Children Of Bodom: Alexi Laiho fez chover naquele sábado fantástico!
Resenha - Children Of Bodom (Lapa Multishow, Belo Horizonte, 14/08/2004)
Por Thiago Sarkis
Postado em 14 de agosto de 2004
Fotos: Thiago Pinto Corrêa Sarkis
Na sessão de autógrafos do Children Of Bodom, um dos assuntos comentados, e que chegou a mim diretamente foi a resenha publicada no Whiplash! sobre o show de São Paulo, autoria de Carlos Eduardo Corrales. Logo percebi uma polêmica na "cusparada" relatada pelo crítico em seu texto. Porém, papo demais rodeava isto e também as atitudes da banda finlandesa - especialmente de seu líder - sendo que estávamos há um dia de um show que, sem dúvida, fora muito esperado na capital mineira.
Uma boa crítica cria um certo falatório mesmo e serve, acima de tudo, para te situar, falar do que aconteceu durante um evento, daquilo que podemos esperar. E neste ponto, Corrales foi exímio. Particularmente, decidido a não levar saliva pra casa, logo me coloquei a uma distância de, digamos, segurança e auto preservação.
Children Of Bodom - Mais Novidades
Antes de falarmos da atração principal, destaquemos a qualidade da produção, a organização do local, e o respeito com a imprensa e o público. Foi realmente agradável estar no Lapa, ver que havia prioridade e uma ordem para maior cuidado e atenção a seres humanos e não animais, usualmente chamados de "seguranças".
Falemos também das bandas de abertura. Tive o infortúnio de perder o Eternal Torture, pois uma breve entrevista com Alexi Laiho foi realizada praticamente no mesmo horário em que a primeira banda subiu ao palco. Todavia, pude ouvir os excelentes músicos do Ruffian, num death de grandes proporções. Eles foram um achado para a abertura, contudo, a duração da apresentação acabou por irritar um pouco. Este já é um erro corriqueiro por essas terras, e não sei se é por parte do grupo, ou qualquer outra pessoa. Há, de qualquer forma, de ser corrigido. Se é banda de ABERTURA, que cumpra um bom papel, prepare o público, e não permaneça no palco praticamente o mesmo tempo que a atração principal. O Ruffian tocou muitíssimo bem, e fez bonito, mas prolongou demais seu set.
O tão esperado Children Of Bodom usou de perspectiva diferente, num show conciso, de uma hora e meia, mais ou menos. Porém, indubitavelmente, suficientemente intenso, adequado e eficiente. Você pode dizer que foi ridículo deixar de tocar "Children Of Decadence", "Lake Bodom", entre tantas outras que marcaram a carreira do conjunto. Seria mesmo bacana ouvir todas estas músicas ao vivo, mas sempre irá faltar esta ou aquela composição, predileta deste ou daquele fã. O show é muito bem preparado, o set inteligente, e a duração bastou, pelo que pude perceber, para satisfazer a maioria – incluo-me aí.
Algo notório em Laiho e Blacksmith é a presença de palco. Podem ser polêmicos, porém o efeito que causam é impressionante. Postura, firmeza, agressividade e execuções fantásticas. Em Minas Gerais, Alexi levou seus solos muito bem, principalmente quando acompanhado por Janne Warman nos teclados. Por falar neste, é um sujeito não tão carismático, mas competente também ao vivo, e tenta um maior contato brincando durante intervalos das músicas. Numa destas, tocou a introdução de "Alex F.", tema do famoso filme "Um Tira da Pesada" com Eddie Murphy, originalmente gravado por Harold Faltermeyer.
O substituto de Alexander Kuopalla se dá bem no palco, tem presença, mas parece fora do contexto do Children Of Bodom. É bem mais velho que seus companheiros, e coloco em dúvida sua continuidade e efetivação na banda.
Em termos de repertório, comentários são até desnecessários. Executadas com imensa precisão e garra, "Bodom After Midnight", "Deadnight Warriors", "Towards Dead End", "Everytime I Die", músicas do novo álbum como "Angels Don’t Kill" e "Needle 24 / 7", e a saideira com "Downfall", cresceram, deixaram a audiência ensandecida, e provaram que o Children Of Bodom é ainda melhor ao vivo que em estúdio.
Alexi Laiho cuspiu norte, sul, leste, oeste. Molhou a si mesmo, ao público, seguranças, e jornalistas desavisados. Literalmente, à sua maneira, bem acompanhado e com excelência, ele fez chover naquele sábado fantástico! Sorte que a nuvenzinha não ficou em cima da minha cabeça.
AGRADECIMENTOS:
Officina de Produções (Marcelo),
Live in Brazil (Wanise),
Live in Italy e All-access.de (AC).
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Foi um erro", diz Scott Ian (Anthrax) sobre demissão de Joey Belladonna nos anos 1990
Abbath encerra show após meia música em festival finlandês
Sid Wilson faz primeira manifestação sobre saída do Slipknot
A banda dos anos setenta que Neil Peart nunca se cansou de ouvir; "músicos muito competentes"
As 10 melhores e mais influentes capas do rock, segundo a Ultimate Classic Rock
A música do Titãs com Andreas Kisser na guitarra e Iggor Cavalera na bateria
Ritchie Blackmore detalha como combinou seu emocionante reencontro com o Deep Purple
O temor de Jim Morrison que fez um clássico do The Doors mudar de nome
O guitarrista que James Brown dizia conseguir tocar absolutamente qualquer coisa
As 10 melhores músicas do Alice in Chains, segundo a Metal Hammer
10 discos essenciais do thrash metal oitentista, segundo a Metal Hammer
O grande cantor de quem Phil Collins era fã, mas cujas atitudes o incomodavam
A música "sem graça" que zoa o punk rock e se tornou hit do Van Halen
Os 20 melhores álbuns lançados em 1989, segundo a Louder
As 50 melhores músicas do Queen, segundo a Classic Rock



Summer Breeze confirma primeiras 63 atrações para 2027
Wacken Open Air confirma 50 primeiras atrações para 2027
8 clássicos do metal lançados por músicos que mal tinham saído da adolescência
Children of Bodom anuncia show na Espanha para julho de 2027
As bandas de metal que desandaram e nunca mais voltaram ao auge, segundo youtuber
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista


