Resenha - Los Hermanos (Via Funchal, São Paulo, 10/12/2005)

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Por Alexandre Cardoso
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“Olha só / que cara estranho que chegou” é uma boa frase de uma música do Los Hermanos para descrever o público que compareceu em peso na Via Funchal para presenciar o último show em São Paulo da turnê do ótimo álbum “4”.

Fotos: Lidiane dos Santos (www.allfotos.fot.br)

Das garotinhas mais fanáticas com seus gritinhos, passando por garotos vestindo camisetas da banda e chegando aqueles com visuais mais produzidos ou ainda, alternativos, era curioso perceber que o som da banda tem o mesmo apelo para um público aparentemente tão diferenciado.

Com o palco decorado apenas com um grande pano com formas geométricas desenhadas, a banda cria um clima muito intimista para seu show. Todos tocam próximos uns dos outros, como se para criar uma unidade ainda maior para sua música. Não há gestos bruscos ou muita conversa com o público. Claro que quem assiste delira e canta cada verso como se fosse a última coisa que pudesse fazer no mundo, mas a banda permanece sempre tranqüila. Isso não significa que não há envolvimento por parte deles no show, pelo contrário: aquele carinho do público está visível no rosto dos músicos, com seus sorrisos tímidos nos rostos, cheios de satisfação.

Mesmo sendo uma banda que ainda toca muito nas rádios, a faceta comercial da músca do Los Hermanos pára por aí, já que os caras tem muito mais pra oferecer. Há muito que a banda adotou um caráter experimental para sua música. O pop inocente do hoje distante sucesso “Anna Júlia” deu lugar a algo mais inteligente e elaborado. Mesmo àquela época, com a exceção da música acima, o som da banda não podia ser encaixado como pop ou até mesmo rock. A cada álbum lançado, o Los Hermanos surpreende crítica e público.

Prova do sucesso da banda é ver o extase total da platéia, que vibrava a cada música, mesmo naquelas mais leves, como as que tomaram a primeira metade do show. A partir de “O vencedor”, a banda deixou de lado a melancolia para proporcionar momentos mais alegres ao público, que aí sim, começou a pular muito e a cantar ainda mais. O show dos caras tem esses extremos: momentos extremamente calmos e, por que não dizer, melancólicos (aqui falo das letras) e outros que dão o clima lúdico da coisa, como em “Todo tem carnaval seu fim”. É interessante ver como a banda faz essa transição com facilidade, levando o público consigo.

É devido a esses momentos que a pessoa pode sair de um show da banda com uma interrogação emocional na cabeça. Talvez seja essa intenção dos caras...ou não. É uma banda que tem mérito por conseguir, evidentemente, ter total controle de sua criatividade, fazendo música sem ter a pressão por números de vendas com muitos dígitos. Muita musicalidade, mas com alguns toques de estranhamento...

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