda fez uma jam ao vivo, que foi um dos destaques do show.

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Quando Tarja volta, a banda toca a pesada "Ciarán’s Well" e depois músicas mais calmas, como "Our Great Divide", "Phantom of the Opera" onde Tarja dividiu os vocais com seu irmão Toni Turunen, que também durante o show tocou guitarra, violão e bateria eletrônica, "The Reign" e "Sing For Me". Já era quase o fim do show, Tarja fica no palco sozinha e toca "Oasis" no piano. Ela então apresenta os membros da sua banda e também os engenheiros de som e luz, demostrando muita simpatia.

Tarja agradece outra vez a presença de seus fãs e tocam então o cover do Alice Cooper, "Poison", que ao vivo ficou de longe bem melhor do que comparado à versão de estúdio e logo depois, para surpresa de muitos, "Wishmaster" uma das melhores da sua época no Nightwish. Quando parecia que era o fim, ela pergunta se todos querem mais e tocam "Die Alive" e fecham com "Calling Grace", num total de 1h e 30min. de show.

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Foi estranho ver Tarja no palco sem seus ex-companheiros do Nightwish, sem explosões, fogos e efeitos normalmente usados para "dramatizar" ainda mais o show, e sem as músicas já esperadas. E justamente isso foi o ponto alto do show. O que se viu nessa noite foi o oposto do Nightwish. Foi um show intimista. A conexão maior de Tarja com o público, as músicas e a maneira como foram executadas deram um clima "teatral" e experimental para o show. Os únicos "efeitos" foram as luzes. Nada melhor do que um show onde as músicas e a banda são o centro das atenções.

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Sobre Petri da Costa

Fanático por cinema e música, colaborou como correspondente na Finlândia para a RockHard-Valhalla de 2002 até 2008, escrevendo reviews de shows e cds. Tem colaborado com a whiplash desde 2007.

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