Megadeth: "É muito bom acordar e não ter de ir trabalhar"
Por Karina Detrigiachi
Fonte: Pitch Black
Postado em 03 de novembro de 2009
O baterista do MEGADETH Shawn Drover recentemente concedeu uma entrevista para a revista Pitch Black e abaixo podem ser conferidos alguns trechos da conversa.
O que você pode nos dizer sobre a música "Head Crusher"?
Drover: "O Dave [Mustaine, guitarrista e vocalista] foi para Los Angeles para alguns encontros e eu fiquei no estúdio com o Andy [Sneap, produtor], e Dave disse que em vez de tirar um dia de folga e ir para a praia, que era uma opção, ele disse, ‘Se você quiser, porque você não aproveita todas as idéias que você tem e as grava?’, e eu disse: ‘Bem, eu tenho um monte de ideias. Então no dia seguinte fui para o estúdio com o Andy e surgiu a música ‘Head Crusher’. Quando Dave voltou, ele tinha uma ótima amostra demo de uma música, que, para minha sorte, entrou para o álbum. Havia muitas coisas que ele não gostava e que queria mudar, por isso acabou sendo uma colaboração".
Como as outras músicas foram escritas?
Drover: "O Dave guardou alguns riffs por muitos anos, alguns são realmente novos, mas alguns ele já possui há vários anos. Eu chamo de ‘caixa de Pandora dos riffs de metal’. São apenas arquivos e mais arquivos de riffs de guitarra e partes de músicas e muitos delas eram tão boas que nós pensamos, ‘Oh meu Deus, vamos pegar esta parte e trabalhar nela, e vamos pegar esta parte e colocá-la com esta e ver se funciona.’ Apesar de ter sido uma colaboração, quando nós realmente fomos lá e as tornamos em algo físico e começamos a trabalhar nas músicas, tudo aconteceu 90 por cento, além das minhas canções, e uma música que Chris [Broderick, guitarrista] escreveu chamada ‘The Hardest Part of Letting Go’, foram todas coisas que Dave tinha há muito tempo, ou trouxe à tona e simplesmente trabalhamos nelas e deu certo".
Como um baterista em tempo integral, o quão feliz você ficou em tocar?
Drover: "É muito bom acordar todos os dias e não ter de ir trabalhar. Fui trazido à Terra para fazer isso. Se eu pensei que um dia chegaria neste nível? Eu esperava conseguir, mas o trabalho com o EIDOLON, aceitamos muito bem as coisas como estavam e estávamos felizes. Não estávamos dispostos a nos enfiarmos em clubes por meses a fio e chegar em casa sem dinheiro e perder nossas casas, o que não era uma opção para nós, então nós meio que o tornamos mais um projeto de estúdio, tocamos em alguns festivais na Alemanha, fizemos alguns shows em Montreal, em Toronto, nos Estados Unidos, e estávamos bem assim. Lançamos sete álbuns de estúdio. Fizemos um pouco de sucesso. Sucesso é subjetivo mesmo, então ficamos felizes com isso, mas eu sou muito mais feliz agora, sabendo que eu tenho a liberdade de fazer isso para viver e estar em casa e gastar 100 por cento do meu tempo com minha família quando não estou em turnê."
Você sempre quis tocar Metal?
Drover: "Sempre rock, com certeza. Venha da escola de bandas como RAINBOW, BLACK SABBATH e RUSH e todo esse tipo de coisa. E depois eu descobri o JUDAS PRIEST em 1979 e um pouco depois o IRON MAIDEN. Com o tempo eu fiquei mais e mais pesado, mas ao mesmo tempo, eu também gosto muito de jazz, porém ultimamente hard rock e metal é o que mais têm me atraído".
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