Hammerfall: Grade cedeu duas vezes no show de São Paulo
Resenha - Hammerfall (DirecTV Music Hall, SP, 22/03/2001)
Por Rafael Clemente e Ricardo César
Postado em 22 de março de 2001
Delpht - Para começar
A banda brasileira Delpht começa seu show com uma paulada de heavy metal (dos mais tradicionais!), levantando o público. Na sequência, mostraram também (e com sucesso), seus riffs marcantes, ótimo sincronismo de baixo, bateria e samplers. Mesmo assim, como toda banda de abertura, fizeram o público sofrer com a grande variação na mixagem, não satisfazendo os ouvidos mais apurados.
Em alguns momentos, excessos de graves e agudos chegaram a "embolar" o som, mas no final, a banda saiu aplaudida pelo público - que merecidamente reconheceu seus esforços em proporcionar um heavy metal de qualidade.
O Incidente
Logo que acabou a apresentação do Delpht, o público começou a aclamar por Hammerfall. A empolgação foi tanta, que a grade que os separava do palco (espaço reservado para os seguranças e imprensa), cedeu, causando pânico geral. Foram 20 minutos de angústia; enquanto a equipe da casa tentava arrumar a grade.
O público ficava impaciente com a situação, mas a tensão foi controlada quando as caixas de som do recinto inflamaram-se tocando a maravilhosa "Lisbon" – cantada em coro por todos os presentes.
HammerFall – A atração
22:35hs – Começa o grande show com uma maravilhosa introdução para "Templars of Steel". A galera (é claro!) delira, a agitação é tamanha que a grade cede novamente no meio da música, mas a banda não pára, e a situação é contornada. Decepção no ponto culminante, antes do solo, onde o vocalista Joacin poupou sua voz. Bom, também não podemos exigir 100%, os caras estão em World Tour!!!
O show foi realmente excelente, os músicos não se cansaram em elogiar os fãs brazucas, e os paulistas provaram que são páreo duro quando o vocalista Joacin Cans registrou em um pequeno aparato, o recorde de volume da platéia, que berrou "Legacy of Kings" em incríveis 125,6 decibéis.
No meio da apresentação - como de costume, e como se tivesse algo à provar, Johansson debulha sua batera. Aliás, com a entrada dele na banda, deveria ter muito mais peso na bateria, relembrando o único e magnífico "Rising Force", mas não foi o que se viu. Johanson é muito mais uma jogada de marketing, e ficou devendo para seus fãs - que sabem de seu verdadeiro potencial.
As músicas que agitaram para valer o público foram: "Legend Reborn", "Home of the Brave", "Revenge", "Legacy of Kings" e "Hammerfall". No ponto culminate da apresenção, a banda fez a famosa troca de instrumentos, onde Oscar Dronjak (guitarrista) foi parar no vocal, cantando "Breaking the Law" - com a merecida perfeição. Que me desculpem os fãs de Rob Halford.
O som estava excelente em todos os cantos da casa. As tonalidades brilhantes, tornou um passeio pelo recinto muito interessante, foi possível sentir todos os ambientes. Posso afirmar que o público poderia se satisfazer perfeitamente, seja onde estivesse. Tudo isso, provou mais uma vez, que o Hammerfall sabe tratar os fãs como poucas bandas e executa suas músicas com muita propriedade ao vivo.
Set List
Templars of Steel
The Metal Age
Stronger than All
A Legend Reborn
Steel Meets Steel
At the End of the Rainbow
Drum Solo
Raise the Hammer
Home of the Brave
Revenge
The Way of the Warrior
Legacy of Kings
Renegade
Heeding the Call
Hammerfall
Breaking the Law (Judas Priest)
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