Shadowside: entrevista com Dani Nolden ao Road To Metal
Por Débora Reoly
Fonte: Road To Metal
Postado em 17 de agosto de 2011
O Blog Road To Metal entrevistou Dani Nolden, vocalista da banda SHADOWSIDE, uma das principais bandas brasileiras que levam o nome do Brasil para o exterior.
Confira um trecho da entrevista:
RtM: Sabemos que existem milhares de bandas com vocais femininos, sobretudo no Gothic e Symphonic Metal. Mas vocês apostam em outra sonoridade, sem vocais líricos ou guturais (depois de Ângela Gossow, a mulherada quer cantar agressivamente, rs). Como é para você Dani e para o resto da banda apostar nessa formação?
Dani: Para mim não é algo como apostar em uma formação assim. Eu sou o que sou, não posso mudar isso, seja isso bom ou ruim (risos). Quando eu comecei a cantar, não existiam bandas de Metal com vocais femininos, exceto a Doro, porém eu não a conhecia... eu escutava inicialmente bandas como Guns n’ Roses, Skid Row e depois Judas Priest, Deep Purple, Iron Maiden e como eu gostava dessas coisas, eu tentava cantar como eles. Antes da Angela Gossow aparecer, eu fazia alguns vocais guturais em minha banda anterior ao Shadowside (NE: Dark Eden). Eu simplesmente era livre de preconceitos... eu não sabia o que era normal ou comum para uma mulher fazer, então eu fazia o que me dava vontade. Então nunca foi para ir contra uma tendência ou seguir alguma banda... e acredito que os rapazes se sentem da mesma forma. Nós fazemos Metal e escrevemos músicas que achamos que fica legal na minha voz, como qualquer banda formada apenas por homens. Eles não pensam em mim como uma mulher e sim, como a pessoa que canta na banda deles. Eu adoro que é assim... dessa forma não preciso limitar o que minha voz pode fazer.
RtM: O álbum "Dare to Dream" foi produzido por Dave Schiffman (System of a Down, Audioslave, Avenged Sevenfold e outros). Qual foi a diferença entre as duas gravações e na época a mídia especializada tinha dito que vocês teriam deixado um pouco o lado mais agressivo e mesclado influências do Hard, por exemplo. Vocês concordam com essa diferença entre seus trabalhos?
Dani: Eu acho que as influências de Hard Rock sempre estiveram lá, mas realmente o Dare to Dream é um pouco menos agressivo que o Theatre of Shadows. Dare to Dream é mais balanceado, tem partes bem mais pesadas que qualquer música do Theatre, porém no geral ele é menos intenso e mais musical. Nós não queríamos fazer o Theatre parte II, queríamos fazer um novo disco do Shadowside, explorar coisas que tínhamos vontade e que não apareceram no trabalho anterior.
A entrevista na íntegra você acessa pelo link:
http://roadtometal.blogspot.com/2011/08/entrevista-shadowside-somando.html
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