Rock & Diversão estréia no Cine Lapa
Por Carlos Ribeiro
Fonte: Rock & Diversão
Postado em 27 de outubro de 2007
No dia 11 de novembro, a Lapa será mais uma vez o palco da estréia de uma nova empreitada de entretenimento no Rio de Janeiro. A partir das 15 horas, seis bandas promissoras de cena independente estarão se apresentando no Cine Lapa, na inauguração do Rock & Diversão.
Idealizado pelo produtor e jornalista Carlos Ribeiro, o evento conta com a colaboração da também produtora Luanda Morena e tem a finalidade de contribuir para uma maior aproximação entre artistas independentes e um público que vá além de seus amigos.
Ex produtor da Casa da Zorra, CRibeiro promete surpresas para a platéia e para os músicos e adianta que o público também terá participação ativa no palco, mas não revela de que forma. A única dica é que quem tiver, por exemplo, caneta e papel estará no páreo para ganhar brindes.
Sobre as bandas
Tocando há quase três anos com a atual formação, a Breve! tem como proposta fazer releituras da MPB com o vigor e a energia do rock, além de tocar músicas deste gênero que, de preferência, tenham vocais femininos. Isso porque à frente da banda formada por Cláudio China (guitarra), Marcio Magrão (bateria) e Murillo Jr.(baixo), está a menina Jú que, além de se mostrar uma promissora guitarrista, é também dona de uma poderosa voz que vem surpreendendo a todos por onde passa.
Como diz Leonardo Rodriguez, da Astral Music Record, a Ed Bravo tem um estilo próprio e letras com refrões chicletes, daqueles que grudam e faz a pessoa cantarolar por um bom tempo. Desde que surgiu, em 2005, deu para perceber que é uma banda que veio para ficar e que, se o mercado visar a qualidade musical, isso logo logo acontecerá. Pelo menos as portas estão se abrindo. A Ed Bravo, que gravou seu segundo CD independente no presente ano, já tem registrada sua presença em lugares como Circo Voador e Programa Atitude.Com.
Durante o 3º Fest Zorra, num dos domingos de apresentação, subia ao palco uma banda com um nome estranho e mais diferente ainda dos já diferentes nomes que recheiam nosso mundo rock. Lá estava a Casa de Bicho marcando presença com uma postura de palco tão impressionante que inibiu qualquer possibilidade de passar desapercebida. Para muitos pode ser difícil definir o estilo que o quinteto, que tem Lalinha a frente, toca. Mas a maioria concorda que, independente de ser um hardcore, um numetal, ou qualquer outro som bem pesado, os caras são bons demais. Para quem ainda acha que hardcore é apenas barulho e música incompreensível, tem na quarta banda do dia uma grande oportunidade de mudar totalmente de idéia. Com sete anos de ralação, a Toatoa chama atenção do público, criando uma atmosfera diferente, com batida rápida, som pesado e vocais melódicos, com todos os cinco componentes cantando. E o melhor: sem desafinar. Não por acaso, a banda começou a rodar o Brasil, tocando em Festivais como o Grito Rock de Cuiabá e o de Alegres (ES). Os caras levaram para fora do Rio a grande mistura que fizeram unindo rock, ska, disco e até ritmo cubano. Deu no que deu: excelente som.
"Há muito a ser feito, escrito e exposto" é a frase que encerra um breve release da Intifada, uma banda que se apresenta com o intuito de fazer boa música, com letras socialmente comprometidas. O intuito fica por conta do vocalista Flávio XL porque para o público, o quarteto já atingiu, e com sobra, esta finalidade. Retratando a realidade social e opressora, inúmeras vezes não visíveis aos olhos, principalmente de que não quer ver, a Intifada se utiliza do RapRock para mandar, e muito bem, o seu recado. O quarteto compõe segundo a "escola do Rock" e escreve segundo a "escola do Rap". Assim como sugere a pronuncia do nome, Fuzzcas pode ser considerada como um antiquário, mas daquele que todos gostam. Com um ritmo leve e suave, a banda que tem a frente dos vocais a bela Carol, diz ter como proposta resgatar a sonoridade e o visual dos anos 20, 50 e 60. E, parece ter conseguido. Basta lembrar dos filmes antigos exibidos na Sessão da Tarde, na década de 80, e torna-los coloridos. A grande diferença vem na trilha sonora, que também chega a ser melancólica, mas com músicas de atitude rock and roll. Basta ouvir e curtir "Seja o que For".
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