Twisted Sister: "Ainda temos muita disposição"

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: C.C. Banana, Tradução
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Para encerrar o seu evento "Bananiversary Celebration" de 2006, o comediante especializado em rock 'n' roll C.C. Banana entrevistou todos os cinco membros do TWISTED SISTER. Na terceira destas cinco entrevistas de fim de ano, C.C. Banana falou com o baixista do TWISTED SISTER, Mark "The Animal" Mendoza sobre o último álbum deles, "A Twisted Christmas" e o possível futuro da banda. Alguns trechos dessa entrevista:

C.C. Banana: Agora que a época das festas está acabando, você ficou satisfeito com a receptividade de "A Twisted Christmas"?

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Mark Mendoza: "Sim, tem sido surpreendente".

C.C. Banana: Além de "We're Not Gonna Take It", alguns de seus outros sucessos "satirizou" ou se baseou em músicas natalinas tradicionais?

Mark Mendoza: "Bem, 'We're Not Gonna Take It' foi, obviamente, baseada na música 'O Come All Ye Faithful'. Mas em 'A Twisted Christmas' há algumas partes que copiamos de nós mesmos. Eu diria que 'I'll Be Home for Christmas' é parecida com 'The Price'. Além disso, 'Deck the Halls' tem um riff de uma música pouco conhecida do TWISTED, chamada 'Rock N Roll Saviors'".

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C.C. Banana: O que você daria a Axl Rose no Natal?

Mark Mendoza: "Não sei, provavelmente um soco na cara. Não me leve a mal, eu gosto do cara como artista e como cantor. Eu gosto do GUNS N' ROSES e de todas as músicas deles, mas ele tem sido um grande babaca como frontman profissional. Então eu provavelmente daria um soco na cara dele se eu o encontrasse".

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C.C. Banana: A Lita Ford ainda está com a bola toda?

Mark Mendoza: "Eu não a tenho visto ultimamente, mas vou contar uma história engraçada sobre ela. Não quero soar ofensivo, porque Lita é uma garota muito legal e gosto demais dela. Nos anos 80, o TWISTED SISTER era a atração principal de um show num lugar chamado The Pier na parte oeste de Manhattan [Nova Iorque, EUA]. A banda RATT era convidada especial e a Lita Ford abriu o show. Eu não via Lita desde que ela estava na banda THE RUNAWAYS anos antes, quando eu estava no THE DICTATORS. Naquela época, aquelas garotas estavam constantemente chapadas, cheias de álcool e outras drogas. Quando a Lita chegou no backstage naquela noite, eu estava de pé ao lado do Dee [Snider, vocalista]. Ela correu até ele, disse olá e Dee perguntou se ela se lembrava de mim. Ela olhou pra mim e disse 'Deveria?' Aí eu disse que estive no THE DICTATORS e que costumava ir com ela e as THE RUNAWAYS ao Whiskey-A-Go-Go. E Lita disse, 'Nós transamos?' Ela falou para eu não me sentir insultado porque, na época, ela consumia todo tipo de drogas e álcool. Era uma época tão doida que ela simplesmente não se lembrava. Mas Lita é gente fina e foi muito legal em cantar e tocar guitarra em nosso CD de Natal. Há alguns anos eu não a vejo, mas aposto que ela ainda está com a bola toda".

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C.C. Banana: Escolha algum membro de sua banda e faça uma promessa de ano novo para ele.

Mark Mendoza: "Essa seria uma boa idéia, porque eu poderia dizer muitas coisas e acabar com a banda! Brincadeira! Na verdade, há muita disposição na banda hoje, mesmo que tenhamos passado apenas as últimas quatro semanas juntos. Como você deve saber, fizemos uma pequena turnê pro álbum 'A Twisted Christmas', incluindo shows na TV e tudo o mais. Isso é algo que não fazemos desde os anos 80. Mas a nossa agenda tem estado completamente lotada. A banda adora tocar ao vivo, mas as viagens acabam com a gente. Obviamente, o TWISTED SISTER não é a ocupação principal para nenhum de nós. Tocamos somente uns 25 shows por ano, mas muitos deles exigem até 30 horas de viagem. Isso toma muito tempo. Às vezes ficamos sem tocar o solo por umas 16 horas. Se alguém inventasse um teletransportador do tipo 'Star Trek' para nos levar de nossos quartos para os shows, acho que o TWISTED SISTER tocaria umas 100 vezes por ano. Essas viagens todas nos tiram de nossas atividades diárias e tornam as coisas difíceis para todos nós".

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C.C. Banana: O que os fãs podem esperar do TWISTED SISTER em 2007?

Mark Mendoza: "Bem, tocamos em nosso último show do ano alguns dias atrás em Atlantic City. No momento, não temos absolutamente nada planejado para 2007. Mas isso significa que nada vai acontecer? Não. Apenas precisamos cuidar dessas coisas dia-a-dia e mês-a-mês. Se alguma grande oportunidade aparecer e valer a pena, provavelmente vamos fazer. Estamos tentando deixar de fazer tantos festivais europeus este ano. Quando a maior parte das bandas vai pra Europa, elas ficam lá por algumas semanas. Quando o TWISTED SISTER vai pra Europa, ficamos indo e voltando de avião a cada duas semanas. Fizemos isso por anos a fio, então agora estamos um pouco cansados disso. A única coisa sobre a qual realmente conversamos foi continuar com esse tema natalino no ano que vem. Fora isso, não temos absolutamente nada planejado. Isso não significa que a banda acabou, apenas que não temos planos ainda".

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A íntegra da entrevista (em inglês) pode ser lida no link abaixo.




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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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