Slayer: "temos uma platéia hardcore", diz Tom Araya

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Por Nathália Plá, Fonte: blabbermouth.net, Tradução
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O AOL Music entrevistou o baixista/vocalista do SLAYER Tom Araya. Seguem alguns trechos da conversa.

AOL Music: Você tem tocado thrash metal por 30 anos — como você ainda faz isso?

Araya: Eu só vou lá e toco, cara. Eu não penso nisso na verdade, eu simplesmente faço. Quando você começa a pensar sobre o que está fazendo, você tende a desviar do caminho. Eu não posso mais banguear, então agora eu tenho de fazer sem o headbanging.

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AOL Music: Você acha que esse tipo de música é imortal?

Araya: Acho que se a banda é boa e a música é boa, toda música é assim. Sempre haverá alguém ouvindo, e então haverá essa pessoa que a descobre. Eles nunca descobrem as bandas ruins, eles descobrem as bandas boas. É assim que foi comigo – eu conheci o ZEPPELIN e SABBATH, e foi quando eu era bem novo, no início dos anos 70. Era música boa, canções boas.

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AOL Music: Você considera então que gente como a Lady Gaga é só uma mania, ou sua música também vai se tornar imortal.

Araya: Ela tem umas músicas boas, mas é o álbum todo que é bom ou só uma ou duas músicas? Meus filhos são assim. Sempre que escutam música, eles vão gostar de uma certa banda e dirão "Como é o álbum?" "Eu não sei" "Como assim que você não sabe?" "Bem, gosto só dessas duas músicas" "Bem, você tem de ouvir o álbum inteiro". Eu disse a eles que é realmente importante gostar de todas as músicas – se você não gosta de todas as músicas, então você vai esquecer da banda bem rapidamente. Minha filha gosta muito do THE STROKES. E eu ouvi umas coisas deles – são músicas muito boas, os álbuns deles são muito bons – então para mim, não seria surpresa se eles ficarem poderosos.

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AOL Music: Há "fãs" do SLAYER por aí que só gostam das músicas conhecidas?

Araya: Eu vejo muito disso por aí. As pessoas estão aí talvez por essa razão e só por essa razão. Elas ainda vão e ficam tipo 'Quando eles vão tocar aquela música?' e elas tem sorte, porque nós provavelmente vamos tocar essa música! Muitas bandas saem e tocam coisas novas e nunca tocam as coisas antigas, e algumas pessoas vão só parar ouvir aquela tal música. Depois de estar por aqui há 30 anos, nós temos um público hardore. Talvez dois ou três por cento do público é hardcore. Eu sou mais esses três por cento do público e é por isso que estamos aqui. Estou aqui por eles.

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Leia a entrevista na íntegra no AOL Music:
http://music.aol.co.uk/2011/07/22/slayer-interview/




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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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