Rock em Análise: Dr. Rock explica Síndrome of a Down

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Por Fábio Cavalcanti, Fonte: Rock em Análise
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Bem-vindo(a) ao consultório do Dr. Rock. Conheça mais sobre a psicologia (ou algo próximo) aplicada no mundo do rock 'n' roll, através de uma análise descontraída e regada aos melhores - ou piores, dependendo do caso - exemplos musicais do gênero. Diploma? Quem precisa disso no mundo do rock? Dito isso, vamos lá!

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A deficiência mental sempre foi um problema grave, apesar de ser bastante conhecida e estudada ao redor do mundo. Obviamente, não abordarei aqui os seus tipos mais comuns, embora exista um específico que, apesar de pouco conhecido, vêm se manifestando cada vez mais entre os apreciadores de rock. Falo do "retardo rocker", ou, como prefiro chamar, a 'Síndrome of a Down'.

Quem nunca se deparou com aquele ser absolutamente fanático por uma banda, que praticamente espuma de tanta raiva quando você ousa falar mal do seu ídolo? Sim, meus caros, ele sofre de 'Síndrome of a Down'! E quanto àquele que discute sobre música com você até chegar ao ponto de querer te encher de porrada? Sim, meus caros, este ser também sofre de 'Síndrome of a Down'!

Tentarei categorizar o que já tenho em mãos, como resultado das pesquisas médicas realizadas em campo até então...

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Estágio 1 - Leve: Típico de adolescentes "rebeldes sem causa", com idade mental ainda próxima à sua idade física, pode-se observar um comportamento que já indica traços de idiotice, embora a pessoa ainda tenha alguma salvação, graças à sua idade pouco avançada.
Frases comuns: "Essa banda é uma merda, quase não tem peso!", "Esse estilo é pura modinha!", "Que horrível, esse som aí nem é rock!", etc...

Estágio 2 - Moderado: Típico de jovens com um pouco mais de formação roqueira, mas que insistem em um comportamento arrogante e "revoltadinho" que joga por água abaixo boa parte do seu razoável conhecimento musical.
Frases comuns: "Você quer discutir música comigo? Você nem conhece as bandas 'X', 'Y' e 'Z', logo não pode falar nada!", "Não ouse opinar sobre esse artista enquanto não conhecer melhor (leia-se "quase toda") a sua discografia!", "A banda 'D' é bem melhor do que a banda 'M', porque os caras tem muito mais técnica!", etc...

Estágio 3 - Agudo grave: Típico de um adulto que aparenta ser bem informado, e que consegue ter uma atividade mental aparentemente normal, até o ponto em que um indivíduo munido de argumentos mais fortes o desmascara completamente.
Frases comuns: "Ah, você critica porque tem inveja!", "Aposto que você gostaria de ter metade do sucesso que eles tem/tiveram!", "Criticar é fácil, quero é ver você fazer melhor!", etc...

Estágio 4 - Profundo: Típico de pessoas realmente imbecis, que já iniciam uma discussão com seus "olhos de lasers" ativados, e que se fazem acreditar que estão "mandando ver" na discussão em questão. O uso de violência física também pode ocorrer em alguns desses casos...
Frases comuns: "Seu bosta, você não conhece nada de música!", "Vai escutar pagode, seu baiano preto!", "Você só pode ser emo, seu viadinho enrustido!", etc...

Pois bem, como vocês podem ver, a agressividade é um sinal claro da falta de argumentos, o que é um dos principais sintomas da 'Síndrome of a Down'. Se você apresenta algum desses sinais, recomendo a seguinte receita básica:

- Altas doses de artistas de subgêneros diversos do rock, assim como artistas fundamentais de outros estilos musicais.
- Calma e concentração ao longo de uma discussão musical.
- Humildade e disposição para aprender o que for preciso com o seu "rival".
- Muita leitura, a fim de melhorar e ampliar seu vocabulário.

Estamos todos juntos nessa luta contra a 'Síndrome of a Down'. Precisamos mostrar que roqueiros também são inteligentes, maduros e bem informados. Pense nisso e faça a sua parte!

Uma dose de rock 'n' roll em excesso pra você, e até a próxima!




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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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