Deep Purple: A máquina ainda soa como nos clássicos álbuns
Resenha - Deep Purple (Chevrolet Hall, Belo Horizonte, 03/12/2006)
Por Der Hell
Postado em 05 de dezembro de 2006
O domingo em Belo Horizonte começou com o céu claro e, em poucas horas, o sol tomou conta do dia, descontando a terrível quinta-feira passada, que registrou a pior chuva dos últimos 50 anos. Graças também ao horário de verão, foi com o sol ainda brilhante que o Deep Purple entrou no palco do Chevrolet Hall e iniciou o show com "Pictures of Home". A claridade gerou um efeito estranho, pois o teto da casa é coberto por policarbonato, deixando o local com aquela sensação de "esqueceram as luzes acesas" ou "a iluminação da banda não está funcionando...". Enquanto o Deep Purple ia tocando, o sol ia morrendo, até que as luzes de palco da banda foram acesas.
O local não estava tão cheio – domingo e ingresso mais caro – e a faixa etária predominante era de mais de 30, menos de 40. O show do Slayer, por exemplo, estava mais cheio.
Falar do set list não dá a menor noção de como foi o show. Cada música foi muito estendida em relação às versões de estúdio, com improvisos (naturalmente muito ensaiados) no meio das músicas, longas passagens instrumentais e introduções diferentes para os tradicionais clássicos. "Smoke on the Water", por exemplo, começou com Steve Morse tocando uma peça clássica na guitarra, até resolver a melodia com o super-hiper-mega-famoso riff introdutório. Em outras músicas, a banda interrompia a passagem instrumental para a locomotiva conhecida como Ian Paice fazer um solo rápido e impecável, mostrando que a máquina ainda soa como nos clássicos álbuns ao vivo dos anos 70. Uma forte luz branca no palco, que parecia uma coluna com um refletor, certamente era o farol da locomotiva em ação. Ainda com relação a Ian Paice, não apenas o som que ele faz é bom, mas o desenho que os braços dele fazem no ar, o movimento que gera aquele ritmo, a sua mecânica, é tudo impressionante de se ver.

Toda a banda, aliás, está em forma. Dizer que Ian Gillan não canta mais como antigamente não faz justiça. Os mesmos vocais, os mesmos gritos e as tradicionais dobradinhas de solo junto à guitarra. Pés descalços e calça de pijama, o cara está à vontade. Roger Glover continua com o mesmo lenço amarrado na cabeça e a tradicional marcação de baixo. Don Airey, o multitecladista que tocou com todo mundo, substituiu Jon Lord à altura, fazendo os tradicionais solos idênticos aos originais, com os mesmos ruídos dos velhos moogs. Steve Morse é um super-guitarrista, virtuoso e de bom gosto. O momento solo, onde ele emendou trechos de Guns n´Roses, AC/DC, Led Zeppelin, Cream, foi um dos melhores do show.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | De desagradável, somente um fã, mais ardoroso, que subiu no palco no meio da segunda música e agarrou Ian Gillan, que precisou de quatro seguranças para removê-lo. A banda continuou tocando normalmente, enquanto Mr Gillan tentava se soltar do apaixonado fã. Outros, mais educados, apenas subiam no palco para se atirar lá de cima.
Ficou de melhor a impressão que a banda levou do público, que participou do show todo o tempo, e ao cantar o refrão de "Smoke on the Water" levou Mr Gillan a dar um pulo para trás, com a mão no coração, brincando com o público.
Crítica à banda: o setlist foi curto... havia material para mais. O setlist foi exatamente o mesmo da european leg desta tour, e o mesmo que a banda vem fazendo no Brasil, sem variações. Podiam ter variado algumas músicas, incluído outras. Particularmente apoio a idéia de se fazer shows baseados no último disco, modo de se promover o álbum e um atestado de qualidade da própria banda. Naturalmente, os clássicos não podem ficar de fora de um show, e é sempre bom executar músicas de toda a discografia. Mas variar de um show para outro dá a oportunidade de se ouvir músicas diferentes. Esta foi a quarta vez que vi o Dee Purple, e em todos os shows, o set list foi basicamente o mesmo; os mesmos clássicos, entremeados com músicas do último disco. Assim, nunca mais "Sometimes I Feel Like Screaming" ou "Child in Time".

Setlist :
Pictures Of Home,
Things I Never Said
Into The Fire,
Strange Kind Of Woman,
Rapture Of The Deep,
Fireball,
Wrong Man,
Steve Morse Guitar Solo,
When A Blind Man Cries,
Lazy,
Don Airey Keys Solo
Kiss Tomorrow Goodbye
Perfect Strangers,
Space Truckin´,
Highway Star,
Smoke On The Water.
Encore:
Hush,
Black Night.
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