Rock: homenagem a um senhor que nunca envelhece
Por Daniel de Paiva Cazzoli
Postado em 19 de janeiro de 2014
Já são quase 60 anos... e as pedras continuam rolando, assim como os cometas do Bill.
O pequeno Richard já incendiava o público, enquanto aquele jovem ruivo fazia o mesmo com seu piano, transformando-o em uma grande bola de fogo.
O polêmico Chuck fazia seu "duck walk" e Aaron usava os mesmos sapatos azuis de camurça inaugurados por Perkins.
Enquanto isso, o Reino Unido se abria para a tendência musical, e os quatro fabulosos dominaram o planeta, aqui, ali e em todo lugar.
O mundo começou a ficar pesado, tal qual um dirigível de chumbo. E as cores mudaram de tonalidade, indo do Pink à púrpura profunda.
Se a nata comandada por Eric era a novidade, a bruxaria começou a tomar forma de rituais sabáticos, enquanto o jovem negro que deu nome a um amplificador famoso transformava sua guitarra em uma extensão de seu corpo.
As portas se abriram... e a década de 70 viu uma enxurrada de estilos, vozes e tendências: os mascarados do beijo, a alice com seu próprio país das maravilhas, as roupas rasgadas e o visual despojado dos precursores nova-iorquinos da música propositalmente debochada... Mas não era tudo: o peso e a melodia tomavam forma sob a bênção de um padre com nome de traidor, a atmosfera clássica se fundia ao virtuosismo moderno de forma progressiva.
Quando não faltava mais o que inovar, a donzela mostrou a que veio e a monarquia se fez presente em uma rapsódia boêmia e os anos 80 começaram a todo vapor, acelerando seu ritmo em todos os continentes, desde instrumentos e visual com tarraxas metálicas, passando pelo sucesso tardio mas merecido de animais venenosos, como escorpiões e cobras brancas.
Mas nem tudo era inovação... alguns jamais se renderam a ela. E por isso mesmo, fidelizaram seus seguidores com cabeças de motor e em alta voltagem, como uma TNT prestes a explodir.
E por aí vai: entre antagonismos, entre rosas e armas, o teatro dos sonhos do Rock’n’Roll continua... e continuará para sempre a mais autêntica e recompensadora forma de arte... e estilo de vida!
Quanto aos outros estilos... melhor deixar pra lá... com o rock no sangue e nos ouvidos, "Nothing Else Matters".
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