Resenha - Angra (Palace, São Paulo, 16/07/1999)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Sabrina Gaspar Cano
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Fogos.

1693 acessosAngra: "Você vai fazer xixi de tanto gostar do novo álbum"5000 acessosGaleria do Rock: Ela pode fechar? Toninho da Galeria explica

E muita vibração, tanto por parte da banda quando do público. Assim foi a apresentação dos brasileiros do Angra no último dia 16, uma quente sexta-feira de inverno. A banda subiu ao palco às 22h30, logo após a apresentação do Karma (performance que essa que vos fala não pôde presenciar, uma vez que chegou apenas no final. Tendo assistido apenas duas músicas, não me vejo no direito de fazer uma crítica séria a respeito, mas a banda tem muito nível, capacidade e técnica, pelo que pôde ser percebido).

Assim, a introdução de “Wings of Reality” já dava sinais do que os fãs presentes podiam aguardar da noite: uma luz muito intensa no palco, os primeiros acordes da música e, de repente, bum! A explosão e todo o Palace se encheu de um vermelho intenso, quase chegando a cegar, principalmente os que estavam perto do palco.

“Nothing to Say” e “Lisbon” agitaram o público, mostrando que os músicos andam em ótima forma, explicando o porquê desses cinco cabeludos terem caído nas graças da mídia e do público, tanto nacional quanto internacional, sendo chamados por muitos de “o novo Sepultura”.

Andre Matos, com sua tradicional camisa branca de babados, está com o vocal tão afinado quanto nos tempos do “Angels Cry”, mostrando talento e virtuosismo, além de provar que suas aulas de canto, regência e composição foram muito bem aproveitadas, conseguindo dominar a voz como poucos.
Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt sempre dão provas de seu entrosamento nas guitarras, e Luis Mariutti, como de costume, tocou seu baixo de maneira agressiva, sempre muito “na sua”, mas formando a “cozinha” perfeita com Ricardo Confessori, com seus impagáveis ‘dreads’ no lugar de seus longos cabelos.

O som do Palace estava perfeito, fazendo com que a bateria fosse ouvida perfeitamente, coisa meio incomum nas casas de shows atualmente. Apesar do aspecto “mauricinho” do Palace, ele sempre se mostra o lugar certo para abrigar shows de heavy metal, com sua capacidade mediana e acústica em sintonia com a banda.

Os “picos” da noite ficaram por conta das ‘velhas’ “Time” (que veio logo no início, esquentando a galera, fazendo todos cantarem junto), “Angels Cry”, “Stand Away” e “Carry On” (com direito a “Unfinished Allegro” na introdução), que fizeram o público bangear e cantar junto, letra por letra. A emoção de vir “Stand Away” ao vivo é inexplicável, mesmo para quem (como essa que vos fala) já presenciou esse verdadeiro espetáculo várias vezes. Essas músicas, particularmente falando, foram feitas sob medida para serem executadas num palco, principalmente com um público receptivo e satisfeito como era o caso do que se encontrava no Palace naquela sexta-feira.

Em meio a todas as músicas, muita pirotecnia, com performances realmente divertidas, lembrando um circo, com o tão famoso “engolidor de fogo”, com suas tochas passeando pelo ar enquanto o público, vidrado, observava aquela interessante apresentação, mas não muito condizente com um show de heavy metal... Bem, isso é discutível e nem cabe a mim julgar a relevância dessas performances no meio do show. As explosões sim, essas encantaram o público, dando até em certos momentos pequenos sustos, já que estávamos tão entretidos com o show e, de repente, vários “bums” se faziam no decorrer do mesmo, levando todos ao delírio.

Também tocaram “Metal Icarus”, “Carolina IV” (perfeita e completamente estonteante, como sempre), “Extreme Dream”, “Mystery Machine”, “Gentle Change” (muito conceituada e comemorada pelos fãs da banda), além dos já prováveis solos de bateria e guitarra.
A noite acabou um pouco antes de completar duas horas que a banda havia subido ao palco. E, quando a luz se apagou, ficou aquele gostinho de “quero mais”, principalmente pela não inclusão de um cover (como Judas Priest, Manowar ou Iron Maiden, que a banda costuma incluir) nesse set list. Os gritos de “Painkiller” (música do Judas Priest que o Angra gravou e, assim, costuma executar em seus sets) pareceram não ter sido ouvidos... E ficou tudo assim mesmo. Quem pôde, com certeza voltou no outro dia, afinal, o metal estava lá, no palco, durante essas quase duas horas, para quem quisesse e pudesse ver. Um show com muita competência e categoria. Vida longa ao Angra!

5000 acessosQuer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

1693 acessosAngra: "Você vai fazer xixi de tanto gostar do novo álbum"1211 acessosAngra: Tira o Gate do Bumbo, Emiliano!348 acessosAngra: Felipe Andreoli lança curso online722 acessosAngra: 10 Melhores músicas no Disco Voador Rocks1249 acessosRio Rock City: O Power Metal morreu?1301 acessosAngra: discografia de volta ao Spotify0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Angra"

AngraAngra
Ouça "Acid Rain" em versão "Nintendo"

Ricardo ConfessoriRicardo Confessori
"O Shaman foi o ápice da nossa carreira"

AngraAngra
Público clamou por Chimbinha no show do Rock In Rio

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de Shows0 acessosTodas as matérias sobre "Angra"

Galeria do RockGaleria do Rock
Ela pode fechar? Toninho da Galeria explica

MotorheadMotorhead
10 das frases mais marcantes de Lemmy Kilmister

Jimmy PageJimmy Page
"Recomendo que não ouçam Led Zeppelin em MP3"

5000 acessosTradução - Nevermind - Nirvana5000 acessosCuriosidades: 40 fatos inacreditáveis do rock5000 acessosMustaine: "Aos 15 entrei na magia e conheci o lado negro!"3288 acessosHelloween: "Future World" em mashup com os três vocalistas5000 acessosGhost: entendendo a banda de acordo com as críticas mais comuns5000 acessosSepultura: 10 fatos sobre o álbum "Schizophrenia"

Sobre Sabrina Gaspar Cano

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, entre em contato enviando sua descrição e link de uma foto.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online