Metal Open Air: Causos e bastidores do público

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Por Victor Kataóka, Fonte: H2R
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Há cerca de dois anos atrás, o Metal Brasileiro sofria o seu mais duro golpe. Muito foi dito sobre os vários problemas do MOA, mas alguns detalhes acabaram passando...

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A seguir, os causos e bastidores do público!

TENSAO E BOATO

O MOA definitivamente entrou para a história como o festival das tensões e boatos. Quem desembarcava em São Luís, já chegava tenso, tamanha a onda de insegurança em torno dos cancelamentos que poderiam e estavam ocorrendo. Pobre daqueles que chegaram sábado e perderam a sexta (apesar de todos os problemas).

LAMPARINA QUEIMADA

O que mais se comentava, sobretudo vindo das pessoas de São Luís, é que a produtora Lamparina já tinha uma péssima fama na cidade. Segundo vários Bangers de lá, outros eventos realizados pela dita cuja já tinham dado errado, e outras bandas e público já tinham sido lesados pela mesma.

PÉSSIMA IMPRESSAO

Logo na entrada, duas surpresas: Nada de pedir carteirinha de estudante, e a entrega de uma pulseirinha ridícula (a de muitos caíram no show, apesar dos três nós).

QUEM PAGOU MAIS SE F***

A "boate" que tanto se falou, no final das contas acabou sendo liberado para todos, pois bastava falar que ia comprar alguma coisa lá que você entrava. Área VIP? Não existia, e a área pra acampar... Melhor não comentar.

O PIOR BANHEIRO DA ESCÓCIA

Aqueles banheiros ao lado do palco (sem ser os químicos) pareciam ter saído de algum filme de terror. As cabines para se usar os assentos sanitários sequer tinham porta! Representaram bem o que foi a estrutura do Festival em si...

VERGONHA ALHEIA

Eu, e muitos que estavam ali sentiram uma grande vergonha alheia dos discursos de alguns vocalistas. A impressão que se tinha, é que eles achavam que todos ali tinham menos de 12 anos e eram facilmente manipulados.

SEGURANÇA?

Falando com alguns moradores de São Luís, escutamos que muitos daqueles que foram contratados para fazer a segurança do festival, na verdade eram os "muito doidos" já conhecidos na cidade. Cômico quando um dos presentes e residentes de São Luís acusou um dos membros da segurança de já o ter roubado em outra oportunidade...

FUTEBOL E HEAVY METAL

Muitos Headbangers foram ao MOA uniformizados com as camisas dos seus clubes e/ou bandeiras do mesmo. Destaque para a torcida do Fortaleza e do Remo que compareceram em ótimo número. Mata leããããão!

GALERA OLD SCHOLL PRESENTE EM PESO

Muito bom ter visto vários "das antigas" no festival. Mas não eram apenas os "Tiozinhos do Metal" que desfilavam bom gosto, pois muitos jovens também se faziam presentes vestindo camisas de bandas que dificilmente você veria em um show do Angra, Nightwish, Avenged 7X, Slipknot. Duas camisas de bandas brasileiras me chamaram atenção: Uma do Inox (!) e outra do Azul Limão (!)... Viva! Viva!

CAMISAS, CAMISAS

Engraçado que dentro do MOA, uma camisa do Saxon era vendida por mais de R$ 60,00, enquanto lá fora, uma camisa muito mais bonita, e com um material muito melhor do Saxon era vendida por míseros $20,00(!) E falando em camisas, no fim das contas, quem adquiriu as camisas do MOA (festival) teve uma raiva muito grande. O que aconteceu com as camisas do MOA? Tanto as vendidas quanto as não vendidas? Que triste fim levaram?

MULHERADA

Muitas mulheres bonitas se fizeram presentes no MOA. E também foi uma grata surpresa ver muitas delas usando camisas de bandas como Saxon e Accept, e não apenas as mais conhecidas. Elas com certeza deram um brilho a mais para o evento. A nação Headbanger agradece!

O FUTURO DA NAÇAO

Muitas crianças bem educadas e doutrinadas estavam presentes com os seus pais. No fim, um grande castigo para aqueles que estavam vendo o primeiro show das suas vidas. Uma lástima realmente!

HEADBANGERS DE JAH

Enquanto muitos gastavam rios de dinheiro com a cerveja de R$ 5,00, outros preferiam fumar o "natural", e já que estávamos na capital nacional do Reggae, nada mais apropriado. No meio do show do Anvil, Lips vira para a plateia e fala: "Estão vendo esse cabelo? Essa calça? Eu sou um HIPPIE, eu ainda acredito no amor, na paz, no sexo, e na MACONHA" Um murro psicológico na cara dos proibicionistas hipócritas!

PAGODEIROS VESTIDOS DE PRETO

Um rapaz que estava colado na grade passou o show inteiro do Anvil estragando o show dos outros. Ele subia na grade, e se jogava. Depois voltava, e fazia tudo de novo. Ninguém mais o aguentava, até que ele resolveu subir no palco, tirou a onda dele, e depois voltou, sem ninguém da segurança (tinha?) sequer tentar tirar o mesmo de lá. Fico pensando se tivesse rolado mais shows, a putaria que seria...

MUSTAINE: HERÓI OU VILAO?

No fim das contas, o polêmico show dividiu opiniões entre os headbangers: Muitos comentavam que Musta era um herói por ter tocado ainda 10 músicas com aquele lixo de som e estrutura, enquanto outros achavam que ele era o vilão por não ter ido até o final. Disseram que o (péssimo) som usado pelo Megadeth (e outras bandas) foi alugado de uma micareta (!) em cima da hora... Bem provável!

A MÍDIA NAO CONSEGUIU O QUE QUERIA

Mesmo com todos os problemas, podemos constatar que o público Headbanger é sim diferenciado. Ninguém quebrou nada. Se a mídia não especializada pudesse, ela mesma colocaria uma caixa de fósforo nas mãos de cada um ali, para que fosse ateado fogo no festival.

POBRE HEADBANGER

Comovente o depoimento do banger que subiu ao palco para dizer que foi assaltado, perdeu mais de R$ 1.000 e todos os seus documentos, nesse "festival Bost***" (quando ele falou isso, a produção cortou o seu áudio). Quando ele, que teve culhões para xingar o festival, o fez, quem escutou foi ao delírio. Nordestino é Cabra macho!

ASSALTADOS NO CABARÉ

Pior ainda foi um grupo de Headbangers, que horas antes de viajarem no domingo foram assaltados num cabaré, perderam tudo, e sequer puderam se "alimentar" no local.

HISTÓRIAS PRA CONTAR

Várias pessoas que passaram os dias em São Luís e fizeram turismo pela cidade voltaram para casa com várias histórias folclóricas para contar. Eu estava num taxi com alguns amigos e paramos ao lado do carro da secretaria de saúde municipal para pedir informação, no que o motorista, muito solícito e simpático, nos atendeu fumando um cigarrinho... Que beleza!

APESAR DOS PESARES, VALEU!

Para muitos, apesar de todos os problemas, a viagem valeu a pena. Interagiram com vários "irmãos Headbangers", se divertiram, e alguns ainda viram alguns poucos shows.

O AEROPORTO DA DERROTA

No domingo negro, o semblante das pessoas que estavam no Aeroporto era de derrota e profunda tristeza, até parecia final de campeonato quando seu time é rebaixado.

E TUDO ACABOU EM PIZZA

No sábado, no stand da Pizza Hut, quando deu certa hora, os funcionários simplesmente foram embora e deixaram dezenas de caixas de pizza abandonadas. Algumas pessoas saíram carregando mais de 10 caixas. izzas eram distribuídas para quem ia saindo do festival, que acabou da maneria mais adequada e irônica possível: Em pizza.

...Emblemático!

Por: Victor Kataóka.
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Sobre Victor Kataóka

Kataóka representa aqueles que prezam por nomes como Saxon, Accept, Manowar, Judas, Virgin Steele, Alice Cooper, Queensryche, Warlock, Savatage, Budgie, Dio e etc. Trajando o manto do Fortaleza EC, conseguiu ver com muito sacrifício quase todas as suas bandas favoritas ao vivo, e acredita que acima do AC/DC, somente os Beatles. Com o H2R, resenha Heavy Tradicional, Hard Rock, e o seu vício: N.W.O.B.H.M, o que não o impede de prezar demais por rock progressivo e psicodélico. Apesar de ser de 88, dentre 500GB de mp3 em um HD de valor inestimável, 95% do conteúdo vem dos anos 60,70 e 80. Não resenha Melodic, industrial, extremo, sinfônico, Power, New, Grunge e vários outros etc...

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