Metal: por que os metalheads vivem presos no passado?

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Por Rafael Testa, Fonte: Metal Sucks, Tradução
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Em um texto de dezembro de 2013, um dos redatores do site Metal Sucks postou sobre algo que nos faz refletir: por que viver no passado? Confira.

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Com exceção da música clássica, não existe gênero mais fixado no passado do que o metal. Eu escuto metal a 25 anos e, pelo que me lembro, a cena do metal foi congelada em 1995. Diferentemente de outros gêneros, que estão sempre focados no que é novo e interessante, o metal se contenta em falar das mesmas merdas de bandas ano após ano após ano, e eu simplesmente não entendo.

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Por exemplo, olhe os line-ups desses dois festivais.

Eu tenho certeza que Misery Index é a banda mais nova no line principal e a banda tem 15 anos! O resto delas poderia muito bem estar na sessão de resenhas de uma edição da Metal Maniacs de 1996. Quero dizer, estamos em 2013 e alguém contrata o Morgoth como atração principal? Sério? Eles são a definição pura de "bandas cujos álbuns comprei em 1993, em cassete, por 2 dólares, escutei uma ou duas vezes e esqueci porque zzzzzzz." Ou olhe alguns dos últimos convidados do MS podcast: Billy Milano (M.O.D), Death Angel, Slayer, Deicide e Dirty Rotten Imbeciles. Todas bandas dos anos 80!

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Eu não acho que seja o caso do típico e idiota pensamento de que "mais velho = melhor" que se vê tanto na música. Sim, é um pouco disso sim, mas eu acho que, principalmente, os fãs de metal estão totalmente presos ao passado por qualquer que seja a razão, como aquele tio seu que, nas reuniões de família, diz "não fazem mais carros como antigamente", "o Mustang 69 foi o último bom carro que fizeram" e como "você deveria parar de dirigir seu Honda Civic feito de plástico por alguns orientais e conseguir um carro DE VERDADE." Troque o Honda Civic por qualquer banda contemporânea de sua escolha e o Mustang 69 por Death ou Metallica e teremos a sessão de comentários desse site.

Sinto que tem duas coisas acontecendo:

- A cena do metal está criativamente falida. As bandas continuam insistindo nas mesmas ideias e isso, normalmente, não é nada interessante. Por que ouvir à 3° geração de cópias quando você pode escutar a banda que inventou? Sejamos realistas, alguma das bandas atuais fazem algo único como o Obituary, o Cynic e o Suffocation fizeram há 25 anos atrás? E não sou um fã de black metal. Vinte anos depois, o gênero é formado por bandas que estão copiando o que eles fizeram a duas décadas atrás.

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- Os fãs de metal são cabeça fechada e odeiam tudo que é novo e quebra barreiras. Isso também não é algo novo. Se você voltar para os anos 90, vai se lembrar que as pessoas ODIAVAM Focus e Effigy of the Forgotten quando foram lançados. Os mesmos caras de rabo de cavalo que odiavam estes álbuns são aqueles que odeiam instantaneamente tudo aquilo que não soe como Ride the Lightning ou qualquer coisa parecida. Estes "fãs" desencorajam a inovação musical e recompensam aqueles que imitam o passado. Vide o ódio sofrido pelo grunge, pelo new metal, pelo metalcore ou qualquer coisa de diferente e inovador que venha a surgir.

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Eu não sei você, mas eu acho isso vergonhoso. Quer dizer, acordem! As coisas mudam desde sempre! Evoluem. Se você está em uma banda, faça algo novo e diferente que não tenhamos ouvido 10 mil vezes. E, se você é um fã, mude seu pensamento pequeno e aprenda a apreciar a inovação.

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Sobre Rafael Testa

Nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, tem 23 anos, é estudante de sistemas de informação e torcedor fanático do Vasco da Gama e do Tupi Football Club. Se interessou por rock/metal depois do grande tio Roney mostrar-lhe o Iron Maiden. Tem o gosto musical muito variado, curte do thrash metal do Slayer ao metalcore do All That Remains. Acredita que existem bandas boas atualmente e faz questão de apresentá-las.

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