Confira entrevista com autor de artigo científico sobre o Iron Maiden
Por Átila Pretorius
Fonte: Distorção
Postado em 10 de julho de 2009
A coluna Distorção, veiculada no portal O Dia, entrevistou Rodrigo Medina, autor do artigo científico "When two worlds collide: representações do real e monstruosidades fantásticas no conjunto simbólico das capas de álbuns e singles da banda IRON MAIDEN".
Confira alguns trechos:
Distorção - Manifestação, renovação social e liberdade. O que mais faz do Heavy Metal um estilo ‘condenado’ à eternidade?
Rodrigo Medina: "Certamente não o estilo, mas o espírito que, por meio dele, se manifesta. A explosão frente ao recalcamento das restrições sociais, a transgressão à ordem posta, a irreverência frente aos poderes estabelecidos, a desobediência aos códigos de conduta impostos por aqueles que gozam de poder, a afronta à moral religiosa, a denúncia da corrupção da alma humana, o mergulho em seus vícios e vicissitudes: não é recente na História o Homem expressar seus desejos, anseios e frustrações por meio da música.
Aliás, esta que precede a própria linguagem falada, que inventou a mentira; na expressão musical da alma humana, por meio da sonoridade, encontramos mais facilmente o Homem em estado puro. Sendo assim, o espírito que hoje é catalisado pelos acordes distorcidos do Heavy Metal pode ter habitado, guardadas as devidas proporções, sonoridades como as de Mozart e Beethoven, por exemplo, que ao seu tempo foram vistos, por muitos, como transgressores de uma estética musical estabelecida, bem como aos valores postos em suas respectivas sociedades.
Pensar a eternidade para o Heavy Metal implica em verificar a permanência de comportamentos que, em transformação na marcha da História, continuam respondendo a estímulos que permanecem quase inalterados, alocados no mais profundo abismo da condição humana. Toda sociedade está fadada a deixar de existir e todos os sistemas culturais estão condenados à perene transformação, logo, o Heavy Metal, que mais que uma mera sonoridade, representa um estilo de vida, para futuras gerações terá deixado de existir; mas seu espírito não, o que moverá a condição humana a explodir os grilhões que insistem em acorrentar a juventude, o questionamento crítico e o novo, a reinventar sonoridades onde esse espírito continue a se manifestar de forma criativa".
Distorção - O trecho "Os que viveram o heavy metal nas décadas de 1970 e 1980 não são hoje, necessariamente, motociclistas de terceira idade, vestindo jaquetas de couro, com cabelos e barbas longas e grisalhas, com mulheres louras na garupa de suas chopers e Harley Davison’s; muitos são burocratas, banqueiros, analistas de sistema, médicos e vejam só: historiadores!", traduz, integralmente, o pensamento dos milhões de headbangers espalhados ao redor do mundo, sempre taxados de "geração perdida", "vagabundos" e "marginais", quando, na verdade, essa padronização só leva a julgamentos precipitados, criando os famosos "guetos" culturais.
Rodrigo Medina: "Evidentemente isso é fruto de juízos de valor, geradores de sensos comuns, de onde advém o esteriótipo ou o rótulo do headbanger como vagabundo ou marginal.
É claro que sub-grupos de intolerância, dentro do Heavy Metal, auto-intitulados 'trues', que intimidam e até mesmo agridem outros grupos apenas por não dominarem um determinado repertório, não ajudam em nada. Mas já está claro que essa visão esteriotipada é expressão do mais medíocre preconceito".
Leia a matéria completa no link abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Bangers Open Air anuncia 5 atrações para Pré-Party exclusiva em abril de 2026
Alter Bridge, um novo recomeço
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
O critério do Angra para substituir Andre Matos por Edu Falaschi, segundo Rafael Bittencourt
Baixista admite que formação clássica do Dokken tocou mal em última reunião
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A banda que faz Lars Ulrich se sentir como um adolescente
Roger Waters dobra a aposta após falar de Ozzy; "não gosto de quem morde cabeça de morcego"
Os três gigantes do rock que Eddie Van Halen nunca ouviu; preferia "o som do motor" do carro
Kreator divulga clipe de "Krushers of the World", faixa-título de seu novo disco
Divulgado o título da nova biografia de Dave Mustaine (Megadeth)
Led Zeppelin e o Mud Shark
O hit da Legião Urbana que Renato compôs para Marisa Monte e fala sobre pureza
Sebastian Bach e o maior arrependimento que lhe trouxe a amizade com Axl Rose


31 discos de rock e metal que completam 20 anos em 2026
Polícia faz operação "Fear of the Pix" contra venda ilegal de ingressos para o Iron Maiden
A importância do In Flames na formação musical de Matt Heafy, vocalista do Trivium
O dia em que Lars Ulrich exaltou o Iron Maiden durante conversa com Steve Harris
O aspecto do Iron Maiden que mais orgulha Steve Harris, segundo ele mesmo
As melhores músicas de heavy metal de cada ano, de 1970 a 2025, segundo o Loudwire
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
O clássico do Deep Purple que apresentou Bruce Dickinson ao mundo do rock
A música do Iron Maiden sobre a extinção do Banco de Crédito e Comércio Internacional
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
Bruce Dickinson revela qual a sua música favorita do Led Zeppelin
A banda de Metal brasileira que chamou a atenção de Bruce Dickinson



