Nightwish: Show em Curitiba é prova de que não são apenas uma moda
Resenha - Nightwish (Studio 1250, Curitiba, 14/07/2000)
Por Antonio Pedro
Postado em 14 de julho de 2000
Fotos por Antonio Pedro
A noite começou com a apresentação da competentíssima banda curitibana Dragon Heart. Para a satisfação dos que já conhecem a banda (que tem um grande número de fãs no sul do país) e para a surpresa dos que (ainda!!) não os conheciam, o Dragon Heart entrou despejando power metal com a música "Arcadia Gates" cantada em coro pelos fãs que foram prestigia-los.
A noite estava extremamente fria, mas a banda não perdeu o embalo e executou na seqüência "Night Corsaries" seguida pelo magnífico cover de Grave Digger, "Rebellion", que impressiona devido à semelhança do vocal de Maurício Taborda (baixista) ao do vocalista Chris Boltendahl (vocal do Grave Digger).
Outros destaques da apresentação foram as músicas "Dynasty and Destiny", também bastante conhecida do público, além dos covers "Balls To The Wall" (Accept) que ganhou uma excelente interpretação de Marco Caporasso (guitarra) e, é claro, do auge do show, o cover de "Welcome to Dying" do Blind Guardian, banda que exerce grande influência no trabalho do Dragon Heart.
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O review deste show não pode terminar sem que se comente a impressionante execução da bateria por Marcelo Caporasso que deixou boa parte do público literalmente de queixo caído pela sua técnica, velocidade e agressividade. Os backing vocals soaram perfeitos e o vocalista/guitarrista Eduardo Marques mostrou que pode-se fugir do clichê dos "vocalistas melódicos" dando às composições um clima mais épico com grande estilo.
A estrela da noite surgiu logo depois: O Nightwish entrou pra mostrar a que veio trazendo um instrumental bem trabalhado que se encaixa muito bem ao canto lírico da vocalista Tarja. Vocalista esta que, diga-se de passagem, tem uma presença de palco impressionante digna de grandes nomes do metal! É válido comentar sua movimentação no palco bem como sua grande simpatia que foi correspondida à altura pelos que estavam presentes.
Muitos esperavam uma má performance da banda devido ao curto período de existência do Nightwish além do frio que estava, literalmente, de matar! Tanto que Tarja teve alguns problemas com a voz antes do show chegando a preocupar a banda. Mas tais problemas não diminuíram em nada (exceto o tempo de show de aproximadamente 50 minutos) a performance no palco.
Além de Tarja, que não perdeu o pique em nenhum momento agitando o público como ninguém, outro destaque fica com o tecladista e mentor da banda Tuomas Holopainen que, mesmo detrás dos teclados, levantava o público que respondia aos seus comandos. Por falar em público, impressionou também a resposta deste a cada música que se iniciava já que conheciam boa parte das letras e o lotadíssimo Studio 1250 quase vinha abaixo todas as vezes que Tarja acenava pra galera.
É claro que a estrela da noite e boa parte dos méritos ficam com a vocalista. Além de muito bonita, tem um carisma muito grande e mostra que a inovação de uma mulher no vocal foi muito bem aceita pelo público metal. Também não poderia ser diferente. Execuções de destaque da noite foram "She Is My Sin", "The Kinslayer" e a elogiadíssima, até mesmo pelos que não curtem tanto o estilo da banda, "Wishmaster". As composições foram todas tocadas com técnica e precisão.
A organização do show, ao contrário do que foi visto em São Paulo, está de parabéns já que não houveram maiores confusões (eu mesmo achei que muita gente ia querer arriscar subir no palco como no show de Paul DiAnno). O local [Studio 1250] é bastante confortável e espaçoso permitindo uma boa visão do palco de onde quer que se esteja.
Com certeza essa banda finlandesa veio pra mostrar que não é apenas uma moda passageira, mas sim uma banda de categoria que conta com músicos qualificados e de grande estilo. Se o Nightwish continuar assim, em breve terá seu nome ao lado de bandas de respeito do cenário metálico mundial. A vocalista, o tecladista, o restante da banda e toda a produção do show estão de parabéns.
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