Bruce Dickinson: 'é divertido tocar no Brasil'

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Por Thiago Coutinho, Fonte: Bruce Dickinson - site oficial
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Matéria de 02/06/06. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O vocalista do IRON MAIDEN, Bruce Dickinson, concedeu uma entrevista ao seu website oficial, ScreamForMe.com, em que fala a respeito do DVD triplo, “The Anthology”, cujo lançamento rola no próximo dia 19. Confira os principais excertos da conversa logo abaixo:

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ScreamForMe.com — Vamos começar falando do vídeo “Dive! Dive! Live!”, que foi filmado no Town and Country Club, na Califórnia, durante sua primeira turnê solo. Foi uma experiência chata voltar a tocar em clubes quando você estava acostumado a tocar em arenas ou foi revitalizante?

Bruce Dickinson — A turnê inteira foi revitalizante. Nos divertimos demais. Foi uma vergonha não termos filmado o ‘Dive! Dive! Live!’ na Europa, porque alguns daqueles shows foram bem legais. Foi um vídeo estranho de se fazer, francamente. Pensei que tivéssemos diversas câmeras de mão, mas o que tínhamos eram aquelas outras enormes. Metade da platéia teve que ser excluída para que houvesse um local só paras as câmeras. Isso foi muito insatisfatório. Os planos eram obscenos e se eu tivesse controlado tudo, poderia ter feito três vídeos pelo mesmo preço.

ScreamForMe.com — Parece-me que sequer era permitido para a platéia beber no local...

Dickinson — Isso mesmo! Eles não podiam fazer nada. Parece que estava todos em um curral, como gados. Não parecia nem de longe com um show de rock.

ScreamForMe.com — Apesar de tudo isso, você diria que o “Dive! Dive! Live!” é um registro à altura da sua primeira turnê solo?

Dickinson — Não, é um lixo, mas é o único documento que tenho daquela turnê. No final daquele show, fui ao caminhão, peguei as fitas master e as joguei no rio. Fiquei mais ou menos assim: ‘deixe essas merdas afundarem’. Os imbecis que filmaram arruinaram o que deveria ser uma grande noite.

ScreamForMe.com — No momento em que você começou a compor o álbum “Skunkworks”, havia algum elemento de dúvida na sua cabeça? Houve três tentativas difíceis de se fazer o álbum anterior, “Balls To Picasso”, e esse sentimento de experimentar acabou crescendo?

Dickinson — Sim, mas o estranho em ‘Balls To Picasso’ foi que nós havíamos decidido fazer um álbum menos pesado do que saiu. Depois de tudo, Roy [Z, guitarrista e produtor] e eu sentimos que ele deveria ter sido produzido de forma diferente. Na verdade, o Roy deveria ter produzido tudo sozinho. Após a recepção ao ‘Balls To Picasso’ eu joguei todas essas idéias foras com o ‘Skunkworks’. Eu tentei esquecer todas minhas experiências artísticas ruins com uma pequena auto-destruição. Eu tinha absoluta certeza que duas ou três faixas daquele álbum arrasariam com os mais puristas, e arrasaram mesmo. Um cara de Nova Iorque chegou a escrever que ele parou de ouvir o álbum e o quebrou com um ferro. Isso foi extremo demais, era apenas um álbum. Mas se as pessoas estavam reagindo desse jeito era sinal de que eu deveria fazer alguma coisa certa.

ScreamForMe.com — A filmagem na Espanha desse show incluído no DVD era apenas para um EP japonês, mas o que temos aqui é o show completo. Como você se sentiu ao assistí-lo novamente?

Dickinson — Eu acho que ele é bom demais. O vídeo do ‘Skunkworks’ é o que ‘Dive! Dive! Live!” deveria ter sido. Ele também me lembra de uma certa crise que tivemos no segundo show [N. do T.: este show foi gravado em dois dias 31 de maio e 1º de junho de 1996] quando alguém roubou as minhas calças.

ScreamForMe.com — O terceiro registro ao vivo foi filmado na América do Sul, durante a turnê de 1999, que mais tarde se tornaria o álbum “Scream For Me Brazil”. Após isso, você e Adrian estava juntos por dois álbuns e concordaram em voltar ao IRON MAIDEN, após uma ausência de seis anos para você — e ainda mais longa para o Adrian. Como você descreveria essa situação toda hoje em dia?

Dickinson — Foi um pouco triste. Nós tínhamos uma ótima banda com o Roy e os caras do TRIBE OF GYPSIES, criávamos um som único. O ‘Accidente of Birth’ [N. do T.: lançado em 1997] foi um ótimo começo, mas posso olhar para trás e dizer que o ‘The Chemical Wedding’ [N. do T.: lançado em 1998] foi um ótimo registro e um álbum que influenciou — não apenas a mim, mas para o Metal em geral. Ainda me sinto extremamente orgulhoso dele. E foi simplesmente demais sair em turnê com ele — mesmo com as sessões acústicas que fizemos em diversas rádios, as quais não pudemos lançar —, fico muito feliz que possamos liberar todo esse material agora.

ScreamForMe.com — A devoção dos fãs brasileiros é muito conhecida. Você diria que chega a ser algo único entre eles?

Dickinson — Bem, não apenas no Brasil. Na Argentina, Chile, México e em todo o continente sul-americano sempre foi grande para o Metal. E isso não rola apenas com o meu material solo, mas com o IRON MAIDEN também. Fomos uma das primeiras bandas do estilo a tocar por lá durante o primeiro Rock In Rio. O Brasil tem um cultura musical única, há mais pessoas com menos de 21 anos de idade por lá, então o potencial deles é enorme. Eles não são bitolado ao que ouvem, e quando nos ouvem o fazem com grande atenção, por isso é sempre divertido tocar para eles.

ScreamForMe.com — Em 2005, você lançou seu primeiro álbum de estúdio inédito em sete anos, “Tyranny Of Souls”. Em termos de crítica e vendas, ele recebeu uma ótima reação. Assim que a agenda permitir, é claro, é seguro dizer que veremos mais de seus lançamentos solo?

Dickinson — Sim, sim. Roy e eu já temos mais ou menos tudo agendado para um outro álbum. Obviamente, há um novo trabalho do IRON MAIDEN a caminho e depois a nova turnê que vai até a próxima primavera. Mas não há problema. Levei sete anos entre o ‘The Chemical Wedding’ e o ‘Tyranny of Souls’. O ‘Chemical...’ foi um álbum tão bom que eu me assustei com ele. Então, foi um alívio quando o ‘Tyranny of Souls’ se saiu tão bem. Agora é hora de andar para frente com as coisas e experimentar um pouco mais. Vamos ver no que dá.

Confira no link abaixo a entrevista completa, em inglês, e mais informações sobre o DVD.

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Sobre Thiago Coutinho

Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!

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