Warfare: entrevista com o baterista e vocalista Paul Evo
Por Demian Filipe Ferreira da Silva
Fonte: Screams in The Night
Postado em 19 de fevereiro de 2010
Durante os anos 80, surgiu uma banda lendária que nos trouxe a desgraça sob a alcunha de WARFARE. A sonoridade era uma mistura de Metal com Punk, como já havia sido experimentada por bandas como MOTÖRHEAD, VENOM e TANK. Porém, de uma forma ainda mais intensa e caótica, começando assim a forma de expressão de ódio que viria a se chamar Metalpunk. À frente desse "campo de guerra" estava Paul Evo, mais conhecido como apenas Evo, que assumia bateria e vocais. O Warfare se dissolveu no início dos anos 90, mas deixou seu legado para as futuras gerações. A respeito dessa trajetória, Evo nos forneceu várias informações ao longo da entrevista que se segue.
Screams in The Night – Evo, em primeiro lugar eu gostaria de dizer que considero o Warfare uma das melhores bandas que já ouvi e é uma honra entrevistá-lo. Mas, vamos falar um pouco sobre sua carreira antes do Warfare. Como foram os tempos em que você esteve nas bandas Angelic Upstarts, The Blood e Major Accident?
Evo: "Obrigado. Eu estive no Major Accident por três Singles e um Álbum, eles eram a maior coisa da cena em minha área local. Mas eu almejava mais, assim me mudando para a capital e me unindo ao The Blood, que na época era destinado pela imprensa a ser a próxima coisa grande depois do novo The Damned, embora não fosse. Eu fui para Soho para uma boa diversão e encontrei o baixista do [Angelic] Upstarts, que me disse que estavam procurando por um baterista. O resto, como dizem, é história. A cena musical na época era diferente de hoje, era mais vibrante, mais raivosa, nós tínhamos rebelião de verdade e nós nos dispúnhamos a isso PRA CARALHO!"
Screams in The Night - Como era a cena Punk na época? Você sempre teve interesse no Metal? Como era relação entre os dois estilos?
Evo: "O Punk era muito underground e menos comercial que poucos anos antes. Novas bandas estavam dominando, como Iron Maiden, Tank, e eu realmente gostava de coisas poderosas. Quando eu estava em bandas punks, eu costumava ouvir Pink Fairies, Motörhead, Budgie, etc, e, embora eu tenha sido um precursor, a molecada estava começando a gostar de ambos os estilos. Então eu pensei 'eu lhes darei ambos os estilos, apenas mais macabros e acima do nível do que qualquer coisa que tivesse aparecido antes... assim nasceu o Warfare'".
Screams in The Night - Então, como veio a idéia de misturar Metal com Punk? Foi difícil encontrar pessoas com o mesmo interesse?
Evo: "Eu criei o interesse. Obviamente, as pessoas e outros músicos pensaram que eu estava fodidamente louco, eu as disse para aumentar o volume até suas orelhas sangrarem... eu não iria sossegar por nada menos".
Screams in The Night – Em 1984, o Warfare trouxe seus primeiros massacres ao mundo. Embora já houvesse bandas com elementos punk, como Venom e Tank, o Warfare foi algo como um passo definitivo para levar o estilo para dentro do Metal, tanto que é considerado o primeiro grupo de Metalpunk. Como foi a reação do público? Vocês encontraram resistências?
Evo: "Os músicos de outras bandas pensaram que eu estava virando piada, mas é, cara, o mundo estava pronto para o Warfare e a reação do público foi ótima. Eles o amaram, cara".
Screams in The Night - Você trabalhou com figuras como Algy Ward, Cronos e Lemmy, que, respectivamente, produziram "Pure Filth", "Metal Anarchy" e "Mayhem, Fuckin’ Mayhem". Como foi a experiência? O quanto eles contribuíram com o desenvolvimento do som da banda?
Evo: "Eu criei o som e eu produzi o primeiro EP do Warfare. Então, eles não contribuíram para o som como ele era. Entretanto, eles eram todos membros de bandas pelas quais eu possuía 100% de respeito e foi bom trabalhar com eles".
Screams in The Night - Assim como as músicas, as letras do Warfare são agressivas e caóticas. Elas são freqüentemente sobre sociedade corrupta, destruição e Armageddon. Quais foram suas inspirações? Você é um fã de literatura e cinema futuristas, sobre ficção científica e cyberpunk?
Evo: "Todas as letras vêm de experiência de vida e o modo como eu vivia. Eu me recusei totalmente a me conformar (mesmo quando criança, eu era um pequeno bastardo puro) e eu ainda recuso a me conformar hoje em dia. Eu só desejo que os mais jovens sigam o meu exemplo. Assim, as inspirações foram o anti-conformismo, crença em si mesmo e individualismo".
Leia a matéria completa no link abaixo:
http://www.screamsinthenight.net/2010/02/entrevista-evo.html
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