PETA pede para Judas Priest mudar título de álbum

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Por Márcio Ribeiro, Tradução
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Matéria de 05/09/02. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O JUDAS PRIEST recebeu da PETA (People For The Ethical Treatment Of Animals) uma carta solicitando que deixem de usar roupas de couro, ao mesmo tempo em que pede para que mudem o nome do seu álbum de 1978, o "Hell Bent For Leather", para "Hell Bent For Pleather"!

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NOTA: "Hell Bent For Leather" é uma expressão idiomática que significa cavalgar (ou pilotar) de forma agressiva e descuidada.

Com o objetivo de convencer os integrantes da banda a rever seu vício por couro animal, a representante da PETA, Lisa Franzetta, de 24 anos de idade, incluiu na correspondência uma foto dela mesma, tirada num encontro de motociclistas na cidade de Sturgis (Dakota do Sul), onde aparece vestida com roupa de "dominatrix" (fêmea dominadora em jogos de sado masoquismo, geralmente vestidas de napa preta) feita em Pleather (espécie de couro sintético). No pacote foi incluso também um vídeo com cenas de vacas sendo abatidas cruelmente, pois a PETA alega que o couro não é um subproduto da indústria de carnes, mas que os animais usados são criados e abatidos em condições abusivas especificamente pelo seu couro, sendo que, no vídeo apresentado, há cenas de vacas com eletrodos introduzidos na face e animais tendo suas patas cortadas ainda vivos!

Eis a íntegra da carta enviada pela PETA à banda:

"Caros Senhores Tipton, Downing, Hill, Travis, e Owens,

Estou anexando uma foto da minha pessoa participando da 62º Encontro Anual de Motociclistas em Sturgis, S.D. para que vocês possam ver o que está se passando. Obviamente vocês tem muitos fãs aqui entre o People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) (Povo a Favor de Tratamento Etico para com Animais), e é por este motivo que, em nome dos mais de 750.000 membros ao redor do mundo, estamos lhe pedindo que considere usar seu caráter e espírito, como também seu Metal em acordes, contra o abuso de animais. Fizemos nossas pesquisas de mercado e estamos falando sério quando afirmamos que headbangers de coração iriam adorar vê-los atualizar a letra de sua canção "Hell Bent For Leather" para "Hell Bent For Pleather".

Com tantas alternativas existentes para o couro, até mesmo os mais mal-encarados em duas rodas entendem que animais não pertencem às "Máquinas Mortíferas" sendo chutadas na cara, forçadas a descer uma rampa com um eletrodo inserido até um homem cortar-lhe o pescoço para transformar em casacos, calças e botas de couro. Muito do couro vendido nos EUA vêm do estrangeiro, onde obtemos um videotape de vacas apanhando violentamente e sofrendo feridas e tendo ossos quebrados graças a caminhões cargueiros superlotados. Sabiam que couro canino de países onde esta carne é consumida é marcada como sendo couro bouvino para o mercado Ocidental? E uma investigação em um bom e velho matadouro americano nos mostra vacas sendo esmagadas, arrastadas, eletrocutadas na boca e desmembradas, enquanto ainda inteiramente conscientes. Estamos incluindo também o vídeo.

Esta larga seleção de roupas de couro sintético que está disponível - veja PleatherYourself.com - confirma que nossos "rebeldes sem causa' modernos não encontrarão dificuldades de manter o couro fora de suas peles.

Animais não tem voz ativa, portanto eles não podem gritar pela sua vingança ("Screaming For Vengeance"), uma das razões porque nós lhe pedimos enquanto vocês estão por encerrar sua atual excursão, que vocês deixem o couro de lado e encoragem sua legião de fãs a querer de agora em diante "Hell Bent for Pleather". Fiquem à vontade para entrar em contato se tiverem qualquer tipo de pergunta ou queiram maiores informações. Obrigado pelo seu tempo e atenção. Esperamos ouvir de vocês um retorno em breve.

Sinceramente,
Lisa Franzetta, Coordinator
International Grassroots Campaigns"

Clique aqui para ler a carta da PETA em inglês.

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Sobre Márcio Ribeiro

Nascido no ano do rato. Era o inicio dos anos sessenta e quem tirou jovens como ele do eixo samba e bossa nova foi Roberto Carlos. O nosso Elvis levou o rock nacional à televisão abrindo as portas para um estilo musical estrangeiro em um país ufanista, prepotente e que acabaria tomado por um golpe militar. Com oito anos, já era maluco por Monkees, Beatles, Archies e temas de desenhos animados em geral. Hoje evita açúcar no seu rock embora clássicos sempre sejam clássicos.

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