A espera do grande momento de 2016
Por Anderson Tissa
Postado em 14 de janeiro de 2016
"One, two, three o’clock, four o’clock, rock". Quando esse refrão tomou as rádios em 1955, o comportamento coletivo entrou em constante mutação. Bill Halley foi desobediente. Implantou um ritmo alucinante em mentes e ouvidos obsoletos. Uma atitude irresponsável. Obra do diabo. A euforia, antes confinada em princípios conservadores, fora liberada de maneira intensa. Excitação. Rebeldia. Bill, um agente do caos. E o mundo descobria o rock n’ roll.
Esse, talvez, fora o primeiro grande momento do rock. Desde então, o gênero mais popular do planeta coleciona uma série de acontecimentos que contribuíram com a quebra de preconceitos, arquétipos e transformaram a vida de muita gente.
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Gritos histéricos passaram a ecoar de uma costa a outra, depois da invasão avassaladora dos Beatles na América. Os ingleses foram pivôs de uma revolução que fez a década de 1960 ser um período inesquecível na cultura pop.
Quando um obscuro quarteto surgiu em Birmingham, Inglaterra, o mundo ficou em choque. O Black Sabbath apareceu com o heavy metal. Todos se amedrontaram. Letras bizarras unidas a riffs secos e agressivos despertaram uma estranha sensação de pânico agradável.
Momentos. Tão importantes e inesquecíveis. Dá pra imaginar como foi à reação do público quando os Ramones inauguraram o punk. A banda subiu ao palco, tocou 17 músicas em 20 minutos e foi embora. Pasmos? Boquiabertos?
O que pensaram os negros quando um caipira branquelo resolveu gravar That’s All Right? E como reagiram quando esse mesmo branquelo se tornou rei? Quando se tornou Elvis.
O rock passou por grandes momentos. Quem viveu o Woodstock que o diga. Rock in Rio, eu fui. Momentos, tantos eles, que fizeram a vida valer à pena. E que há muito não se tem.
Um amigo acredita que nunca mais ficará ansioso por um lançamento de um álbum. Ele mesmo conta que o último foi em 1991. Quando o Guns colocou nas lojas o Use Your Ilusion I e II. É bom vê-lo contar, porque demonstra toda ansiedade e excitação do que era esperar pelo momento do disco chegar. De o vendedor ligar no seu telefone fixo para avisar que o álbum já está na loja. É! Esse tempo ficou lá atrás.
Só que o mesmo Guns n’ Roses, de Axl e Slash, pode trazer novos momentos euforia. Com o anúncio do retorno da formação clássica da banda (ainda não foram confirmados todos os integrantes), os amantes do rock poderão vivenciar mais um momento importante na história do gênero.
É claro que Axl não é mais o mesmo. Sua voz aguda e rouca dos anos 80 e 90 se foi com o tempo. Porém, estamos falando de Axl Rose. Quem viu o cara se apresentar no falso Guns (formação pós debandada dos integrantes antigos), afirma que foram momentos nostálgicos. Axl não canta mais como antes, só que em cima do palco, ele ainda sabe fazer rock n’ roll como poucos.
E tem o Duff. E ainda tem o Slash. Putz, Slash! É, baby, o Guns está de volta. E por mais que torçam o nariz para essa reunião, eu sei que lá no fundo, todos estão sentindo aquela inquietação no estômago, loucos para vibrar quando isso acontecer.
O retorno do GNR não será o último grande momento do rock (espero eu). Mas será com toda certeza, se realmente acontecer, o grande momento de 2016.
Anderson Tissa é publicitário e claro, roqueiro.
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