Deep Purple: Comemorando aniversário de 40 anos em Curitiba
Resenha - Deep Purple (Hellooch, Curitiba, 23/02/2008)
Por André Molina
Postado em 25 de fevereiro de 2008
A banda britânica DEEP PURPLE esteve em Curitiba no dia 23 de fevereiro para apresentar show de mais uma turnê sul-americana, na casa noturna Hellooch. Foi a primeira grande atração em 2008 na capital paranaense. A apresentação faz parte de uma série de shows para comemorar 40 anos de trajetória.
Com a casa cheia, os ingleses subiram ao palco após o breve show de abertura da banda brasileira de heavy metal melódico, SHAMAN. O grupo do baterista Ricardo Confessori iniciou a apresentação às 21h20 de maneira contrariada. Além de tocar para uma reduzida platéia (boa parte do público chegou depois das 22h00 no show), o repertório foi cortado pela metade. Segundo a produção da banda, o motivo "foi a pressa do Deep Purple para se apresentar mais cedo". O Shaman conseguiu tocar seis canções: "Carry On" e "Nothing To Say", do Angra, "Perry Mason" de Ozzy Osbourne e algumas canções do disco de estréia da nova formação, "Immortal".
Como sempre, o desempenho dos músicos do DEEP PURPLE gera polêmicas. A experiência, o entrosamento e a segurança da cozinha formada pelo baixista Roger Glover e pelo baterista Ian Paice foram os pontos positivos do show. A voz de Ian Gillan também não desapontou. O vocalista estava inspirado no dia e cantou muito bem. Os fãs ficaram surpresos com um desempenho que Gillan a tempos não demonstrava. A performance lembrou o vocalista de 1984, quando gravou o disco "Perfect Strangers".
Já o guitarrista Steve Morse e o tecladista Don Airey se esforçaram, mas em certas situações a platéia sentiu saudades de Jon Lord e, principalmente, de Ritchie Blackmore.
O substituto de Blackmore apresenta bons momentos como o fiel solo de "Highway Star", mas carece de personalidade. Na apresentação solo, fez uma mistura de riffs emblemáticos do rock `n` roll, como de "Iron Man" (Black Sabbath) e "Sweet Child O’Mine" (Guns n Roses), sem demonstrar nada autoral.
Quem esperava algo diferente do show na turnê de 2008 pode ter ficado desapontado. A banda inglesa praticamente, repetiu o repertório da turnê do disco "Rapture Of The Deep". A canção de abertura foi a clássica "Pictures Of Home", do disco "Machine Head". Em seguida, a banda expôs músicas do último trabalho e clássicos indispensáveis como "Strange Kind Of Woman", "Mary Long", "Lazy", "Space Trucking" e "Highway Star".
O momento de maior euforia demonstrada pelo público foi em "Perfect Strangers". A fidelidade de Don Airey na execução da introdução de teclado e a forte e segura levada do baterista Ian Paice são as características que merecem destaque na canção.
Algumas músicas pouco esperadas também agradaram bastante. É o caso de "The Battle Rages On", que teve receptividade equivalente aos clássicos apresentados pelos ingleses.
Como não poderia deixar de ser, a banda escolheu as canções mais importantes da carreira para fechar o show. Após "Smoke On The Water", Gillan e banda fizeram um breve encerramento para voltar com o Bis, formado por "Hush" e "Black Night".
Conclusão, o show deixou um gosto de "quero disco novo".
Set-list:
Pictures Of Home
Things I Never Said
Into The Fire
Strange Kind Women
Rapture Of The Deep
Mary Long
Kiss Tomorrow Goodbye
Well Dressed
The Battle Rages On
Lazy
Keyboard Solo
Perfect Strangers
Space Trucking
Highway Star
Smoke On The Water
Hush
Black Night
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