Freddie Mercury: censura de grupos muçulmanos

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blabbermouth
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Freddie Mercury é motivo de polêmica em sua terra natal. O falecido frontman do QUEEN nasceu com o nome de Farrokh Bulsara na ilha de Zanzibar, localizada na costa leste da África e agora parte da Tanzânia, mas alguns muçulmanos conservadores querem impedir qualquer reconhecimento oficial dele ou da data.

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Abdallah Said Ali, líder do grupo The Association For Islamic Mobilization And Propagation, escreveu ao ministro da cultura local e disse que, devido ao fato do cantor ter sido gay e morrido de AIDS, "Associar Mercury com Zanzibar desonra a nossa ilha, que é um local do Islã".

Ali também escreveu: "O fato de se conceder tal papel a uma pessoa conhecida fora de Zanzibar como um homossexual mancha o nome de Zanzibar... Vamos proteger nossa boa cultura".

Mas nem todo mundo concorda com isso. Simai Mohamed Saidi, proprietário de um restaurante temático chamado "Mercury's", informou que faria uma manifestação no sábado (2 de setembro) e disse à rede de notícias AFP: "Eu planejo pedir às autoridades que defendam Mercury porque ele foi um artista que divulgou Zanzibar para o mundo todo".

Ainda não houve uma resposta oficial do governo a favor ou contra homenagear Mercury.

De acordo com a AFP, Zanzibar é quase 99 por cento muçulmana, embora se considere que a maioria seja moderada, e o governo local trabalha duro para equilibrar os desejos dos muçulmanos praticantes com os interesses da indústria do turismo e das pessoas que levam vidas menos ligadas à religião.


Em uma outra matéria de setembro de 2006, a Launch Radio Networks informa:

Uma celebração planejada para este fim de semana em Zanzibar em honra de seu filho nativo Freddie Mercury foi cancelada devido a protestos religiosos. A população das ilhas de Zanzibar, que ficam perto da costa leste da África, é principalmente islâmica, e muçulmanos conservadores ameaçaram impedir o evento, que teria marcado o 60º aniversário do nascimento do falecido vocalista do QUEEN, de acordo com a agência de notícias AFP. O sheik Azzan Hamdai, do grupo local The Association For Islamic Mobilization And Propagation, disse: "Estamos prontos para unirmos nossas forças contra a festa porque tínhamos informações de que alguns gays estrangeiros viriam participar".

O organizador Simai Mohamed Saída disse: "Tínhamos decidido cancelar a festa após informações equivocadas e inverídicas terem sido espalhadas. Eu peço que, no futuro, os grupos muçulmanos procurem informações corretas de nós, ao invés de confiarem em boatos". Saidi, proprietário do restaurante temático "Mercury", em Zanzibar, também tinha a intenção de usar a festa para arrecadar dinheiro para pessoas com HIV/ AIDS.

Líderes religiosos locais acharam que a homenagem a Mercury, que era gay e morreu de AIDS em 1991, iria contra a sua fé e traria vergonha a Zanzibar, onde Mercury nasceu em 5 de setembro de 1946, com o nome de Farrokh Bulsara.

O governo local foi pressionado a proibir a festa antes que a mesma começasse. As autoridades, que nunca responderam formalmente a essa exigência, supostamente lidam com o equilíbrio precário entre as necessidades das pessoas que não levam uma vida religiosa, a indústria turística e os religiosos conservadores. Entretanto, as redes locais de mídia que são controladas pelo governo foram pressionadas pelo ministro da informação a não cobrirem o evento em homenagem a Mercury organizado por Saidi.




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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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