Tarja Turunen: "leio muitos livros do Paulo Coelho"
Por Rodrigo Pelais
Fonte: Blabbermouth
Postado em 12 de janeiro de 2008
James Young, da "Live 4 Metal" britânica, entrevistou recentemente a ex-vocalista do NIGHTWISH, Tarja Turunen, que falou sobre seu primeiro disco solo.
Live 4 Metal: Qual a recepção que seu novo álbum tem recebido? Você está em primeiro lugar nas paradas finlandesas, então deve estar sendo boa!
Tarja: "As notícias são muito boas! Também está em número 3 nas paradas alemãs. Para mim foi um estouro, e um momento muito importante. Com certeza por conta de ser meu primeiro álbum solo eu sinto muito, pessoalmente falando, é um êxito pessoal pensar que todo o trabalho duro está sendo recompensado, e esse é um grande momento na minha vida já que estou crescendo muito como artista e como pessoa no meio de todo esse processo. Eu não posso reclamar pois é um ótimo começo, embora ontem eu estivesse conversando com alguns fãs e eles disseram que veêm essa mudança continuamente em mim".
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Live 4 Metal: Quem ou o quê foi sua influência para este álbum?
Tarja: "As pessoas, principalmente, têm sido minha maior influência. Tenho recebido uma grande rajada de energia vindo delas e eu chamo o público de 'minha tempestade de inverno'. Elas têm sido minha maior influência, me segurando aqui e ali e me sacudindo e isso é muito importante. Tenho lido muitos livros do Paulo Coelho e gosto da sua visão da vida de um modo geral. Eu gosto de como ele fala de viver em um sonho. Tem me ajudado por muitos anos com seu modo de ver as coisas, o que ajudou a me entender melhor. É muito importante se sentir bem. A vida pode ser bem dura para um artista, considerando o momento em que está vivendo. Más vibrações chegam até você. Agora eu entendo que não existe mal na vida que não nos fortaleça e, pode até fazer você entender quem você é e o que quer fazer de sua vida, e eu vivo minha vida como se estivesse seguindo meus sonhos".
Live 4 Metal: O quanto você direcionou o álbum para o Rock ou o Metal, ou ele é mais clássico? Qual proporção que você aplicou aos estilos?
Tarja: "O álbum é uma mistura. Como artista, não tem nada melhor do que a oportunidade de subir no palco e agitar ao som de poderosas guitarras. Eu adoro muito isso, sinto até nos ossos e explode de dentro pra fora como um som massivo. Eu adoro isso, é fantástico, mas por outro lado algumas músicas depois são tão suaves e calmas com melodias belíssimas e harmonias, dando ao público uma perspectiva e atmosfera diferentes. Isso é um desafio pra mim, que venho enfrentando isso há anos. Eu amo esse contraste. Adoro o fato de que, se eu fizer um show de Heavy Metal, eu posso ir a um festival de ópera após dois dias e fazer uma boa apresentação".
Live 4 Metal: Você é realmente uma fã de Metal ou sua preferência é por ouvir Óperas?
Tarja: "Ambos. Atualmente eu não ouço muitas Óperas. Eu ouço música clássica quando estou precisando relaxar. Depende muito do meu ânimo também. Eu vou tanto a shows de Metal quanto a shows de Opera, e eu adoro os dois. Quando eu preciso de alguma energia extra pela manhã, eu posso colocar um CD de Metal para tocar, porque me põe pra cima! Música clássica me joga pra fora da estrada (risos)! Sério, me interesso por ambos estilos, tenho estado dentro deles por tanto tempo que nenhum deles isoladamente pode contar minha história completa, mas juntos eles o fazem".
Live 4 Metal: Por que você selecionou "Poison" do ALICE COOPER entre todas as músicas no mundo que você poderia escolhar pra fazer uma versão?
Tarja: "Boa pergunta (risos)! Foi uma coincidência... Eu queria que houvesse um cover no CD mas estava difícil escolher. Você não acreditaria na quantidade de boas músicas que são compostas e de grandes artistas que existem. Sempre que procurava por uma música eu era levada de volta aos anos oitenta na minha adolescência, quando eu ouvia Hard Rock. Eu passava por algum problema! Em maio ou abril, estava dirigindo na Finlândia e tocou ALICE COOPER no rádio do carro umas 4 ou 5 vezes no mesmo dia. Eu estava rindo do fato que, enquanto eu estava dirigindo, eles estavam tocando essa música várias vezes, então eu comecei a brincar com algumas idéias malucas. E se eu fizesse um cover disto? Como sairia? Como eu poderia fazer ela se encaixar ao som do álbum comigo como cantora? Haviam muitas coisas com as quais me preocupava. E de fato não foi fácil, há centenas de backing vocals e riffs de guitarra. Eu disse a mim mesma que não haveria nenhum solo de guitarra no meu álbum, apenas solos de cello. Então haverá um solo de cello nesta também! A gravadora realmente gostou da música, e a minha idéia de como interpretá-la, então começou a funcionar. Foi muito bom, eu realmente gosto desta faixa".
Leia a entrevista inteira (em inglês) no live4metal.com.
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