Sebastian Bach: Uma apresentação inesquecível no Canecão
Resenha - Sebastian Bach (Rio de Janeiro, Canecão, 15/11/2005)
Por Rafael Tavares
Postado em 21 de novembro de 2005
Sebastian Bach voltou ao Brasil depois de um hiato de 9 anos. Com uma banda totalmente diferente daquela que o fez ser conhecido em todo o mundo, Bach prometeu um show inesquecível, e foi o que aconteceu.
Fotos: Rodrigo Scelza
Marcado para começar às 21h30, o show começa com 15 minutos de atraso. Nada que fosse atrapalhar o espetáculo. Apenas aumentou a expectativa dos fãs que se encontraram em um Canecão nem muito cheio, nem muito vazio. Levando em consideração a divulgação que o show teve, até que muitos ingressos foram vendidos.
Uma voz surge apresentando os músicos e eis que a banda começa a tocar "Slave To The Grind", com um Sebastian Bach entrando furioso no palco, girando seu microfone e quase arrancando a cabeça dos que estavam na grade. Logo em seguida foi executada "Big Guns", muito mais pesada com esta banda, que conta com Johnny Chromatic e Metal Mike (que se apresentou com uma camisa do Flamengo) nas guitarras, Bobby Jarzombek na bateria e Steve DiGiorgio no baixo. Aliás, todas as músicas do Skid Row, até as baladas, parecem mais pesadas quando executadas por esta banda.
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Em seguida vêm "Here I Am" e "Frozen", a única música do CD "SubHuman Race" que estava no set, o que é uma pena. "Piece Of Me" é tocada seguida pela clássica "18 And Life" que derramou várias lágrimas no chão do canecão.
Finalmente os brasileiros iriam conhecer uma música inédita de Sebastian Bach e esta música é a "American Metal Head" que foi chamada por Sebastian de "Brazilian Metal Head". Bach disse que apesar da música ter a palavra "American" no título, ela é uma música que prega a união do metal, independente de nacionalidade ou estilo.
Pra quem achava que Bach iria apenas tocar as mesmas músicas que tocava com o Skid Row eis que surge "The Threat", música do Slave to the Grind que nunca foi executada ao vivo. Em seguida veio mais uma música inédita, "Stuck Inside" que também foi muito bem recebida pelo público. Pra quem achava que não iria ter nenhuma música do disco "Bring ‘Em Bach Alive" eis que a banda começa a tocar "Rock And Roll"...e pára no meio da música com problemas no baixo. Se ausentam por uns minutos e volta com "Monkey Business" cantada em coro pelo público, que via um Sebastian Bach em plena forma, que nem lembrava aquele que veio ao Brasil em 1996. Hoje o cara voltou a ser um dos melhores vocais do mundo, sem sombra de dúvidas.
Após "Monkey Business" eles tocam "Rock N’ Roll" sem problemas. Logo após Bach apresenta Bobby Jarzombek que faz um solo de bateria e emenda com a introdução de "Blade", do Frameshift, irreconhecível. Quem esperava uma gravação de fundo com os coros se decepcionou. Talvez este tenha sido o único ponto fraco do show do Rio de Janeiro.
Um pequeno silêncio e eis que surge a introdução de "Wasted Time", tocada com maestria por Johnny Chromatic, com uma execução perfeita por parte da banda, e com uma voz que remetia aos áureos tempos de Skid Row. Sebastian Bach levou os fãs às lágrimas.
"Take You Down With Me", outra música inédita, é executada, seguida pela balada mais tocada em bailes de debutante no começo dos anos 90, "I Remember You", também cantada por todos os fãs que, logo após, começaram a gritar "Youth Gone Wild" enquanto Bach apontava para sua tatuagem no braço direito onde está escrito o nome da música. Se alguém estava parado durante o show, com certeza começou a pular e gritar durante esta música.
A banda se despede e deixa o palco, enquanto o público grita o nome de Sebastian Bach. A banda volta e toca "Living On A Chain Gang", mais uma música do clássico CD "Slave To The Grind" que, assim como "The Threat", não era tocada pelo Skid Row. Durante a música uma fã invadiu o palco, e agarrou Sebastian que, por sua vez, estendeu o microfone para a garota que cantou junto o refrão da música.
Fim de show e os fãs, finalmente, poderiam se recuperar de uma noite de muito Rock N’ Roll no Canecão. A espera de 9 anos para poder ver o Sebastian Bach novamente valeu à pena. A banda prometeu voltar ao país assim que lançarem seu novo CD, previsto para o começo de 2006.
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