Ozzy Osbourne: Resenha e fotos do show com Korn e BLS na Argentina
Resenha - Quilmes Rock Festival 2008 (Buenos Aires, 30/03/2008)
Por Lucas Steinmetz Moita
Postado em 03 de abril de 2008
Aproximadamente 60 mil pessoas, várias nações e o mesmo objetivo. Essa é a melhor descrição para o primeiro dia do Quilmes Rock 2008, 30 de março, no Estádio Monumental de Nuñes em Buenos Aires que reuniu argentinos, brasileiros, paraguaios, uruguaios... fãs de todos o lugares da América Latina atrás de uma mesma oportunidade rara, ou talvez, única . O primeiro dia do festival trazia como atrações as bandas Carajo, Black Label Society, Rata Blanca, Korn, e o pai do Heavy Metal: Ozzy Osbourne.
Devido às modificações no transito da área do show em Buenos Aires, não estive presente em grande parte do show da banda argentina Carajo, que começou sua apresentação às 17 horas. A primeira coisa que se pôde notar no festival foi a auto-organização dos fãs presentes, já que pouquíssimos seguranças estavam no local (para a proporção de pessoas).
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Pouco depois das 18 horas foi montado o palco para o Black Label Society. Uma cortina estampada com o logotipo da banda escondeu a montagem dos instrumentos em um palco gigantesco digno à altura dos nomes que estavam a ser apresentados no festival. A banda de Zakk Wylde (Vocal/Guitarra) começou com uma breve Intro e então a cortina caiu simultaneamente com a música "Been A Long Time". Eu particularmente classificaria o show do Black Label como "propositalmente morno", já que Zakk, o coração da banda, voltaria mais tarde no show principal da noite como guitarrista da banda de Ozzy Osbourne. O show teve aproximadamente 45 minutos, Zakk não trocou muitas palavras com o público e executaram em torno de 10 músicas. Entre elas estavam "Bleed For Me", "Suicide Messiah", "Fire It Up", "Concret Jungle" e "Stillborn".
Já ao anoitecer, foi a vez dos veteranos argentinos do Rata Blanca subirem ao palco mostrando um Heavy Metal com influências fortíssimas de Iron Maiden (principalmente o vocalista Adrien, já comparado há muito tempo com Bruce Dinckinson) que encanta aos argentinos desde 1988. A banda respondeu ao carinho e energia do público que demonstrou um grande "patriotismo musical".
Enquanto o palco era preparado para o Korn, uma banda local não anunciada foi até a passarela em frente ao palco e durante uma curtíssima apresentação foi recebida a garrafadas plásticas de água mineral.
O Korn trouxe o show mais enérgico do festival. Nem um minuto do show foi silencioso, pois a cada espaço de tempo entre o final de uma música e o inicio de outra, ficavam soando efeitos eletrônicos nos PAs. Ganhando o público logo de início, o vocalista Johnathan Davis pergunta: "Quem aqui quer ver Ozzy Osbourne?". O show chegou a ser até mesmo turbulento devido ao peso. Tocaram sucessos como "Adidas", "Falling Away From Me", "Here To Stay", "Freak On A Leash" e "Blind".
Ainda na troca de instrumentos, uma voz soou ao microfone de trás dos palcos dizendo "I Can Hear You!"... o público distante corre para perto do palco reconhecendo a voz. Então chegou o grande momento. Ozzy declarou que detesta a expressão "Heavy Metal", mas nem por isso deixou de ser considerado o criador do gênero. Oito telões exibiram uma super bem-humorada Intro mostrando Ozzy em montagens sincronizadas com grandes sucessos do cinema e televisão, incluindo os seriados/filmes, "Lost", "The Office", "Borat" e "9 Semanas e Meia de Amor".
Ozzy Osbourne entra causando tumulto desde a primeira fila até o ultimo assento da arquibancada. Abriu com "I Don’t Wanna Stop" e "Bark At The Moon". Sempre muito simpático e caminhando de um lado para o outro, tentando dividir a atenção a todos os cantos do estádio. Mais adiante foram executadas "Mr. Crowley", "War Pigs" e o hino "Crazy Train".
Em um solo de guitarra Zakk Wylde (guitarra) desperdiçou toda a energia que havia economizado na primeira vez que subiu ao palco com o Black Label Society, o que incluiu tocar com a guitarra nas costas, tocar com os dentes e batidas no peito como se fosse um gorila. O longo solo emendou nas primeiras notas de "Iron Man", cantada em uníssono pelo público.
Ozzy anuncia uma balada e brilhando aos olhos de todos diz: "Eu amo todos vocês!"... E então vem "Here For You". Tanto por pedido do Showman quanto por vontade própria, o público acompanha "Mamma I’m Comming Home" com os braços para o ar.
Encerrando gigantescamente, exatamente da maneira que um gigante como Ozzy deveria, um terremoto humano se criou do início ao fim de "Paranoid".
A noite do festival acabou ao coro "Olê, olê, olê, olê, Ozzy, Ozzy"

Fotos e Texto: Lucas Steinmetz (Moita)
www.flogao.com.br/moitarock











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