Metallica: Hetfield e Ulrich comentam importância do Master Of Puppets

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Por Vitor Rangel, Fonte: Blabbermouth
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James Hetfield e Lars Ulrich do METALLICA falaram em agosto de 2006 com o show de TV japonês Masa Ito’s Rock City sobre a decisão de tocar o álbum “Master of Puppets” na íntegra para comemorar o seu 20º aniversário.

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Alguns trechos da entrevista seguem abaixo:

Hetfield: “Acho que o ‘Master of Puppets’ representa um certo marco na história. Foi o final da era Cliff Burton no METALLICA, o que é triste, mas também muito importante. E ‘Master of Puppets’ foi o álbum que muitos dos fãs mais antigos se identificaram. Pois depois daquilo, Jason (Newsted) se juntou à banda e então a nossa popularidade aumentou. E então o álbum ‘negro’... Era diferente do ‘Master of Puppets’. Eu acho que ainda existe uma inocência nisso tudo e um atitude real de ‘foda-se o mundo’. E nós não éramos, eu acho, muito influenciados por toda a ‘grandeza’ do METALLICA. Mas as músicas – elas tem aquela energia, aquele fogo; elas ainda são frescas, mas nós ainda estávamos crescendo, e as músicas se tornaram maiores e maiores, e isso adicionou mais caráter às músicas. Acho que todas as músicas daquele álbum são muito boas e continuam atuais no tempo.”

“Nós tínhamos tocado quase todas as músicas ao vivo anteriormente, pois elas eram todas, eu acho, musicas que precisavam ser tocadas ao vivo. ‘Orion’ era a única música que nunca tínhamos tocado, e ela parece ser uma das mais divertidas – talvez por não termos tocado ao vivo antes, mas... É muito emocional, mesmo não tendo nenhuma letra nela, e tendo Rob Trujilo na banda agora tocando num incrível estilo como Cliff... ela soa melhor como nunca. Mas eu diria que as músicas apenas me fazem lembrar sobre a inocência do METALLICA. A palavra ‘inocente’ em... de que maneira?! Não da maneira estúpida, mas da maneira não arruinado pela fama. (risadas) Mesmo que tenhamos tentado o máximo não sermos afetados pela popularidade, é impossível não sentir o efeito disso. Então a inocência de ‘Master of Puppets’ – ainda sendo construído, morando no estúdio; ainda produzindo e tendo aquele fogo. E apenas METALLICA nas nossas mentes – apenas METALLICA. Agora é diferente. Existe as famílias, existem várias coisas que são importantes nas nossas vidas. Acho que o ‘Master of Puppets’ era... tudo o que tínhamos sonhado – tudo.”

“Quando fomos tocar na Europa, especialmente no Reino Unido, muita importância foi dada ao ‘Master of Puppets’, e eles fizeram um CD – a Kerrang! fez um CD com todas essas outras bandas – AVENGED SEVENFOLD, TRIVIUM, BULLET FOR MY VALENTINE, várias novas bandas de metal – fazendo um tributo ao ‘Master of Puppets’, e isso nos inspirou a fazer o nosso próprio tributo. Mas também, escutando todas aquelas bandas tocar nossas músicas, isso colocou um ânimo em nós para realmente fazermos isso e não sermos tão preguiçosos em tocá-lo. Não que sejamos preguiçosos, mas você meio que acha que já fez aquilo, entende, nós estamos fazendo isso por 26 anos. Nós somos bons nisso. Sim, nós somos, mas podemos fazer melhor. E isso nos ajudou a passar para um novo nível. Achei que nós íamos tocar o ‘Master of Puppets’ ao vivo apenas no Donington, ou em apenas shows ‘indoors’. Mas a minha idéia foi, ei, nós tocamos no festival Download/Donington umas cinco vezes, ou seis. Vamos fazer algo diferente do que apenas ‘o melhor de’. Então nós fizemos isso na turnê inteira, e foi ótimo. Foi um set longo, mas bastante inspirador, e foi bom tocar o álbum do início até o fim.”

Ulrich: “Tem sido divertido. Tem sido bastante interessante compor o novo material e voltando e escutando o ‘Master of Puppets’ – revivendo, reaprendendo. Com o passar dos anos, nós começamos a tocar as músicas um pouco diferente, mas então voltamos e tocamos as músicas exatamente... bem, mais ou menos... os mesmos arranjos que o álbum. Nós colocamos várias partes que tínhamos tirado nos últimos anos. E tem sido interessante compor novas músicas enquanto temos meio que o ‘Master of Puppets’ nas nossas mentes, pois acho que isso está nos afetando um pouco. Algumas das coisas novas possuem o mesmo... é desafiador como algumas coisas do ‘Puppets’ e talvez algumas dessas coisas tenham sido inspirados pelo álbum.

"Nós brincávamos, obviamente, no início quando estávamos tentando reaprender todas as músicas, se soubéssemos há vinte anos que iríamos tocar as mesmas músicas vinte anos depois, nós não teríamos feito-as tão complicadas. Mas nós as reaprendemos, na verdade, mais rápido do que achávamos. Quando nós tocamos o primeiro show na Alemanha no Rock am Ring, ficamos bastante surpresos de como valeu o esforço, e como foi natural estar tocando o álbum inteiro, e obviamente a maneira como os fãs estavam respondendo a isso de uma maneira bastante positiva. Eles estavam ainda mais surpresos do que nós ao saber que ainda podíamos tocar o álbum, e ainda tocar bem e ainda sentir como se estivéssemos no controle disso tudo, pois algumas das coisas são complicadas mas... Nós estamos todos em ótima forma e estamos com um energia física muito boa pela maior parte do ano, então é divertido".

“Mas o que esse álbum significa? É difícil apenas elogiar este álbum. Você já fez bastantes entrevistas comigo para saber como eu me sinto sobre todos os nossos álbuns. Eu gosto da maioria dos nossos álbuns, eu tenho respeito por todos os álbuns, certamente. Eu entendo que as pessoas acham que o ‘Master of Puppets’ é grandioso, mas para mim, é apenas um de vários álbuns, e um de vários álbuns que completa um quebra-cabeça. Não acho que poderia existir um ‘Master of Puppets’ sem o álbum anterior a ele e o álbum depois dele, e isso vale para todos eles, então é difícil para mim em escolher aquele álbum como uma conquista especial, mas eu entendo que para muitas pessoas, aquele é um álbum especial, e eu acho tudo bem. Mas tem sido uma experiência muito positiva. Nós nunca fizemos nada como isso antes – nunca tínhamos tocado um álbum completo, nunca tínhamos celebrado um álbum – e acho que estávamos um pouco hesitantes em fazer isso, pois tínhamos medo de parecermos datados. Nós ainda nos consideremos mais jovens do que somos, e nas nossas mentes, sentimos que ainda fazemos parte da geração atual. IRON MAIDEN e JUDAS PRIEST e AC/DC, eles ainda são heróis e ainda são nossos ídolos, e ainda sinto muito mais... Eu sinto que tenho muita coisa em comum com o TRIVIUM e AVENGED SEVENFOLD e essas bandas com o IRON MAIDEN e JUDAS PRIEST, e todos são os meus heróis. Então é difícil...

"Quando fizemos todo esse lance com o ‘Master of Puppets’, eu acho que fiquei um pouco com medo de que fazemos parte da geração mais velha, você me entende? Mas eu acho isso OK. E está realmente sendo divertido fazer isso. Talvez eu faça isso com todos os álbuns que completarem 20 anos. Quem sabe?!”

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Sobre Vitor Rangel

Um carioca apaixonado pela boa música que no momento está cursando o 5º período de Publicidade na PUC-Rio. Teve seu primeiro contato com o rock ainda na infância, quando sua irmã colocava os discos de Iron Maiden e Pantera no toca-fitas de sua casa. Nos últimos anos, tem se dedicado inteiramente à música e à guitarra. Sua banda favorita é Metallica e também é fã incondicional de Zakk Wylde, Steve Vai e John Petrucci. Escuta de tudo um pouco, desde Madonna até Sepultura. Espera que um dia o Metallica ainda venha fazer um show no Brasil e não tem vergonha em dizer que chorou no show do Black Sabbath, em 2004, no Ozzfest.

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