Eddie Trunk: sem deixar pedra sobre pedra em entrevista
Por Nacho Belgrande
Fonte: Site do LoKaos Rock Show
Postado em 25 de agosto de 2011
Com 30 anos no ramo musical trabalhando como A & R na Megaforce Records, no rádio «atualmente na rede via satélite Sirius/XM e na Q194 FM em Nova Iorque», televisão «VH1 Classic», e agora como autor literário bem-sucedido, Eddie Trunk é um bastião do hard rock e do heavy metal. Trunk, um semi-utópico fã de rock e metal, sentou-se com o site estadunidense Oregon Music News para falar sobre seu livro, Eddie Trunk’s Essential Hard Rock and Heavy Metal e a oitava temporada de That Metal Show no canal VH1-Classic, que estreou dia 20 de agosto passado nos EUA.
Em um comunicado à imprensa, Eddie afirma, "Hard Rock e Heavy Metal são duas coisas diferentes, ainda que conectadas. Eu sempre gostei dos dois mundos. As pessoas me perguntam como você conecta o Pantera, por exemplo, e o Poison? Pra mim, é óbvio! Se você cresceu nos anos 80, aqueles eram os dois mundos. Quando garoto, eu descobri que a maioria das pessoas estava em um lado ou outro da cerca. Eu nunca estive. Eu gostava dos dois mundos. Eu caminhava pelos dois mundos. Eu ainda, até hoje, apóio os dois mundos: em meus programas de radio, no meu programa de televisão e em meu livro. Eu gosto de Billy Squier e eu gosto de Slayer e eu nunca tive medo de dizer isso."
Quanto tempo demorou para que seu livro, Eddie Trunk’s Essential Hard Rock and Metal, ficasse pronto?
É algo que eu queria fazer já há algum tempo. Minha ideia inicial era fazer uma biografia de meus 30 anos no ramo. Eu fui contra isso porque eu ainda estou trabalhando no ramo e estou fazendo mais do que jamais fiz antes. Não teria feito sentido a essa altura; eu vejo a biografia mais pro fim da minha carreira ou minha aposentadoria. Eu não acho que esteja perto disso agora.
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Eu fui contactado pela Abrams Books a respeito de fazer um livro sobre o gênero e senti que fazia mais sentido. Eu tenho que dizer que a Abrams não é conhecida por fazer esse tipo de livro. A Abrams é especializada em livros de mesa cheios de fotos. Nós criamos um livro híbrido que traz excelentes fotos, um capítulo dedicado a cada uma das bandas, uma história pessoal ligando minha interação com as bandas. É uma mistura de coisas diferentes e as pessoas responderam bem ao livro; algumas gostam das fotos, algumas gostam das histórias, outras gostam do playlist ou elas simplesmente gostam de aprender mais sobre essas bandas. (...)
(...) Estávamos falando sobre Sammy Hagar antes e ele é parte do Chickenfoot, que é um supergrupo. Há também o Black Country Communion com Glenn Hughes e Joe Bonamassa, e tem o recém formado Adrenaline Mob com Mike Portnoy «ex- Dream Theater», Russel Allen «Symphony X» e Rich Ward «ex-Stuck Mojo». Eu também acabei de ler que Mike Portnoy formou um power trio com John Sykes «Whitesnake, Thin Lizzy, Blue Murder» com um baixista não-anunciado. Você acha que os supergrupos são a próxima moda no hard rock?
Eu acho que sim e isso se deve à situação da indústria musical. Discos não vendem mais como vendiam e eu acho que muitos músicos estão começando a descobrir que o caminho para ganharem a vida é cair na estrada. Eles ainda irão compor e gravar, mas eles o farão de modos diferentes de modo que possam cair na Estrada e fazer algum dinheiro. Você falou de Mike Portnoy: ele tem feito isso por toda a carreira. Ele quer tocar com todo mundo ontem. Mike tinha várias coisas Rolando quando ele estava no Dream Theater, então pra ele, ter duas bandas não é grande esforço. Eu aposto que ele vai anunciar mais algumas em breve. Outra razão pela qual que eu acho que você verá isso como moda é que esses caras estão buscando por vazões mais criativas e essa é outra oportunidade de se conectar aos fãs. (...)
(...)Eddie, qual sua opinião sobre as bandas com membros substitutos? Mick Jones fez um excelente trabalho levantando o Foreigner, Vinnie Moore veio e fez um belo trabalho no UFO, e daí temos a situação do Kiss, onde você tem Tommy Thayer e Eric Singer fazendo o papel de Ace Frehley e Peter Criss? Eles são grandes músicos sem dúvida, até melhores que os originais, mas é estranho.
Você está lidando com circunstâncias muito diferentes com o lance do Kiss e as outras situações. Nos outros exemplos você está lidando com uma situação onde os outros caras não estão na banda e os substitutos são trazidos para fazer o que eles fazem na banda. No caso do Kiss eles trouxeram substitutos que fazem o que outros fizeram na banda; em termos de como eles agem, se comportam e tocam na banda. Isso, na qualidade de fã de longa data do Kiss, me incomoda – foi uma mijada fora do penico. Eu não vou mais aos shows e não sou fã do que eles fizeram. Eu não tenho problema com Tommy Thayer e Eric Singer – eles são excelentes músicos, eles deveriam estar na banda – eu só tenho um problema com eles não serem eles mesmos. Eu amo todas as eras do Kiss com ou sem a maquilagem. Só não sou fã de imitações. (...)
Esta matéria pode ser lida na íntegra no site do LoKaos Rock Show:
http://lokaos.net/eddie-trunk-sem-deixar-pedra-sobre-pedra-em-entrevista/
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