Festivais Zumbis: Desastre nacional desde o Nordeste até o extremo Sul
Por Ya Exodus
Fonte: Imprensa do Rock
Postado em 16 de dezembro de 2014
Desastre nacional, tudo o que cantavam os mestres do Heavy Metal nacional Stress em "Vida Longa ao Metal do Brasil" parece que não se aplica quando o assunto é grandes festivais de metal em território nacional. A própria banda brasileira foi vítima de cancelamento no Metal Open Air, junto com muitas outras nacionais e internacionais. Entre o círculo de bandas que estavam envolvidas no escândalo dos Negri lá se erguia o Destruction, fazendo uma apresentação mesmo em péssimas condições em São Luís/Maranhão. Hoje, a banda está novamente envolvida em outro ''papelão'' que se chama Zoombie Ritual, o festival que quer fazer das pessoas literalmente mortas vivas em um ritual desastroso.
No Rock In Rio em sua edição do ano de 2013 fiz uma matéria sobre o Kiara Rocks e sua vontade de dominar o mundo subindo ao Palco Mundo e dando um espetáculo no pior sentido possível, e hoje quem nos dá um vexame são os organizadores do Festival ZR tentando colocar na frente do profissionalismo o sonho irresponsável, a falta de planejamento e respeito para com as bandas.
Vale lembrar que a ideia do Zoombie Ritual é grandiosa, e seria possível se estivesse em questão uma ampla equipe de apoio ao Juliano Ramalho, a equipe apresentada ao público e bandas hoje é de produtores de eventos de porte muito menor que o ZR e não pessoas envolvidas em gestão, marketing e planejamento de grandes eventos. Juliano, como principal produtor e porta voz do evento demonstrou uma grande insegurança ao lidar com bandas de grande porte como as apresentadas esse ano, questão indiscutível.
"Alguém está no Zoombie Fest neste exato momento? O DESTRUCTION está em Rio Negrinho mas o promotor desapareceu, sem pagamento. Possivelmente o show não vai ocorrer". Esta mensagem foi envianda hoje através da página oficial do Destruction, e mostra claramente a falta de segurança e respeito com que foi lidada a entrada da banda na cidade.
O festival que tinha de tudo para se tornar itinerante passa a ser um festival zumbi, rondado por mistérios e pessoas querendo devorar o Juliano, de preferência vivo mesmo, e parece que foi o que Schimier fez, dizem as especulações que o baixista teria dado um soco no produtor e logo após isso foram encaminhados com o pagamento para a Fazenda Evaristo, local do Festival que já contava com bandas locais se apresentando.
O cancelamento do Carcass e Brujeria no evento até hoje não tem explicações plausíveis uma vez que sabemos que o único responsável pela turnê das bandas no Brasil era o próprio Juliano, ou seja, não havia quebra de laços com outros produtores, ele era o único a saber e poder nos informar (e também informar a própria banda) do que aconteceu, apesar de o motivo óbvio ser a falta de venda de ingressos, que comprometeria a conta do produtor após o festival, o mesmo devia uma nota que apresentasse claramente suas condições. Nós, público headbanger, já mostramos não ser intolerantes, nos damos sempre a oportunidade de ir em festivais legais, mas quando há mentira e corrupção de fatos nós acordamos e discorremos sobre o assunto de forma a até boicotar futuros eventos de produções irresponsáveis.
A única razão por terem pessoas lá, e pessoas sorrindo nas selfies para o Facebook, é a experiência da própria viagem para um outro lugar do país, que foi o que aconteceu com os turistas headbangers em São Luís em 2012, no fatídico momento em que vivia a cidade. União e força sempre, público demonstrando presença nesses momentos pode desestimular alguns, mas espero que parem pra pensar na importância dos festivais menores que acontecem o tempo todo em todo lugar do país.
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