Corey Taylor, do Slipknot, comenta o fundo do poço e tentativa de suicídio
Por Karina Detrigiachi
Fonte: Blabbermouth
Postado em 09 de setembro de 2009
O vocalista do SLIPKNOT, Corey Taylor, concedeu em setembro de 2009 uma entrevista onde falou sobre sua vida pessoal, suas bandas SLIPKNOT e STONE SOUR, além de uma tentativa de suicídio em 2003.
Abaixo seguem alguns trechos da conversa.
O STONE SOUR foi a banda com a qual você iniciou sua carreira. Quais suas lembranças favoritas daquele tempo?
"Minhas lembranças favoritas do STONE SOUR foram os primeiros anos. Tudo era uma descoberta, era tudo novo.
Foi a primeira banda com a qual eu realmente ganhei experiência em compor, foi a primeira banda com a qual eu me apresentei ao vivo, foi a primeira banda com a qual eu excursionei em cidades diferentes, eu era jovem e estava enlouquecido.
Eu tinha o cabelo loiro comprido, pesava por volta de 63 kg encharcado de suor e achava que eu era a coisa mais sexy que existia! Embora tenha sido muito divertido!
Mas isso me ensinou muito, não era mesmo como se um fosse trabalho, eu vivia para tocar música.
Lembro-me que uma vez falei que iria viver sem dinheiro, somente com o que ganhávamos com o STONE SOUR - o que não era muito - eu era capaz de comprar cigarros e bebida! Era isso! Agradeço a Deus por existirem avós, porque foi a minha quem me manteve alimentado.
Mas minhas lembranças favoritas eram de que tudo era novo, não havia nada que nós não podíamos fazer, não havia nada que eu não iria tentar no palco.
Eu lembro que o STONE SOUR me ensinou que eu amava isso, me ensinou que eu adorava trabalhar.
Eu lembro que saíamos e tocávamos durante semanas fazendo três sets de músicas covers com uma hora de duração, porque era somente o que tínhamos pra fazer, e então descobrimos que éramos realmente bons.
Isso já é outra coisa, me ensinou que era realmente bom no que faço e que as pessoas gostavam, trazíamos algo até as pessoas. Era fantástico.
Eu não tenho arrependimentos sobre esses dois primeiros anos, eu ouço algumas coisas dessa época e fico tipo 'Caramba, é tão característico daquela época!'
Mas ao mesmo tempo era somente como um tratamento para ser capaz de escrever uma canção e, em seguida, tocá-la para as pessoas.
Depois do STONE SOUR, você se uniu ao SLIPKNOT, e com eles atingiu um sucesso incrível. Houve amigos que te ajudaram a passar de uma banda para outra?
"Eu lembro de quando me convidaram. Quando deixei o STONE SOUR para me juntar ao SLIPKNOT, me convidaram às 4 da manhã para ir a um sexy-shop, eles entraram e não vieram direto falar comigo, ficaram andando na loja. Sei que há toda uma história de que eles ameaçaram me matar se eu não entrasse para a banda, o que é uma bobagem, deixa eu te contar! Eles estavam com muito medo de falar comigo, e de coração, é real.
Eles andavam pela loja olhando para cada caixa que podiam, e eu estava sentado no balcão apenas os observando, e pensando o que estava acontecendo ali?
Primeiro, por que eles estão aqui? Nunca vi esses caras juntos, então eles vieram e o Clown, que Deus o abençoe disse, ‘Sabe cara, eu vou deixar isso aqui.’ Foi adorável, eu no começo tava nervoso, meu cérebro gritava ‘sim’! Mas minha boca disse ‘Sabe, eu vou tentar, farei uma tentativa’. Pois você tem de pensar que foi um grande salto, na época o STONE SOUR era muito hard rock mas eu não gritava de fato, era bem melódico, era tudo relacionado ao hard rock. E isto era entrar em uma banda de metal onde eles não tinham limites e obviamente eu queria fazer isso mas havia algo na minha mente que dizia ‘vamos tentar e ver o que acontece.’ Na noite seguinte encontrei meu melhor amigo Danny - e falei ‘Cara, fui convidado para entrar no SLIPKNOT’. E ele enlouqueceu, e falava ‘Você realmente tem de fazer isso! Você tem de fazer isso’. E o resto é história".
Neste período, você estava bebendo muito, de tarde até a noite, o que acabou te levando a uma tentativa de suicídio no Hyatt Hotel em 2003. Você pode nos contar o que aconteceu?
"Se eu cheguei ao fundo do poço, então foi naquela vez. Depois do sucesso inicial do SLIPKNOT, houve vários pontos altos, mas em 2003 houve um ponto realmente baixo. Eu havia chegado num ponto onde não culpava mais ninguém, pois eu também me permiti chegar naquele estado, mas na época eu realmente tinha um problema com a bebida. Mas álcool não era realmente o problema, e sim os problemas que estavam acontecendo na minha vida. Obviamente houve o incidente no Hyatt, o qual consigo me lembrar claramente. Foi bem depois de eu desmaiar, me lembro de debruçar na varanda, preparado, e Deus abençoe meu amigo Thom Hazaert — se ele não tivesse aparecido lá, nós não estaríamos tendo esta conversa agora.
Você se abandona, se deixa chegar a um ponto, igual ao que eu disse antes, onde parece que nada vai mudar. Mas você supera esses problemas e percebe que, ‘sabe de uma coisa, eu posso mudar essa coisas, posso modificar tudo que esta acontecendo comigo.’
E isso foi quando eu comecei a dar os primeiros passos na tentativa de me afastar disso. Tive de abandonar a bebida por um tempo e manter o foco em mim, me focar novamente em mim e após alguns anos e drásticas mudanças, aqui estou, esperando pelo melhor. É um sentimento muito bom saber que você está no controle do seu próprio destino".
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