Quando as bandas se separam: O lado bom da vida

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Por Tarcisio Lucas Hernandes Pereira
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Existem poucas coisas mais traumáticas para um fã de rock ou metal do que ver os membros de sua idolatrada banda se separando, de forma dramática (quase sempre) ou não.

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A verdade é que a pessoa que acompanha o trabalho de um determinado artista ou conjunto muitas vezes (não necessariamente sempre) acaba criando alguns laços de identidade e de identificação com determinada formação da banda, ou com algum membro em particular. Mas... e quando a separação é inevitável? Devo chorar desesperadamente? Decretar o fim dos tempos e me entregar ao niilismo e ao álcool? Largar emprego, família e desistir de tudo? Devo me tornar um Hater da (traidora) banda que continua? Ou daquele membro que saiu?

Eis aqui alguns exemplos de bandas que passaram por separações traumáticas: Sepultura. Deep Purple. Angra. Van Halen. Metallica. Iron Maiden. Helloween. Yes... ( e um milhão de outras).

Seria esse apenas um motivo de discussões, brigas, desilusão e amargura dentro da cena metálica?

Não necessariamente.

Muita coisa boa pode surgir disso.

Acho que não apenas pode NAO ser ruim, como pode gerar ganhos para todos, e especialmente para os fãs.

Peguemos como exemplo o caso do Angra.

Tínhamos uma única banda. Alguns integrantes saíram, e passamos a ter duas excelentes bandas: Angra e Shaman. Depois tivemos a carreira solo do Andre Matos, ao mesmo tempo em que o Angra continuava. Depois tivemos Angra com o Edu Falaschi. A separação seguinte fez surgir o Almah.

Muita coisa foi lançada devido a essa "guerra dos tronos".

O mesmo podemos dizer do Sepultura. De uma única banda, hoje temos o próprio Sepultura lançando discos de respeito (Machine Messiah é muito bom!), bem como o Soulfly e o Cavalera Conspiracy.

Não tivesse havido separações, teríamos talvez apenas o Sepultura, e muitos discos bons não teriam sido lançados.

Entendo que é exatamente isso que muitos fãs realmente gostariam que tivesse acontecido, mas a verdade é que a vida não é linear, e tampouco seria as dinâmicas dentro de uma banda.

Ritchie Blackmore fora do Purple tem seu Blackmore's Night. O Deep Purple tem nada mais nada menos que o Steve Morse. Será que o fã realmente perdeu nessa equação?

Eu sinceramente acredito que não!

Bruce Dickinson fora do Maiden lançou verdadeiras obras primas. E... será que os discos com o Blaze Bailey eram realmente ruins (acho que tem boas músicas escondidas no X Factor e no Virtual XI)?

Muito ódio é gerado nos fãs quando essas divisões acontecem. Podemos transformar isso em um palco de guerras e virarmos viúvas amarguradas, ou podemos expandir nossos horizontes musicais.

Esse ódio gerado, as discussões entre quem apóia e quem não apóia prejudicam muito a cena do rock e do metal.Uma cena que já é estigmatizada pela grande mídia. Não precisamos de mais divisões e brigas, a verdade é essa.

Post Scriptum: Sim, eu sei que muitos vão sentir vontade de escrever: "Sim, os discos do Blaze Bailey eram de fato ruins!".

Comente: Qual a separação de banda que mais o marcou?




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Sobre Tarcisio Lucas Hernandes Pereira

Tarcisio Lucas é formado em música-licenciatura pela UNICAMP. Fã de praticamente todos os subgêneros do Rock e do Metal, não dispensa também um bom Jazz ou erudito! Entre suas bandas favoritas estão: YES, Sepultura, Marillion, Mythological Cold Towers, Amorphis e Misfits.

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