Cannibal Corpse virá ao Brasil ainda este ano

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Por Marco Néo, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Chad Bowar, do About Heavy Metal, recentemente entrevistou Alex Webster, baixista do CANNIBAL CORPSE. Seguem alguns trechos da entrevista:

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About Heavy Metal: já faz 25 anos que vocês estão com a Metal Blade. O que faz deles uma boa gravadora?

Alex Webster: "A Metal Blade é uma gravadora que é dedicada ao metal. Nós temos uma relação próxima com as pessoas com quem trabalhamos lá. Se precisarmos, podemos ligar para os chefes. Temos um bom relacionamento com todo o 'staff', de cima a baixo. Eles todos são dedicados ao metal. Brian Slagel, o chefe, procura sempre contratar 'metalheads'. É uma gravadora de metal, e nós gostamos de estar numa gravadora assim."

AHM: Vocês já tocaram em muitos festivais europeus. Há algum em particular no qual você realmente gosta de tocar?

Alex: "O Wacken é sempre um ponto alto porque é um festival muito grande. Mas qualquer dos festivais europeus é diversão garantida. São muito legais porque são ao ar livre. Já tocamos em vários festivais, e usualmente são muito legais. Geralmente não ficamos entre as bandas grandes. Adoramos não só tocar mas também assistir as outras bandas. Somos fãs de metal e se tocamos às três ou quatro da tarde tem mais oito horas de festival para assistir, isso é lindo! Todos na banda adoram, dá pra tomar uma cervejinha aqui e ali e ver as bandas. Não gostamos de fazer o show de encerramento o tempo todo, apreciamos também a oportunidade de assistir outras bandas depois do nosso show."

AHM: Vocês relançaram o "Vile" há pouco tempo com material bônus. Foi feito algum tipo de remasterização também?

Alex: "Eu acho que sim, além disso tem o DVD, que foi filmado pelo nosso amigo Jesse Schopert e alguns chapas dele. Ele filmou vários shows nossos em São Francisco e eu sabia que ele tinha um bom material daquela tour. Alguns ângulos diferentes de algumas músicas desse show apareceram em um outro vídeo nosso. O pessoal da Metal Blade nos perguntou se tínhams algum material bom de show dessa época porque eles queriam fazer um relançamento especial. Entrei em contato com Jesse, e ele disse que algumas pessoas filmaram aquele show. Ele contactou essas pessoas e editou todo o material, que ficou ótimo por ser totalmente bootleg. Ficou muito bom, pra falar a verdade. Nós ficamos muito contentes com ele, vale mais a pena pra quem vai comprar o álbum se tiver um DVD de graça junto, especialmente se a pessoa já tem o álbum".

AHM: Há planos para outros relançamentos?

Alex: "Eu não sei, depende da gravadora. São eles que decidem esse tipo de coisa, se fosse depender da gente provavelmente nunca haveria relançamento nenhum. Esse não é o tipo de idéia que alguém da banda teria, é algo que veio da gravadora e nós concordamos. Ao que parece eles sempre relançam alguma coisa de tempos em tempos, então não me surpreenderia se eles relançassem o 'Gallery of Suicide' daqui a dois ou três anos, quem sabe."

AHM: Qual disco do CANNIBAL CORPSE você considera o mais injustiçado?

Alex: "Provavelmente o 'Bloodthirst'. Foi um que achamos que saiu muito bem. Na verdade foi o que menos vendeu. Nós achamos que é um dos nossos melhores álbuns e não vendeu tanto. O pessoal gostou, mas para vendas foi um ponto baixo. Eu acho que todos na banda concordam que foi um dos nossos trabalhos mais fortes, eu recomendaria às pessoas que conferissem esse álbum se ainda não ouviram, porque é um grande álbum que passou despercebido. Provavelmente haviam muitos outros grandes lançamentos de bandas de Metal naquele ano. Eu recomendo a mais pessoas que fossem atrás desse álbum porque é um de nossos melhores."

AHM: Você considera a internet a maior mudança que você viu na indústria da música?

Alex: Eu diria que os computadores são. Eles mudaram o jeito das bandas gravarem, eles mudaram muita coisa. É totalmente diferente quando você tem programas como o ProTools. A maneira que dá pra editar as músicas com isso mudou totalmente as regras do jogo. Muita coisa pode ser polida e limpa muito mais do que poderia ser feito há 20 anos. Fez com que uma boa gravação ficasse muito mais barata. Hoje em dia uma banda pode fazer uma gravação com ótima qualidade por 5.000 dólares. Na época das gravações análogas, conseguir uma boa gravação com esse dinheiro era um milagre, mas agora, com o ProTools, muitas demos de bandas novas soam melhores do que álbuns do final dos anos 80. As coisas mudaram e eu procuro olhar isso pelo lado positivo. É claro que também tem um lado negativo, mas é melhor focar no positivo porque essas mudanças vieram pra ficar."

AHM: Você acha que daqui a 5 ou 10 anos ainda vão existir CDs?

Alex: "Daqui a cinco ou dez anos, sim, mas depois disso é difícil dizer. Eu ainda acho que eles vão existir por um bom tempo. Se o preço pra comprar uma música pelo iTunes e gravar no computador é o mesmo, por que não comprar a versão com capa, caixinha e tudo o mais? Você automaticamente tem um backup. Toda vez que eu compro um CD eu carrego ele no meu iPod. Se algo acontece com o iPod eu ainda tenho os CDs. Eu não acho que a capa do CD, a caixa, podem ser substituídas por algo digital, é o mesmo que acontece com os livros. Quem quer um livro digital? Não é a mesma coisa que manusear o papel, eu acho que as pessoas vão querer ter esse prazer por muito tempo ainda, e o mesmo acontece com os CDs."

AHM: Qual a previsão para um novo álbum de estúdio do CANNIBAL CORPSE?

Alex: "Eu já comecei a escrever riffs pra ganhar tempo. A turnê do último álbum está sendo mais longa do que de costume. Normalmente, a essa altura, nós já estaríamos compondo um novo álbum. Mas vamos continuar a fazer a turnê de divulgação deste play até outubro. Vamos fazer outra turnê dos EUA em setembro e outubro, depois disso vamos para o Brasil. Temos muita coisa pra fazer até outubro. Provavelmente só em novembro vamos começar a compor, pra apresentar as música uns para os outros em dezembro ou janeiro de 2008 e começar a trabalhar nelas. Gostaríamos de começar a gravar no verão de 2008 (no hemisfério norte) pra podermos lançar um álbum novo no fim de 2008 ou começo de 2009."

Leia a entrevista completa (em inglês) neste link.



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Sobre Marco Néo

Nascido na primeira metade dos anos 70, teve seu primeiro contato com sons pesados quando o Kiss veio para o Brasil, em 83, mas não compreendeu bem o que era aquilo. A contaminação efetiva ocorreu um ano depois, quando conheceu Motörhead, Judas Priest, AC/DC, Iron Maiden. Desde então, tornou-se um apaixonado colecionador de tudo o que se refere a Metal e Rock'n'Roll, independentemente de subestilos.

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