Resenha - Helloween (Credicard Hall, São Paulo, 25/03/2006)

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Por Fernando De Santis
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A expectativa para o show do Helloween aumentou, após o lançamento do álbum “Keeper Of The Seven Keys – The Leagcy” e a promessa de que a banda gravaria a apresentação na cidade de São Paulo para um novo DVD. A forte chuva que caiu na capital paulista provavelmente atrapalhou quem já enfrentava a fila desde o começo da tarde. Fila que pouco antes de começar o show, deixara de existir. Aliás, nesse quesito, o público paulistano deixou a desejar, não lotando completamente a casa como nas turnês anteriores. Talvez o preço alto dos ingressos tenha afastado o pessoal.

Mas tudo bem, quantidade não significa qualidade... a galera presente agitou do começo ao fim, afinal de contas, valia tudo para ser filmado pelas diversas câmeras que estavam espalhadas pelo ambiente. Após a introdução de “For Thouse About Rock” do AC/DC, as luzes se apagaram e então, o guardião das sete chaves apareceu no placo, fazendo a leitura introdutória de “The King For A 1000 Years”. Vale mencionar que apesar da figura usar uma capa idêntica ao personagem das capas dos “Keepers” e “Time Of The Oath”, era possível ver o belo par de tênis brancos que o indivíduo usava. E então em cima de uma parede de amplificadores, apareceu Sascha Gerstner (guitarra), fazendo a introdução de violão. Foi o suficiente para levar os fãs ao delírio. Apesar dos mais de 13 minutos de música, a galera não deixou a empolgação cair e na seqüência, Andi Deris, com uma presença de palco fenomenal, anunciou o hit “Eagle Fly Free”, que fez com que todos cantassem. O som das guitarras de Sascha Gerstner e Michael Weikath estavam um pouco embolados e de vez em quando, microfonias causavam caretas no público.

Markus Grosskopf (baixo) e o novo baterista, Dani Löble, mandaram bem e seguraram a onda na cozinha alemã. Markus é disparado o mais carismático, correndo e sorrindo o tempo todo. “Hell Was Made In Heaven” passou batida e foi logo esquecida quando os primeiros acordes do clássico “Keeper Of The Seven Keys” foram executados. Sem dúvida alguma, o ápice da apresentação. Solos muito bem executados, Andi em ótima fase, cantando no seu estilo e o público cantando todos os versos. Se eu pudesse dar um conselho ao quinteto alemão, diria: Fechem o show sempre com essa música, para ter certeza que o público sairá satisfeito e com uma boa impressão final.

O show era uma mistura de músicas clássicas com as mais recentes, e ambas conseguiam bons efeitos. Das antigas, destaque para a belíssima balada “A Tale That Wasn’t Right”, do álbum “Keeper Of The Seven Keys – Part I”, com grande performance de Andi Deris. E das mais recentes, vale destacar o hit “Power”, do álbum “The Time Of The Oath” (só que desta vez, sem a brincadeira entre o lado direito versus o lado esquerdo). Do álbum “The Dark Ride”, executaram a dispensável “If I Could Fly” e surpreenderam com a composição “Mr. Torture”, do ex-baterista, Uli Kusch (atualmente no Masterplan).

Durante a apresentação, houve dois solos interessantes: No primeiro, o baterista Dani, desafiava o baixista Markus, na bateria. Markus tocava em uma bateria toda desfalcada, e o máximo que conseguiu tirar nas baquetas foi a introdução de “We’ll Rock You” do Queen. No segundo solo, Sascha desafiou o batera Dani, na guitarra. Dani empunhava um mini guitarra elétrica e tentava ser o mais virtuoso possível. Bem divertido e descontraído, diferente dos solos pra lá de tediosos de outras bandas.

No final da primeira parte da apresentação, em “Future World”, Andi brincou com o público, fazendo com que cantassem o refrão por diversas vezes, como era feito nas tours dos Keepers I e II. “Invisible Man” do “The Legacy” fechou a primeira parte da apresentação. E ao coro de “Happy happy Helloween”, a banda retornou ao palco com a estranha “Mrs. God”. Sem dar tempo para respirar, a introdução do clássico “I Want Out” veio na seqüência e para fechar a apresentação, “Dr. Stein” do “Keeper II”.

Não há dúvidas que o Helloween é uma das grandes bandas no cenário do Metal atual. A apresentação em São Paulo foi fantástica e deixou a grande maioria dos fãs satisfeitos com o que viram. Muitos podem discutir se o setlist foi o mais adequado, mas não dá para discutir que o Helloween já fez apresentações mais interessantes em outras passagens pelo Brasil. E deixar “How Many Tears” de fora foi um pecado imperdoável...

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Sobre Fernando De Santis

Paulistano, nascido em 1979, Fernando De Santis passa grande parte do seu tempo viajando entre São Paulo, Santos e Curitiba. Nas horas de viagens dentro de ônibus ou aviões, costuma ouvir Hard Rock, Heavy Metal e demos de qualquer estilo. Atualmente trabalha como webdesigner para o Estado de São Paulo. Mantém o site "We Burn", dedicado ao Helloween desde 1998, que nunca lhe trouxe nenhum dinheiro, mas rendeu muito amigos.

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