New Order: Show previsível, mas perfeito, para público comportado
Resenha - New Order (Via Funchal, 14/11/2006)
Por Eduardo S. Contro
Postado em 24 de novembro de 2006
O New Order fez seu último show em SP (Via Funchal), no dia 14/11, para casa cheia. O público da noite de terça foi bastante variado, apesar de muitos jovens a predominância era de gente mais velha do que o habitual, e mais comportada também.
Fotos: Robson Melendre
A abertura ficou por conta da banda paulista Mavericks. Os rapazes tocaram por cerca de 40 minutos, começando às 21h40. A apresentação deu uma boa aquecida no público, já que contou com alguns covers de sons marcantes dos anos 80, entre elas "Enjoy The Silent", do Depeche Mode, e "Tainted Love", do Soft Cell.
O Show do New Order foi mais que previsível. Como já vinham tocando o mesmo set nas outras apresentações pelo Brasil (inclusive na noite anterior), o público já sabia o que esperar. Apesar disso ninguém reclamou, uma vez que a banda simplesmente selecionou um verdadeiro "best of" pras noites por aqui.
Começando com 45 minutos de atraso, a apresentação do grupo levou cerca de 1h30, pouco, mas dentro do que já se é esperado ultimamente dos shows gringos. Dessa vez a abertura também ficou com "Crystal", música do CD "Get Ready", de 2001, seguida de Regret. O público se mostrou bastante animado a noite toda, porém, o êxtase veio mesmo mais para o final da apresentação em músicas como "Blue Monday", "Temptantion", "Love Will Tear Us Apart" e, principalmente, na versão remix (um tanto quanto questionável aliás) de "Bizarre Love Triangle".
A seqüência matadora, se é que temos como classificar assim, na verdade foi: "Your Silent Face", "True Faith", "Bizarre Love Triangle", "Temptation", "Perfect Kiss" e "Blue Monday". Pra fechar com chave de ouro, nada melhor que a mais conhecida e triste música do Joy Division "Love Will Tear Us Apart".
A qualidade do som foi o único ponto a ser criticado do show, porém, muito longe de ser o fiasco comparado com o que se viu na noite de segunda. Os ingleses agitaram muito, a performance do baixista, Peter Hook, no palco merece destaque, é muito superior à da molecada atual, uma verdadeira aula pras bandinhas de hoje.
Viu-se claramente que os ingleses gostaram mesmo de fazer essa passagem pela América Latina. Por diversas vezes o vocalista Bernard Summers mencionou que adorou o público brasileiro e agradeceu bastante o carinho de todos.
No geral, podemos dizer que esse foi um presente para muitos fãs que não puderam comparecer à última passagem deles, há quase 20 anos, pelo país. Afinal, com tanta agitação, um set list pra agradar a todos e com bastante idade nas costas, a noite terminou com cara de despedida.
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