Christopher Cross - Fenômeno do Soft Rock
Por Edsão
Postado em 28 de abril de 2025
Neste ano a Cultura Pop celebra os 45 anos do lançamento de um dos mais bem sucedidos álbuns de estreia em todos os tempos e clássico do Soft Rock: o autointitulado "Christopher Cross".
Eu tinha apenas 12 anos de idade quando fui arrebatado pela primeira audição desta obra-prima. E, se pudesse levar apenas um disco para uma ilha deserta, seria este; e, caso tivesse que escolher somente uma canção como a maior de todos os tempos, elegeria a primorosa faixa "Sailing".
Bem, vamos lá!

O debut deste cantor, songwriter, e guitarrista virtuose texano, ficaria eternamente conhecido como o "disco do flamingo", pois, ao invés de estampar a foto do músico na capa (como era praxe à época), trazia uma singela ilustração daquela ave, de porte majestoso, pertencente à família da ordem Phoenicopteriformes, em destaque.
Em 1980, a obra, foi aclamada por musicistas de todos os gêneros, público e crítica especializada, vendeu 6 milhões de cópias, e causou comoção no mainstream musical ao ser laureado com cinco Grammy Awards, incluindo, pela primeira vez na história do evento, as quatro categorias principais e prêmios de maior prestígio, pela "Gravação", pelo "Single" (com a faixa "Sailing"), "Álbum" (superando "The Wall" do Pink Floyd), e "Canção do Ano" ("Sailing", também!), além de elegerem Cross como "Melhor Artista Revelação", é mole?
Produzido por Michael Omartian, a master do trabalho foi gravada nos estúdios da Warner Bros., em North Hollywood, California.
Foi um dos primeiros LPs registrados de forma não analógica com um sistema desenvolvido pela 3M Digital Recording System.
Contou com um cast de músicos lendários, que entregaram performances extraordinárias pelas nove faixas do vinil, como: os guitar heroes Larry Carlton, Jay Graydon (que arrasou em "Never Be The Same " com um dos solos mais belos da história), e o gênio precoce, Eric Johnson (então, com apenas 17 anos de idade e "fritando" à lá Allan Holdsworth em "Minstrel Gigolo"), os fabulosos percussionistas, Victor Feldman e Lenny Castro, o baixista, Andy Salmon, o baterista, Tommy Taylor, os arranjadores, Rob Meuer e Michael Omartian nos teclados, além do auxílio luxuoso de Michael McDonald (frontman do The Doobie Brothers) nos background vocals.
Como se não bastasse, no ano seguinte, Christopher Cross juntar-se-ia ao renomado pianista e compositor, Burt Bacharach, e escreveriam a balada "Arthur's Theme" (Best That You Can Do), para o filme "Arthur", estrelado por Liza Minnelli e Dudley Moore.
A música foi reconhecida como a Melhor Canção Original do ano de 1981 no 39º Globo de Ouro e no 54º prêmio Oscar, alcançando o topo das paradas da Billboard Hot 100 por três semanas consecutivas.
Já seu lançamento de 1983, "Another Page", colocaria Cross novamente no Top 10 com os singles "All Right" e "Think of Laura". Sua música, "Swept Away", composta para a série de televisão bem-sucedida, do mesmo ano, "Growing Pains", foi indicada ao Emmy.
Em 2016, consagrado, com quase meio século de carreira, e quinze álbuns lançados, em passagem pelo Brasil, Cross revelou que suas principais influências, além do Hard Rock e Jazz Fusion, foram as composições Folk com afinações alternativas de sua "musa", a grande artista canadense, Joni Mitchell, e as harmonias vocais dos Beach Boys.
Na entrevista de divulgação, divertiu-se ao recordar de que, no início de sua jornada, como guitarrista, em meados dos anos 70, substituiu Ritchie Blackmore – que estava gripado -, em um show do Deep Purple, em sua terra natal (San Antonio, no Texas).
Afirmou também sentir-se lisonjeado quando seus hits são regravados, como foi o caso de "Ride Like The Wind", repaginado com sucesso pela banda inglesa de heavy metal, Saxon, e "Sailing" em versão instrumental do Pelé da Guitarra, "George Benson".
O cronista que vos escreve, teve a oportunidade de assistir a um destes shows em terras tupiniquins, no dia 07 de outubro daquele ano, no Espaço das Américas, na Barra Funda, em São Paulo/SP.
Infelizmente, naquela noite, ele parecia não estar bem da voz e acabou por entregar uma apresentação morna, sem inspiração, e com apenas uma hora de duração; lamentável, uma pena!
Atualmente, Christopher Cross está em turnê mundial dividindo o palco com os longevos grupos e hitmakers da década oitentista, "Toto" e "Men At Work".
That’s it! Longa vida ao Rei do Soft Rock & Pop Adulto contemporâneo! Viva o Christopher Cross!
Grande abraço.
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