Da Morte ao Mito: o compartilhamento em tempo (i)real
Por Cínthia Demaria
Fonte: Da Morte ao Mito
Postado em 22 de novembro de 2011
É quase inacreditável a rapidez do compartilhamento de eventos por usuários conectados às redes sociais via celulares e aparelhos móveis. Quando se fala em shows então, os mais fanáticos correm para pegar os primeiros lugares mais pertos do palco para ficarem cara a cara com os ídolos, certo? Errado. Eles querem ficar perto para compartilhar com mais qualidade, imagens e vídeos do show para seus amigos das redes sociais acompanharem em tempo real o evento.
Ao se apagarem as luzes do palco, ascendem-se as dos celulares e câmeras digitais. O assunto foi pauta do festival de música SWU, que reuniu artistas nacionais e internacionais em Paulínia (SP), dos dias 12 a 14 de novembro e mais de 100 mil compartilhamentos nas redes sociais enquanto acontecia o evento.
E por que precisamos pensar nisso? Parece lindo ver tantos usuários compartilhando uma informação de um mesmo evento, todos em sincronia, produzindo conteúdo de qualidade por si só, que sem dúvida alguma rende credibilidade aos organizadores. Entretanto, a velocidade inimaginável das mensagens pode salvar ou afundar uma campanha. Ao mesmo tempo em que podem compartilhar o sucesso ou satisfação de assistir um show ao vivo eles podem criticar o som, falar mal da organização e compartilhar a insatisfação com questões como falta de água, atraso da banda etc.
Portanto, a preocupação do "fazer bem feito" vai muito além da obrigação dos organizadores. Os olhares precisam ser voltados também, para o que está sendo reproduzido nas redes sociais. A produção não termina mais quando o evento começa. Pelo contrário, ele começa a ser produzido a partir das impressões dos usuários. Parece óbvio, mas tem muita gente que ainda não se preocupa com esse detalhe que talvez seja tão importante quanto fazer um evento perfeito. Afinal, o que as pessoas estão dizendo podem gerar um buzz com impacto muito maior do que o evento está prometendo ser.
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