Campinas: Nosferatu, Clenched Fist e Dominus Praelii

Resenha - Dominus Praelii, Nosferatu (Hammer Rock Bar, Campinas, 27/04/2007)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Glauco Silva
Enviar correções  |  Ver Acessos

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Noite de gala para os fãs do Metal oitentista em Campinas, com três excelentes representantes do gênero: os já consagrados paranaenses do Dominus Praelii, os paulistanos do Clenched Fist, e a prata da casa - o quarteto Nosferatu.

Dominus Praelii: Carregando a bandeira do Power MetalMegadeth: Pepeu Gomes comenta convite para tocar na banda

Fotos: Letícia Abreu

Após a mesma introdução de "Conan, o Bárbaro" que abre sua demo de 2003, o quinteto Clenched Fist domina o palco fazendo mais do que jus ao lema que pregam: REAIS HEADBANGERS ROMPENDO OS TEMPOS... tudo remete aos tempos áureos do Metal clássico dos anos 80 - do visual spikes, couro, tênis branco cano longo e cinturões de bala, até cada acorde (os de 'Into The Fire' já nasceram clássicos!) despejado pelos guitars Nicko e Ricardo.

A cozinha de Will (D) e Chris (B) mostra uma pegada muito forte e precisa, com nítida influência de ícones do NWOBHM e medalhões como o antigo Grave Digger e Running Wild. O vocal Vagner mostra afinação e potência... uma combinação, no mínimo, essencial pra quem quer seguir essa trilha revivalista. Apresentaram as músicas de sua demo de 2003, "Into The Fire", e deixaram seu recado no interior. Detalhe: normalmente a 1ª banda não entusiasma muito a galera, mas esta data foi uma feliz exceção!

Na seqüência, sem muita enrolação, o Nosferatu - agora como quarteto - adentra o palco. Devo confessar que não esperava muito, pois tinha assistido a uma apresentação da banda há alguns anos e não fiquei nada impressionado. No entanto, tem coisas que somente a estrada faz: nesse ínterim, a banda evoluiu MUITO, conseguindo imprimir uma identidade própria e muito energética ao som que fazem.

Com presença de palco absolutamente impecável, energia sobrando, e jogando em casa, não podia dar outra: aclamação de todos os bangers presentes, enquanto despejaram sons de suas duas demos sobre nossos ouvidos. Destaque para a grande performance de Hussein Salim, que recentemente assumiu os vocais, além da guitarra, com extrema competência. Os caras têm, com certeza, um futuro promissor - procure acompanhar os próximos shows deles!

Fechando a noite, os cães da estrada do Dominus Praelii (voltavam do Espírito Santo, e passaram por aqui a caminho de Sampa) aproveitaram a fogueira acendida pela banda anterior, não que isso fosse necessário: já são bem conhecidos na região de Campinas, pois voltaram após um longo intervalo sem shows nestas terras. Um set perfeito (nem curto nem longo), baseado em seus dois álbuns, levou o público à loucura, com o pessoal cantando a maioria das músicas junto ao talentoso maníaco Ricardo Pigatto.

Não posso deixar de destacar também a técnica dos guitars Silvio e Evandro, sendo que além de tudo o primeiro se comunica o tempo todo com a platéia, numa lição de humildade e a segurança de quem domina (ops...) completamente seu território.

Uma noite que, se de um lado tinha uma carga pesada - sem trocadilhos - de saudosismo, por outro transpirava honestidade e energia por todos os poros. Vale até a reflexão: será que a coisa anda feia a ponto de bandas contemporâneas preferirem beber na fonte original do Metal, ao invés se aventurarem com experimentalismos?

Enquanto se pensa isso, o público só tem a ganhar com esse grande revival - que, se não valesse apenas como diversão pura, serve também como uma verdadeira lição de História para não esquecermos os mestres de um passado não muito distante... parabéns aos músicos, e também à estrutura/atendimento exemplares que o Hammer proporciona.




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Dominus Praelii"Todas as matérias sobre "Nosferatu"Todas as matérias sobre "Clenched Fist"


Dominus Praelii: Carregando a bandeira do Power Metal

Megadeth: Pepeu Gomes comenta convite para tocar na bandaMegadeth
Pepeu Gomes comenta convite para tocar na banda

Heavy Metal: Os 11 melhores álbuns dos anos 2000 segundo o LoudwireHeavy Metal
Os 11 melhores álbuns dos anos 2000 segundo o Loudwire

Quiet Riot: quebrando disco de banda brasileira em 1985Quiet Riot
Quebrando disco de banda brasileira em 1985

Tom Araya: "Não sou ateu; acredito em Deus!"Refrãos: alguns dos mais marcantes do Rock/MetalVitor Rodrigues: "Walk on home, Phil!"Nirvana: Kurt Cobain gostava do sucesso - o problema era outro

Sobre Glauco Silva

36 anos, solteiro, estudou Linguística e Engenharia de Alimentos na UNICAMP. Tem sua sobrevivência (CDs, cigarro e cerveja) garantida no trabalho em uma multinacional. Iniciado no Metal em 1988, é baixista/vocal do LACONIST (Death Metal) e acredita fielmente que o SARCÓFAGO é a melhor banda do universo.

Mais informações sobre Glauco Silva

Mais matérias de Glauco Silva no Whiplash.Net.

adClio336|adClio336